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Em PG, obras investigadas pela Quadro Negro chegam a R$ 7,7 milhões

arruda_rangel_richaOs educadores irão às ruas nesta sexta (28) pela celeridade nas investigações da Operação Quadro Negro que, só no município de Ponta Grossa, região dos Campos Gerais, tem obras paradas cujos contratos chegam a R$ 7,7 milhões. São escolas estaduais e municipais, tais como Escola Municipal Professor Kamal Tebcherani, Esplanada, Centro Municipal de Educação Infantil Sophia Adamowicz e Escola Estadual Francisco Pires Machado.

A Operação Quadro Negro investiga esquemas que desviaram R$ 50 milhões destinados à construção de e reforma de escolas em todo o Paraná. Segundo o Ministério Público, os recursos desviados abasteceram campanhas eleitorais do governador Beto Richa (PSDB) e de deputados estaduais aliados do tucano.

A ação penal da Operação Quadro foi transferida da Justiça Estadual para a primeira instância da Justiça Federal do Paraná, pois houve desvio de verbas federais (FNDE) — por isso mudou a competência judicial para a investigação do governador e dos deputados.

Os três contratos da empresa Valor, ajustada pelo governo do estado para tocar as obras em Ponta Grossa, mereceram na semana passada veementes críticas do deputado federal João Arruda (PMDB-PR). O parlamentar anunciou a criação de uma CPI para investigar a corrupção na educação.

“O prefeito Marcelo Rangel (PPS) tinha a obrigação de cobrar e fiscalizar a construção da escola no município. Não o fez. No mínimo foi omisso para com seu apoiador, Beto Richa, que, segundo as investigações do Ministério Público, usou o dinheiro que era destinado para a construção do estabelecimento de ensino na sua campanha pela reeleição”, diz João Arruda ao lembrar que o prefeito, candidato à reeleição, é apoiado pelo governador tucano.

Com informações do site A Rede.

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