Estudantes reocupam escolas no PR após “Furacão Ana Júlia” passar pela Assembleia Legislativa

alunas_cep_richaOs colégios estaduais Castro Alves e Agostinho Pereira, ambos no município de Pato Branco, na região Sudoeste do Paraná, foram reocupados na manhã desta quinta (27) pelos estudantes secundaristas. A retomada ocorre menos de 24 horas depois de o “Furacão Ana Júlia” passar pela Assembleia Legislativa. (Abaixo, assista ao vídeo).

Abro um parêntese para Ana Júlia Pires Ribeiro, do Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães (SESMAG), e Nicoly Moreira do Nascimento, do Colégio Estadual Santa Felicidade (SAFEL), de Curitiba, que “humilharam” os deputados com seus respectivos 16 e 15 anos, bem como com os discursos na Assembleia. Fecho o parêntese.

Volto à região do Sudoeste.

As duas escolas patobranquenses haviam sido desocupadas ontem, uma pela manhã, outra pela tarde, mas, após o discurso do “Furação Ana Júlia” na Assembleia, defendendo a legitimidade das ocupações, os estudantes reocuparam os estabelecimentos.

Também no município de Pato Branco, que fica a 440 km de Curitiba, indígenas fecharam o Núcleo Regional da Secretaria de Estado de Educação. O órgão já estava ocupado, mas agora os portões foram interditados para os funcionários do governo do estado.

Além de manifestarem-se contra o governador Beto Richa (PSDB), estudantes e os povos indígenas ainda protestam contra o ilegítimo presidente Michel Temer (PMDB) — contra a MP 746 (reforma do ensino médio) e a PEC 241 (congelamento de investimentos por 20 anos).

Na região Centro-Sul do Paraná, em Nova Laranjeiras, indígenas das nações Kaingang,
Guarani e Xetá interrompem a BR-277 contra o ministro da Saúde Ricardo Barros (PP), que, segundo eles, ameaça acabar com os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

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