Contra Richa e Temer, sobe para 400 as escolas ocupadas no PR; 4 universidades também foram tomadas pelos estudantes

temer_richa_ocupacoesO k-suco ferveu nesta sexta-feira (14) no Paraná, pois subiu para 400 o número de escolas da rede pública ocupadas. Também formam tomadas quatro universidades estaduais pelos estudantes. O movimento é contra o governador Beto Richa (PSDB) e o presidente Michel Temer (PMDB).

Os estudantes secundaristas ocupam as escolas contra a reforma do ensino médio (MP 746), contra o congelamento de verbas para a educação nos próximos 20 anos (PEC 241) e pela punição do desvio de R$ 50 milhões que seriam destinados à construção de escolas (Operação Quadro Negro).

Os universitários tomaram os campi pelas seguintes razões: 1- contra o corte de até 25% nas verbas para as instituições de ensino superior; 2- contra a PEC 241; 2- solidariedade ao secundaristas que brigam contra a reforma do ensino médio; e 3- pelo Fora Temer e Fora Richa.

Para agravar a situação de Beto Richa, além dos estudantes, professores de mais duas universidades estaduais iniciaram hoje greve no Paraná. A Unespar (com Campi em Campo Mourão, Curitiba, Paranaguá e União da Vitória) e a UEM (Maringá) paralisaram suas atividades contra a proposta do governo de alterar a lei 18.493, que garante a reposição da inflação aos servidores.

Nesta sexta, a Defensoria Pública do Paraná derrubou no Tribunal de Justiça 13 liminares de Beto Richa que pedia a reintegração de escolas ocupadas no município de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

O fortalecimento da greve no Paraná aumenta a pressão sobre os deputados que pretendem votar com o governo e prejudicar os servidores através do cancelamento da reposição da inflação prevista para janeiro de 2017.

Agora já são quatro, das sete universidades do Estado em greve: UNIOESTE, UEPG, UNESPAR e UEM.

Na próxima semana outras três instituições (UENP, UEL e UNICENTRO) devem discutir ações de paralisação e/ou mobilização. Além das Universidades, os educadores da rede estadual também entrar em greve na próxima segunda-feira (17).

O movimento em defesa da educação no Paraná também envolve os estudantes, da rede básica e Universidades, que ocupam mais de 400 escolas pelo estado e outros quatro campi de Universidades: Toledo, Marechal Candido Rondon, Paranaguá e União da Vitória.

Para Luiz Fernando Reis, presidente da ADUNIOESTE (Sindicato docente da UNIOESTE), a greve geral da educação é uma medida que revela o descontentamento em relação a maneira como a educação tem sido gestada no estado.

“O Paraná aumentou sua receita liquida 27%, mas na hora de investir em educação diz que há uma crise e que não dá para investir. Onde foi parar o dinheiro do Paraná?”, questiona.

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