Intransigência de Richa leva greve da educação para o segundo dia no Paraná

app_governo_greveO governador Beto Richa (PSDB) adotou “monólogo” ao invés do propalado “diálogo” com os educadores, pois, na noite desta segunda (17), o tucano nem quis ouvir a proposta dos representantes da APP-Sindicato.

Richa destacou seu capataz Valdir Rossoni (PSDB), chefe da Casa Civil, para receber os grevistas com atraso de 1h30. A reunião estava prevista para 19h, mas, desrespeitosamente começou 20h30 e terminou por volta das 22h.

“Acabou sem nenhum avanço. Reafirmamos a pauta e a necessidade de o governo retirar as emendas. Vamos para a reunião com o fórum na quarta (20). Amanhã a greve será mais forte”, resumiu o Luiz Fernando Rodrigues, diretor de Comunicação da APP.

Segundo o dirigente sindical, enquanto a APP reiterou disposição para o diálogo, Beto Richa, por meio de seu preposto, adotou o “monólogo” dizendo que só pagaria os avanços e as progressões em atraso.

O governo do PSDB quer revogar a lei da data-base, acordada ao fim da greve de 2015, que garante reposição da inflação deste ano em janeiro de 2017.

Além disso, a educação se manifesta contrariamente à MP 746 (reforma do ensino médio) e à PEC 241 (que congela os investimentos na educação por longos 20 anos).

A APP-Sindicato pede ainda que a Justiça Federal acelere a punição dos favorecidos pelo desvio de R$ 50 milhões da Educação, investigado pela Operação Quadro Negro, que financiaram a campanha de Richa e de deputados governistas — segundo o Ministério Público. Originalmente, o dinheiro seria destinado para a construção de novas escolas no estado.

A APP-Sindicato representa cerca de 100 mil educadores em todo o estado. Desses, 60 mil são da ativa (professores e funcionários de 2,1 mil escolas).

A tendência é que a semana seja fechada com 100% das escolas na greve ou ocupadas pelos estudantes.

Em Maringá, Noroeste, houve passeata dos educadores que pediram a saída de Richa e do presidente Michel Temer (PMDB) dos respectivos governos.

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