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Temos que falar sobre a parcialidade do juiz Sérgio Moro

chargeO juiz federal Sérgio Moro, conhecido no Paraná como ‘coronel Ustra das Araucárias’, por questões óbvias, não levou em consideração na delação do lobista Eike Batista que o PSDB recebeu a mesma quantia de recursos em campanhas eleitorais.

A BBC Brasil traz reportagem nesta sexta (23) sobre a parcialidade da Lava Jato, isto é, da gincana para incriminar os petistas.

Todo cidadão tem direito a um julgamento justo. Por isso, a Constituição Federal de 1988 no 5º, §2º, recepcionou o ‘princípio da imparcialidade do juiz’ de tratados internacionais ratificados pelo Brasil.

“Apesar da citação de Eike ao PSDB, nem o empresário nem os procuradores da Lava Jato entraram em detalhes sobre estas doações durante todo o depoimento”, diz um trecho da matéria do portal britânico.

Segundo a BBC, Eike afirmou que destinou “com o mesmo volume de recursos, R$ 1 milhão, para o PT, o PSDB” na campanha eleitoral de 2006. No entanto, a força-tarefa só viu motivo para prender o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que é petista.

Mantega foi preso ontem (22) — e solto horas depois, devido à repercussão negativa — quando acompanhava a cirurgia da mulher dele, que tem câncer.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) entendeu a prisão do ex-ministro como uma desumana “boca de urna” do juiz Moro em desfavor do PT.

Eike não foi muito convincente ao atribuir a Mantega pedido de dinheiro para o PT, conforme relato da BBC. O lobista teria limitado a responder “isso” a uma pergunta dos procuradores da Lava Jato sobre o suposto ilícito.

Mantega frisa, por meio de advogados, que “jamais tratou com o senhor Eike sobre contribuição de campanha, sobre pagamento de despesas eleitorais” — destaca a reportagem.

Eike Batista, assim como tucanos citados, está soltinho da silva. O lobista é tratado como “delator informal” no MPF, de acordo ainda com a BBC.

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