Temer estuda utilizar lei antiterrorismo contra trabalhadores que lutam por direitos

temer_lei_antiterrorismo_trabalhadoresO clima está muito tenso na Câmara, em Brasília. Dois petroleiros foram presos na manhã desta terça (9), que protestavam contra o PLP 257 (Projeto de Lei Complementar sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal).

O governo interino de Michel Temer (PMDB) estuda utilizar a lei antiterrorismo contra trabalhadores que lutam por direitos em frente ao Congresso Nacional.

Na semana passada, a Justiça de Goiás já se fizera da Lei 12.850 para tipificar como organização criminosa quatro militantes sem terra, que cobravam assentamento numa área no município de Santa Helena de Goiás.

A escalada antidemocrática do governo interino tem aumentado bastante, haja vista a recente censura do “Fora Temer” nas arenas dos Jogos Olímpicos no Rio. Foi preciso uma decisão judicial contra o Estado de exceção.

Mas à resistência à criminalização das reivindicações e ao PLP 257. Exemplo disso são os deputados João Arruda (PMDB-PR) e Marcelo Belinati (PP-PR), que gravaram um vídeo contra a proposta de Temer que arrocha salários e extingue a carreira dos servidores públicos.

No início do mês passado, o Blog do Esmael anotou que a bancada federal do Paraná havia se rebelado contra os calotes do governador Beto Richa (PSDB) e de Michel Temer.

O PLP visa refinanciar a dívida pública de estados e municípios, propondo a adoção de política de ajuste fiscal, controle de gastos, redução do papel do Estado, estímulo à privatização e corte de direitos dos servidores públicos, numa ação de arrocho e perdas sem precedentes.

Segundo da FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), a aprovação do PLP 257/2016 representará o fim de concursos públicos, congelamento de salários, ampliação da terceirização e precarização dos serviços, entre outras consequências.

Veja o momento em que os petroleiros são presos:

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