Richa tenta criminalizar a educação para desviar atenção e dar novo calote nos servidores do Paraná

enio_calote_richaO deputado Enio Verri (PT-PR), em sua coluna desta terça (11), acusa o governador Beto Richa (PSDB) de tentar criminalizar a educação e os movimentos sociais do Paraná. Segundo o colunista, o objetivo do tucano seria desviar a atenção para dar mais um calote nos servidores públicos do estado.

Richa tenta criminalizar a educação para desviar atenção e dar novo calote nos servidores do Paraná

Enio Verri*

Em um País, cujos princípios constitucionais são desrespeitados e a democracia golpeada, manifestação a favor de um ensino de qualidade, plural e de valorização do servidor público é criminalizada. Pelo menos é assim na terra governada pelo Beto Richa (PSDB) – o mesmo que jogou bombas contra professores e demais servidores em abril de 2015.

Em recente entrevista, novamente, o governador tenta criminalizar os movimentos sociais no Paraná. No momento, esbraveja contra o Movimento Ocupa Paraná, formado por alunos que ocuparam escolas estaduais contra a reforma do Ensino Médio, proposta por Michel Temer, e o calote do Governo do Paraná aos servidores da educação paranaense.

Richa – que há muito tempo escolheu seu lado e não é dos paranaenses -, acusa os manifestantes de não saberem os motivos que os levam a protestar, assim como, de serem baderneiros doutrinados pelos professores. Tristes palavras de um representante público que cada vez mais abusa do bom senso da população e dos educadores.

Culpando o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), como fez durante todos os erros – e são muitos – de seu desgoverno, o tucano joga servidores públicos contra os paranaenses. Criminaliza os responsáveis pela qualidade no ensino e a formação dos estudantes paranaenses. Estudantes que dão show de cidadania ao exercer o direito de se manifestarem.

Ao governador – que bate recordes de rejeição no Estado – restam as ofensas e a torcida para que suas promessas sejam esquecidas. Engana-se o tucano ao pensar que a população escolherá o lado daquele que não cumpre acordos e trata servidor público com violência e descaso.

O mesmo que estufa o peito para dizer que o Estado é exemplo, empurra, novamente, os ônus de sua má gestão aos paranaenses. Propõe o congelamento de salários de servidores públicos – que aliado ao corte de recursos às universidades, escolas, departamentos públicos -, prejudica o desenvolvimento social e econômico do Paraná.

O estado, motivo de orgulho e de finanças em dia, hoje, é o mesmo que convive com o calote e tarifaços. A medida que congela os salários não só comprova a incompetência, como ainda, descumpre com o acordo firmado com servidores para a fim da greve dos professores no ano passado. Eis o desespero do governador com as manifestações nas escolas.

Quem sabe, se o governador se preocupasse menos em criminalizar os movimentos sociais e cumprisse com seus acordos e suas competências, o Paraná não precisaria se preocupar com a qualidade no serviço público e valorização dos servidores. Talvez, pudesse ainda, ser um aliado do povo contra a Lei de Reforma do Ensino Médio que pouco contribui para o conhecimento e formação de cidadãos.

*Enio Verri é deputado federal, presidente do PT do Paraná e professor licenciado do departamento de Economia da Universidade Estadual do Paraná. Escreve nas terças sobre poder e socialismo.

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