Bernardi, Manfredini e Belluzzo lançam livros em Curitiba

belluzzo_manfredini_bernardiNa crise, ao menos, amplia-se a produção intelectual. Entre hoje (14) e amanhã (15), três lançamentos de livros agitam a vida cultural de Curitiba.

Na noite desta quarta (14) o vereador Jorge Bernardi (REDE), candidato a vice na chapa de Requião Filho (PMDB), autografa “O Gibi da Democracia”, da 19h às 22h, nas Livrarias Curitiba do Shopping Estação.

De maneira complementar, também das 19h às 22h, o jornalista Luiz Manfrendini lança o romance “Retrato no entardecer de agosto”. O evento será no Palácio dos Leões, o espaço cultural do BRDE (Avenida João Gualberto, 530).

Você que já acabaram os lançamentos na capital do Paraná? Que nada!

Nesta quinta (15), às 20h, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo lança o livro “O tempo de Keynes nos tempos do capitalismo”. Durante o encontro, no Espaço França da Rocha (Rua Estados Unidos, 2452, Boa Vista), haverá um debate com a participação de Paulo Ricardo Schier e Luiz Carlos da Rocha — o Rochinha.

O trio — Belluzo, Schier e Rochinha — vão discutir amanhã à noite direitos sociais, orçamento e austeridade.

Acerca do Gibi da Democracia, de Jorge Bernardi

“O Gibi da Democracia – Memórias da Política em Quadrinhos”, do professor universitário e vereador Jorge Bernardi, será lançado em noite de autógrafos, nesta quarta-feira (14), das 19 às 22 horas, na Livraria Curitiba, no Shopping Estação. O livro reflete, por meio da propaganda eleitoral, as 14 eleições que Jorge Bernardi disputou em mais de três décadas de participação na política curitibana e paranaense.

Foram oito eleições para vereador, uma como suplente ao Senado, duas para a Câmara Federal e outras três à Assembleia Legislativa do Paraná. Atualmente, Bernardi é candidato a vice-prefeito na coligação “Curitiba Justa e Sustentável”, que tem como candidato a prefeito o deputadoRequião Filho. O “Gibi da Democracia”, nesta edição histórica, reúne todos os exemplares das histórias em quadrinhos e outras literaturas de campanha que Bernardi fez ao longo das eleições que disputou.

Há, também, gibis que discutem questões sociais, políticas e econômicas envolvendo praticamente todas as eleições realizadas nos últimos 30 anos em nosso Estado. Memo naqueles pleitos que Bernardi não participou, o gibi era usado para dar apoio a outros candidatos. O livro registra, ainda, histórias das “dobradinhas” feitas pelo autor quando candidato a deputado estadual ou federal.

Mais que um gibi: um almanaque

O “Gibi da Democracia”, verdadeiro almanaque, termina com a Carta a Beth, também em quadrinhos. Trata-se de um documento no qual Bernardi explica suas razões para trocar o PDT pela Rede. No subtítulo já vai uma argumentação preliminar: “Além das ideologias, caminhando em rede pela sustentabilidade”. Por si só, a obra conta, não apenas a trajetória política de Jorge Bernardi, mas também reflete, por intermédio da literatura de campanha, aspectos da política local, regional e nacional.

Jorge Bernardi é doutorando, mestre e especialista em Gestão Urbana pela PUC-PR/Universidade de Compiégne, França. Advogado, jornalista, foi vice-reitor da Uninter. Vereador de Curitiba no sétimo mandato e ex-presidente da Câmara Municipal. Foi suplente de Senador e Secretário do Trabalho e Emprego e é autor de outros livros, entre os quais “A Guerra do Contestado em Quadrinhos”, “A Organização Municipal e a Politica Urbana” e “Gestão de Serviços Públicos Municipais”.

Sobre o romance Retrato no entardecer de agosto, de Luiz Manfredini

Retrato no entardecer de agosto
Romance histórico trata das utopias primordiais do século XIX

Retrato no entardecer de agosto é um romance histórico do escritor paranaense Luiz Manfredini, baseado na experiência colonizadora do médico francês Jean Maurice Faivre que, entre 1847 e 1858, nas margens do rio Ivaí, sertão paranaense, constituiu a Colônia Teresa, uma das duas únicas tentativas de aplicar no Brasil o ideário utópico do também francês Charles Fourier, bastante difundido nas primeiras décadas do século XIX na França.

Luiz Manfredini, veterano jornalista, é também autor, entre outros livros, dos romances As moças de Minas e Memória de Neblina. É colunista do portal Vermelho e membro do conselho editorial da revista Princípios, editada em São Paulo.

A publicação do romance recebeu o incentivo do Grupo Positivo. O lançamento será no dia 14 de setembro próximo, das 19 às 22 horas, no Palácio dos Leões, o espaço cultural do BRDE (Avenida João Gualberto, 530).

Vinte e três anos após chegar ao Brasil e trabalhar como médico na Corte, Faivre empenhou todos seus bens para trazer da França os 63 integrantes da colônia que organizava, pagando-lhes todas as dívidas na França, distribuindo-lhe gratuitamente lotes de terra e bancando seus primeiros anos no Brasil. As despesas do trabalho e da vida social eram divididas e, igualmente, os lucros. Ali se proibiu a escravidão, décadas antes de sua abolição o Brasil.

Segundo o poeta Hamilton Faria, que apresenta o romance, a Colônia Thereza foi “uma experiência ímpar que negava a escravidão, o lucro, os malefícios do dinheiro e as misérias morais e materiais do capitalismo – e propunha um ideal de vida cooperativa”. Mas no último dia de agosto de 1858, Faivre morreu tragado por febre traiçoeira sem ver realizados seus sonhos.
O poeta acrescenta: “Com linguagem expressiva e riqueza de palavras, características incomuns em grande parte dos autores contemporâneos, Luiz Manfredini viaja neste romance histórico pela utopia do Dr. Faivre e pela ancestralidade do nosso tempo”.

1 Comentário

Os comentários não representam a opinião do Blog do Esmael; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

  1. Professor Belluzzo ultilizou o verbo despedalar por argumentar que a presidenta golpeada nao praticou crime de responsabilidade fiscal.uma brilhante defesa pra um desfecho tao tragico.