Educadores em greve planejam magamanifestação contra Beto Richa no Paraná

greve_educacao_richaO conselho estadual da APP-Sindicato se reúne nesta terça (25), a partir das 14 horas, em Curitiba, para avaliar o oitavo dia da greve dos trabalhadores na educação básica e planejar ações massivas, dentre as quais uma marcha contra o governador Beto Richa (PSDB).

Além de educadores da educação básica, policiais civis e professores de todas as seis universidades estaduais também estão em greve há 8 dias contra o calote do tucano, que quer revogar a data-base dos 250 mil servidores públicos do estado.

Para azedar o arroz doce, Richa ainda enfrenta a ocupação de 900 escolas da rede estadual, bem como todas as instituições de ensino superior. Até a UFPR, a mais antiga do país, foi ocupada por estudantes em apoio aos secundaristas e contra a PEC 241 (congelamento de investimentos) e MP 746 (reforma do ensino médio).

O governador Beto Richa tentou ontem (24) utilizar-se de uma tragédia ocorrida no Colégio Estadual Santa Felicidade, o SAFEL, para criminalizar a legítima manifestação dos estudantes e a greve dos educadores. No entanto, a sociedade sabe que, infelizmente, a violência contra a juventude é algo cotidiana e o poder público não dará conta de resolvê-la no marco da redução do Estado.

Para a APP-Sindicato, o comportamento do governador do PSDB é de violência, intolerância e falta de diálogo.

Sem condições de pôr fim à crise na educação, então o tucano apelou para a organização fascista MBL cuja definição e sugestão do deputado Tadeu Veneri (PT), da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná, nos parecem antológica: “Os tiozinhos do MBL merecem cadeia”.

Assista ao vídeo do discurso de Tadeu Veneri, realizado nesta segunda (24):

Comentários encerrados.