Centrais sindicais precisam ampliar a pauta dia 22 com a bandeira das Diretas Já

foratemer_diretasjaO movimento sindical promete sair às ruas na próxima quinta, dia 22 de setembro, contra retirada de direitos dos trabalhadores, mas é preciso que a pauta seja ampliada para toda a sociedade com a bandeira das Diretas Já.

As reivindicações econômicas de todas as centrais são mais do que justas, são honestas, porém é necessário ter alcance maior do que a burocracia sindical permite. É fundamental que demais setores, como a juventude, encorpem a luta da semana que vem com o ideário da democracia.

A luta contra o golpe de Estado se materializa com a luta pelas Diretas Já, pois a perspectiva concreta de tirar o usurpador Michel Temer (PMDB) une a todos (a não ser que o movimento dos trabalhadores tenha decidido “afrouxar a tanga” até 2018).

Não haveria problema algum se o movimento dos trabalhadores tivesse reajustado a tática e passado a crer somente nas urnas. Mas, nesse caso, seria de bom alvitre avisar ao distinto público sobre a mudança. Talvez até o convencesse de que é a melhor jogada.

Sem uma bandeira mais ampla, que sirva de guarda-chuva para a sociedade, dificilmente os trabalhadores terão êxito no combate ao neoliberalismo econômico, que consiste no aumento da jornada para 12 horas diárias, na terceirização desenfreada, na prevalência do negociado sobre o legislado, enfim, no aumento da idade para se aposentar.

“Afrouxar a tanga” nas ruas, neste momento, significaria capitular diante do governo golpista.

A greve geral que ora se articula, mais do que econômica, tem que ser política e contra o governo ilegítimo. Caso contrário, tornar-se-á numa atividade para aumentar ampliar 15 minutinhos no horário de almoço num contexto de imensos retrocessos.

Portanto, as paralisações no Dia Nacional de Mobilização precisam do tempero e da combatividade do movimento “Fora Temer, Diretas Já”. Nenhum direito a menos!

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