Tribunal Internacional também inocenta Dilma; agora só falta o Senado arquivar o impeachment

Dilma_TribunalTribunal Internacional pela Democracia no Brasil encerrou ontem (20), no Rio, o julgamento da presidente eleita Dilma Rousseff, que foi inocentada por unanimidade do juri.

“O processo de impeachment viola todos os princípios democráticos da constituição brasileira. O juri entendeu que o impedimento nesse caso se configura como um verdadeiro golpe ao estado democrático de direito e deve ser declarado nulo em todos os seus efeitos”, sentenciou o presidente do Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil, Juarez Tavarez, em leitura da decisão do juri que reúne sete juristas estrangeiros para julgar o impeachment.

Antes desta decisão, porém, é bom frisar, o Ministério Público Federal também havia isentado Dilma das ditas “pedaladas fiscais”, ou seja, atestara que a presidente não cometera crime de responsabilidade e, portanto, arquivou a investigação cujo processo o afastou temporariamente do cargo.

Sem crime de responsabilidade, resta agora ao Senado reparar a injustiça e restituir a Dilma a Presidência da República.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que contabiliza mais de 40 votos pelo arquivamento do impeachment, sentencia: “nullum crimen nulla poena sine lege”.

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