O cinismo da Globo na privatização da Petrobras

waack_globo_presalO jornalista Willian Waack, na Globo, comportou-se na madruga desta quinta (6) como pit bull dos gringos que acabara de sair da coleira quando se referiu à aprovação do fim da obrigação da Petrobras de investir em todos os blocos do pré-sal.

“É para salvar a Petrobras”, disse Waack, misturando ironia, cinismo, banditismo e entreguismo para justificar a quebra do monopólio da Petrobras, em votação na Câmara, por 292 votos a favor, 101 contra e 01 abstenção.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), em artigo especial, explicou que o fatiamento da empresa visa á privatização da maior reserva de petróleo do mundo — que é o pré-sal.

“Está em prática pela atual direção da Petrobrás um plano de privatização fatiada da empresa que visa a ir muito além de doar essa gigantesca reserva a estrangeiros a preço de fim de feira”, denuncia o parlamentar.

A sessão na calada da noite de ontem (5) foi bastante tumultuada com agressões verbais em que governistas e oposicionistas se xingaram mutuamente de “ladrões”.

O projeto de lei que desobriga a Petrobras de ser a operadora de todos os blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha de produção — PL 4567/16, do Senado, de autoria de José Serra (PSDB).

A Lei 12.351/10 institui o regime de partilha e prevê a participação da Petrobras em todos os consórcios de exploração de blocos licitados na área do pré-sal com um mínimo de 30% e na qualidade de operadora.

O operador é o responsável pela condução da execução direta ou indireta de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações.

Em suma, ao abrir mão da exploração obrigatória do pré-sal, o Brasil corre riscos estratégicos em termo de soberania energética. Portanto, palmas para o juiz Sérgio Moro!

Na manhã de hoje, Requião classificou como “criminosa” e “vergonhosa” a entrega do petróleo brasileiro às estrangeiras. Assista ao vídeo:

Com informações da Agência Câmara.

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