Lava Jato tem pressa porque está se desmoralizando muito rápido

moro_lula_dilmaOs Jogos Olímpicos servem como cortina de fumaça para mídia esconder o fiasco da Operação Lava Jato, que, tal qual o desejo dos bandidos que dão o golpe de Estado no país, findar-se-á em dezembro deste ano. Por isso a corrida contra o tempo para impichar Dilma Rousseff.

Já foi dito aqui antes que o sucesso brasileiro na Olimpíada do Rio 2016 se deveu aos governos Lula e Dilma e às Forças Armadas.

Feito esse parêntese, voltemos às cenas que desmoralizam o golpe de Estado em curso e a cansativa Lava Jato:

Ato 1:
A Polícia Federal concluiu ontem (18) que o tríplex na praia do Guarujá, em São Paulo, não pertence ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A PF indiciou Nelci Warken, dona do imóvel no condomínio Solaris, o que do ponto de vista legal põe fim à controvérsia jurídica.

Ato 2:
A Secretaria da Fazenda de São Paulo reconheceu, também ontem (18), que a gráfica VTPB Ltda “de fato” prestou serviços para a campanha à reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff, o que inutiliza a tese do ministro do TSE Gilmar Mendes de “empresa de fachada” na campanha do PT.

O diabo nisso tudo é que tanto Lula quanto Dilma não terão direito de reparações em espaços equivalentes aos danos sofridos nos rádios, TVs, jornais e portais de notícias dos grandes conglomerados de comunicação.

O ex-presidente não terá direito a um tríplex, como ele próprio já havia pedido em 1º de maio quando chegasse o final das investigações.

“Quando terminarem esses processos, eles vão ter que me dar um apartamento e uma chácara. Estão todos os dias tentando levar a um desgaste moral”, previu à época.

Também não é de somenos os depoimentos à PF do pecuarista José Carlos Bumlai e de Fernando Bittar, que isentaram Lula acerca da propriedade do sítio em Atibaia, interior de São Paulo.

Quanto à Dilma, o linchamento é político. Ultrapassa a linha da misoginia. A ideia da mídia e do TSE, aliado à criminalização do PT e dos petistas, é engrossar o caldo para aprovar o impeachment no Senado.

Muito provavelmente, após o golpe, Sérgio Moro e a Lava Jato percam rapidamente sua função.

Ato contínuo, também no campo da especulação, o magistrado da 13ª Vara de Curitiba será recompensado com uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

A corte outrora respeitada como guardiã da Constituição no pós-1988 poderá “orgulhar-se”, daí em diante, da transmutação para servir como covil de golpistas.

No outro lado da Praça dos Três Poderes, 35 senadores delatados na Lava Jato e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seguirão felizes para sempre na “República das Propinas”.

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