Em carta, Dilma diz que dará apoio irrestrito à convocação de um plebiscito

dilma_rousseffDilma Rousseff abriu o pronunciamento com a seguinte frase: “Darei meu apoio irrestrito à convocação de um plebiscito”. Abaixo, assista ao vídeo:

Essa foi uma das primeiras frases da presidente eleita durante pronunciamento no Palácio do Alvorada.

“Se consumado o impeachment sem crime de responsabilidade, teríamos um golpe de estado. […] Entendo que a solução para as crises política e econômica que enfrentamos passa pelo voto popular em eleições diretas. A democracia é o único caminho para a construção de um Pacto pela Unidade Nacional, o Desenvolvimento e a Justiça Social. É o único caminho para sairmos da crise”, afirmou Dilma.

Na mensagem, Dilma propõe um Pacto pela Unidade Nacional, o Desenvolvimento e a Justiça Social, que permitirá a pacificação do País. A presidenta ainda reafirmou o compromisso integral com à Constituição Federal, persistindo com o lema “Nenhum direito a menos”. Também faz parte do documento o compromisso com as políticas sociais que “transformaram a vida de nossa população, assegurando oportunidades para todas as pessoas”.

“Gerar mais e melhores empregos, fortalecer a saúde pública, ampliar o acesso e elevar a qualidade da educação, assegurar o direito à moradia e expandir a mobilidade urbana são investimentos prioritários para o Brasil. Todas as variáveis da economia e os instrumentos da política precisam ser canalizados para o País voltar a crescer e gerar empregos”, destacou.

Transmissão ao vivo encerrada às 16h03.

Leia a íntegra da carta de Dilma:

MENSAGEM DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA DILMA ROUSSEFF AO SENADO FEDERAL E AO POVO BRASILEIRO

Brasília, 16 de agosto de 2016

Dirijo-me à população brasileira e às Senhoras Senadoras e aos Senhores Senadores para manifestar mais uma vez meu compromisso com a democracia e com as medidas necessárias à superação do impasse político que tantos prejuízos já causou ao país.

Meu retorno à Presidência, por decisão do Senado Federal, significará a afirmação do Estado Democrático de Direito e poderá contribuir decisivamente para o surgimento de uma nova e promissora realidade política.

Minha responsabilidade é grande. Na jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade e determinação para que possamos construir um novo caminho.

Precisamos fortalecer a democracia em nosso País e, para isto, será necessário que o Senado encerre o processo de impeachment em curso, reconhecendo, diante das provas irrefutáveis, que não houve crime de responsabilidade. Que eu sou inocente.

No presidencialismo previsto em nossa Constituição, não basta a desconfiança política para afastar um presidente. Há que se configurar crime de responsabilidade. E está claro que não houve tal crime.

Não é legítimo, como querem os meus acusadores, afastar o chefe de Estado e de governo pelo “conjunto da obra”. Quem afasta o presidente pelo “conjunto da obra” é o povo e, só o povo, nas eleições.

Por isso, afirmamos que, se consumado o impeachment sem crime de responsabilidade, teríamos um golpe de estado.

O colégio eleitoral de 110 milhões de eleitores seria substituído, sem a devida sustentação constitucional, por um colégio eleitoral de 81 senadores. Seria um inequívoco golpe seguido de eleição indireta.

Ao invés disso, entendo que a solução para as crises política e econômica que enfrentamos passa pelo voto popular em eleições diretas. A democracia é o único caminho para a construção de um Pacto pela Unidade Nacional, o Desenvolvimento e a Justiça Social. É o único caminho para sairmos da crise.

Por isso, a importância de assumirmos um claro compromisso com o Plebiscito e pela Reforma Política.

Todos sabemos que há um impasse gerado pelo esgotamento do sistema político, seja pelo número excessivo de partidos, seja pelas práticas políticas questionáveis, a exigir uma profunda transformação nas regras vigentes.

Estou convencida da necessidade e darei meu apoio irrestrito à convocação de um Plebiscito, com o objetivo de consultar a população sobre a realização antecipada de eleições, bem como sobre a reforma política e eleitoral.

Devemos concentrar esforços para que seja realizada uma ampla e profunda reforma política, estabelecendo um novo quadro institucional que supere a fragmentação dos partidos, moralize o financiamento das campanhas eleitorais, fortaleça a fidelidade partidária e dê mais poder aos eleitores.

A restauração plena da democracia requer que a população decida qual é o melhor caminho para ampliar a governabilidade e aperfeiçoar o sistema político eleitoral brasileiro.

Devemos construir, para tanto, um amplo Pacto Nacional, baseado em eleições livres e diretas, que envolva todos os cidadãos e cidadãs brasileiros. Um Pacto que fortaleça os valores do Estado Democrático de Direito, a soberania nacional, o desenvolvimento econômico e as conquistas sociais.

Esse Pacto pela Unidade Nacional, o Desenvolvimento e a Justiça Social permitirá a pacificação do País. O desarmamento dos espíritos e o arrefecimento das paixões devem sobrepor-se a todo e qualquer sentimento de desunião.

A transição para esse novo momento democrático exige que seja aberto um amplo diálogo entre todas as forças vivas da Nação Brasileira com a clara consciência de que o que nos une é o Brasil.

Diálogo com o Congresso Nacional, para que, conjunta e responsavelmente, busquemos as melhores soluções para os problemas enfrentados pelo país.

Diálogo com a sociedade e os movimentos sociais, para que as demandas de nossa população sejam plenamente respondidas por políticas consistentes e eficazes. As forças produtivas, empresários e trabalhadores, devem participar de forma ativa na construção de propostas para a retomada do crescimento e para a elevação da competitividade de nossa economia.

Reafirmo meu compromisso com o respeito integral à Constituição Cidadã de 1988, com destaque aos direitos e garantias individuais e coletivos que nela estão estabelecidos. Nosso lema persistirá sendo “nenhum direito a menos”.

As políticas sociais que transformaram a vida de nossa população, assegurando oportunidades para todas as pessoas e valorizando a igualdade e a diversidade deverão ser mantidas e renovadas. A riqueza e a força de nossa cultura devem ser valorizadas como elemento fundador de nossa nacionalidade.

Gerar mais e melhores empregos, fortalecer a saúde pública, ampliar o acesso e elevar a qualidade da educação, assegurar o direito à moradia e expandir a mobilidade urbana são investimentos prioritários para o Brasil.

Todas as variáveis da economia e os instrumentos da política precisam ser canalizados para o País voltar a crescer e gerar empregos.

Isso é necessário porque, desde o início do meu segundo mandato, medidas, ações e reformas necessárias para o país enfrentar a grave crise econômica foram bloqueadas e as chamadas pautas-bomba foram impostas, sob a lógica irresponsável do “quanto pior, melhor”.

Houve um esforço obsessivo para desgastar o governo, pouco importando os resultados danosos impostos à população. Podemos superar esse momento e, juntos, buscar o crescimento econômico e a estabilidade, o fortalecimento da soberania nacional e a defesa do pré-sal e de nossas riquezas naturais e minerárias.

É fundamental a continuidade da luta contra a corrupção. Este é um compromisso inegociável. Não aceitaremos qualquer pacto em favor da impunidade daqueles que, comprovadamente, e após o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa, tenham praticado ilícitos ou atos de improbidade.

Povo brasileiro, Senadoras e Senadores,

O Brasil vive um dos mais dramáticos momentos de sua história. Um momento que requer coragem e clareza de propósitos de todos nós. Um momento que não tolera omissões, enganos, ou falta de compromisso com o país.

Não devemos permitir que uma eventual ruptura da ordem democrática baseada no impeachment sem crime de responsabilidade fragilize nossa democracia, com o sacrifício dos direitos assegurados na Constituição de 1988. Unamos nossas forças e propósitos na defesa da democracia, o lado certo da História.

Tenho orgulho de ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. Tenho orgulho de dizer que, nestes anos, exerci meu mandato de forma digna e honesta. Honrei os votos que recebi. Em nome desses votos e em nome de todo o povo do meu País, vou lutar com todos os instrumentos legais de que disponho para assegurar a democracia no Brasil.

A essa altura todos sabem que não cometi crime de responsabilidade, que não há razão legal para esse processo de impeachment, pois não há crime. Os atos que pratiquei foram atos legais, atos necessários, atos de governo. Atos idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles, e também não é crime agora.

Jamais se encontrará na minha vida registro de desonestidade, covardia ou traição. Ao contrário dos que deram início a este processo injusto e ilegal, não tenho contas secretas no exterior, nunca desviei um único centavo do patrimônio público para meu enriquecimento pessoal ou de terceiros e não recebi propina de ninguém.

Esse processo de impeachment é frágil, juridicamente inconsistente, um processo injusto, desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente. O que peço às senadoras e aos senadores é que não se faça a injustiça de me condenar por um crime que não cometi. Não existe injustiça mais devastadora do que condenar um inocente.

A vida me ensinou o sentido mais profundo da esperança. Resisti ao cárcere e à tortura. Gostaria de não ter que resistir à fraude e à mais infame injustiça.
Minha esperança existe porque é também a esperança democrática do povo brasileiro, que me elegeu duas vezes Presidenta. Quem deve decidir o futuro do País é o nosso povo.

A democracia há de vencer.
Dilma Rousseff

21 Comentários

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  1. Eu so nao entendo porque os coxinhas tem tanto medo de novas eleicoes presidencial?
    Rsrsrs.

  2. Tá vendo a vaca ir pro brejo e quer barganhar o plebiscito.

    Se não estivesse sofrendo impeachment certamente nem pensaria em eleições agora. Não largaria o osso até 2018.

    Vai arrumando as trouxinhas que a mamata acabou.

  3. Coxinhas e golpistas não querem plebiscito nem consulta popular. Eles sabem que o povo dirá NÃO. Eu já tenho o meu voto: será um sonoro NÃO. Sou um democrata por natureza. Aturei 8 anos do FHC, 4 anos do SARNEY, 2 anos do COLLOR, vendo a nossa economia ser destruída, tive minha poupança bloqueada, vi venderem nossas estatais e aguentei. Por isso quero a Dilma de volta. E esses que apoiaram o golpe, que arrumem um candidato que derrote o PT nas urnas. Se isso acontecer, eu respeitarei, como sempre respeitei, o resultado das urnas. Não sou covarde, muito menos demagogo. Jamais me prestaria a apoiar um golpe qie levasse o meu país ao estado calamitoso em que se encontra.

    • Você é do Curso do professor Luiz Carlos?
      Conhece Direito Constitucional?
      Ahhhhh não…..que pena!!!!
      ENTENDA SEU ESTRUME: NÃO TEM PREVISÃO LEGAL NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL SOBRE ISSO SEU ASNO!!!

  4. GENILDO: você tem o que dentro da sua cabeça? Estrume? Vai ler a nossa Constituição prá nào pagar um mico desses. Só (e só) na sua mente doentia é que um presidente não pode convocar plebiscito.

    ROBERTO RIBEIRO: mais um coxinha em seus delírios golpistas. A Dilma não foi eleita? Estes Estados que você citou votaram 100% no Aécio? Pelo amor de Deus, ignorância pouca é bobagem!
    Por existirem analfabetos políticos como você é que este país está vivendo essa merda de crise, iniciada por um perdedor safado que pediu recontagem de votos. Quando ele era eleito a urna funcionava. Quando quis ser presidente – o que não vai ser nunca – achou, depois de cheirar rapé, que a urna foi fraudada. Quanta tolice.

  5. Carta aos senadores nao envolvidos em delacoes na lava jato
    Peço aos senhores senadores que preservem a democracia, do contrario podem se destruir politicamente. Votar pelo impedimento da presidente Dilma é o mesmo que dizer SIM nos aceitamos que o Cunha e o Temer nos governem, é ir de encontro a principios basicos de ética e moral, é dar mau exemplo aos filhos, é nao levar em conta que o Brasil tem uma democracia jovem, é abrir um precedente para futuros golpes, é enfrentar os trabalhadores que perderem seus direitos, é negar seus eleitores, é perder o grande momento de entrar para a historia como heróis da democracia, e quem não quer entrar para a historia quando a causa é nobre, é aceitar ser escrachado para o resto de suas vidas, é apear uma presidente injustamente, e finalmente é dizer eu nao tenho amor por este pais.

  6. Depois de mais de 30 anos perdendo o meu tempo com babacas discutindo politica, com asno, estou de feria, quero que se fodam, se a Dilma voltar tudo bem, e acho que deve voltar, porque ela foi eleita com voto da maioria, apesar de uns FDPs, ficar fazendo contabilidade do C…. deles aqui, mais se não voltar o Ministro Elizeu Quadrilha já esta dando a letra, sobre a previdência, milhões vão dançar. O ministro Jose MOTOSERRA já esta fatiando o Brasil. Coisa que não interessa para ninguém mais EUZINHO aqui desde que sai do Exercito Brasileiro, nunca mais trabalhei registrado, nunca mais recebi 13º salario, nem férias, nem licença a maternidade, então são essas coisas que estão falando que a MOTOSSERRA vai cortar, fora a defesa de 80 horas semanais que vários empresários escravocratas estão defendendo, TUDO POR RAIVA DA DILMA, DO LULA E DO PT FIQUEM AI DEFENDENDO ESSA MAFIA QUE TOMOU O BRASIL DE ASSALTO. Só vou dar risada, o dia que não der mais para viver nesse hospício, vou para o Paraguai, Chile, Bolívia, Uruguai e até a Venezuela, pois lá eu já morei por 6 meses e adorei, para que eu me estressar se não tem mais jeito, se preocupar em defender quem nem quer ser defendido, DEIXA O POVÃO PAGAR UM POUCO, POIS TUDO QUE ESTA RUIM PODE PIORAR MUITO MAIS AINDA, AGUARDEM E VERAS. O importante é a televisão ligada, vendo o futebol, as novelas, o Willian Bonner, Rede Idiota de Televisão, FIM DE FERIAS, 13º, 80 HORAS SEMANAIS, FIM DAS BOLSAS TUDO, SALARIO MATERNIDADE, E UM MONTE DE APOSENTADORIAS QUE SERÃO VARRIDAS DO CENARIO, é pouco para esse gentalha idiota, alienada metida a burgues que não tem o C… para cagar, que chorem as lagrimas de sangue, ainda que seja gente do meu próprio sangue. DANE-SE! quem sabe daqui uns quinze anos a mentalidade das pessoas não mude. TÓ DE SACO CHEIO DAS IDIOTICES, e os golpistas estão cagando e andando para a carta da DILMA ROUSSEFF, a Dilma foi cercada de parasitas deu nisso, basta ela voltar que um batalhão falso estará junto com ela no outro dia.

  7. Pois é dona Dilminha.
    Bancou a turrona, esperou a corda arrebentar e agora quer que o povo dê o nó.
    Fica fácil assim, né?!
    Porque não denunciou o AlibabáCuinha antes ?
    Tava com medo?
    Em todo caso vamos dar essa chance.
    Mas, pela democracia e não por você, que fique bem claro.

  8. Para aqueles que desejam o “Fora Dilma” ou “Fora Temer”, novas eleições é a solução, o povo decide o futuro da Nação. Tanto a direita quanto a esquerda, poderão apresentar seus candidatos e seus projetos, só tem medo da consulta popular aqueles que não tem voto.
    Pensem bem! Todos poderão dar um “tchau querida” ou “adeus golpista” dentro da ordem democrática, repeitando a vontade da população manifestada pelo voto.

  9. Mas não basta querer voltar, não devia nem mesmo aceitar o afastamento…………….., deveria ter resistido e vindo para as ruas………………………………, aliás já durante mesmo o ataque desbragado da Mídia Tapuia……………..!!!!!!

  10. Genteee. To vendo passar o filme das propostas da reeleição da Dilma…

  11. nordestina agora vc vai ter q trabalhar nao adianta ficar de xororo, os ptralhas ladroes tbem vao ter q trabalhar, a teta secou querida.

  12. Querida Dilma, esperamos o seu retorno ansiosamente para tirar esse golpista traidor que usurpou o seu cargo. Nós, aqui do Nordeste não compactuamos com o que fazem com nossa Presidenta. Que Deus te guarde de todo mal!

  13. Parabéns a presidenta Dilma foi o outro projeto o escolhido pela maioria dos brasileiros e não o dos golpistas. Somos o Brasil e não apenas o Sul e parte do Sudeste mesquinhos quem a elegeu. Não foi apenas o NE que a elegeram. Foram os votos do Sul e SE. Portanto, aos acólitos da mídia golpista e perdedores nas urnas respeitem o voto da maioria. Fora Temer e sua turbe golpista.

  14. Exatamente ,presidenta Dilma Roussef!!Os golpistas , imorais , não passarão.O povo que elegeu , está clamando Fora Temer, traidor do país. Plebiscito, e o povo novamente , vote. Para preservar a soberania do Brasil!!

  15. Ela ainda se julga presidente da república, ainda que seja por direito mas não de fato! É avessa ao cumprimento de leis por isso o impeachment e como não bastasse ainda quer propor um plebiscito sem fundamento legal e que só existe na cabeça dela. Continua mentindo como na eleição…..

  16. Dilma não foi eleita! Perdeu no Sul, no Sudeste e no Centro-oeste. No Nordeste e Norte, onde a maioria da população mal sabe ler e escrever, votaram em Dilma achando que estavam votando no Lula. Mais de 51.000.000 de brasileiros (quase a metade da população votante) alfabetizados votaram no outro candidato (que aliás também não merecia estar concorrendo). Ou seja Dilma não foi eleita!

    • Roberto Ribeiro, seria saudável você se informar. Os ESTADOS que fizeram a diferença pró Dilma, foram Minas e Rio de Janeiro. A população dos mesmos sabia quem era o adversário da DILMA!!

    • Que pena que vc não saiu candidato! qualquer outro palavrão para vc sera elogio, vou economizar.

  17. Coitadinha da querida, volta querida pro inferno.