Deputado vai propor CPI para investigar ‘Operação Quadro Negro’ na Câmara; assista

O deputado federal João Arruda (PMDB-PR) fez uma reportagem nesta sexta (21), no município de Ponta Grossa, no Paraná, denunciando o desvio de recursos federais e estaduais para a construção e reforma de escolas. A Operação Quadro Negro, inicialmente investigada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), apontou que R$ 50 milhões que eram da educação abasteceram campanhas eleitorais de deputados e a reeleição do governador Beto Richa (PSDB).

Por envolver recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC), Arruda vai propor na semana que vem uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Federal para investigar as autoridades governamentais e parlamentares, dentre o deputado estadual Plauto Miro (DEM), de Ponta Grossa, cujo obra no município não foi concluída para a Escola Estadual Francisco Pires Machado no valor de R$ 4,7 milhões.

Também são alvos da ação os deputados Ademar Traiano (PSDB) e Tiago Amaral (PSB). O esquema ainda teria beneficiado o conselheiro do TC Durval Amaral (ex-DEM), pai de Tiago Amaral, e o secretário estadual de Infraestrutura e Logística José Richa Filho, o Pepe Richa, irmão do governador tucano.

O dinheiro desviado da construção da escola na localidade chamada Cará-Cará virou tema no segundo turno na cidade dos Campos Gerais, explorado pelo candidato Aliel Machado (REDE).

“Esse é o carinho que o governador Beto Richa tem com o município de Ponta Grossa”, disparou Arruda em vídeo-reportagem sobre o caso.

Richa apoia a reeleição do prefeito Marcelo Rangel (PPS).

“O prefeito Marcelo Rangel tinha a obrigação de cobrar e fiscalizar a construção da escola no município. Não o fez. No mínimo foi omisso para com seu apoiador, Beto Richa, que, segundo as investigações do Ministério Público, usou o dinheiro que era destinado para a construção do estabelecimento de ensino na sua campanha pela reeleição”, repetiu o deputado João Arruda.

No mês passado, conforme registrou o Blog do Esmael, as investigações da Operação Quadro Negro migraram de competência da Justiça Estadual para a 1ª instância da Justiça Federal do Paraná. Com o fim da Lava Jato, em dezembro, muito provavelmente contenda caia nas mãos do juiz federal Sérgio Moro.

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