Legado da Lava Jato: um exército de fascistas

davila_masi_moroCom a discussão do fim da Lava Jato (que isso companheiro, Deltan Dallagnol?), além da gritante parcialidade, restará um infeliz legado: um exército de fascistas imbecis que se diz seguidor do juiz Sérgio Moro.

Não há como não relacionar o ódio reinante no país gerado pela seletividade do magistrado e dos procuradores da República dos Estados Unidos de Curitiba. Nem desprezar a partidarização das prisões. Só foram para o xilindró aqueles que são do PT (alguns talvez merecessem outros talvez não).

Quando vemos os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) serem agredidos em restaurantes e aeroportos, pode-se com segurança debitar na conta da Lava Jato. Aliás, os fascistas não escondem e se orgulham de serem fãs de Moro.

Também houve agressões contra os ex-ministros Alexandre Padilha, Jacques Vagner, Guido Mantega, etc. Mas esses mesmos fascistas se deram mal quando ensaiaram hostilizar o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que os pôs para correr no aeroporto de Curitiba.

Nesse momento de irracionalidade, recomendo a entrevista do sociólogo italiano Domenico de Masi — autor de ‘O Ócio Criativo’, dentre várias outras — ao jornalista Roberto D’Álvia, que foi ao ar nesta quarta (28) pela Globo News (ainda não está disponível para assistir).

O intelectual traçou um brilhante paralelo entre a Operação Mãos Limpas (Mani Pulite), na Itália dos anos 90, com a Lava Jato no Brasil.

Segundo de Masi, tal qual como ocorre hoje no Brasil, a espetacularização midiática, na Itália houve seletivas perseguições políticas e o procurador principal da Operação Mãos Limpas, Antonio Di Pietro, virou um líder de partido político na Itália.

Ainda de acordo com o relato de Domenico de Masi, na entrevista à GloboNews, com prisão dos políticos tradicionais, não se forjou nenhuma nova liderança no país da bota. Logo, abriu-se as porteiras para aventureiros como Silvio Berlusconi, que, testemunha o sociólogo, representou 20 anos de atraso na vida italiana.

Ou seja, a Lava Jato tem um quê de Déjà vu (que significa “já visto” em francês). Agravado pelo culto ao personalismo do juiz brasileiro.

Para fechar o repolho uma pergunta, que não se confunde com ofensa: quem paga essa ostensiva e planejada campanha de marketing para a Lava Jato?

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