Por Esmael Morais

Temer e Maia fazem acordo para enterrar na Câmara a CPI dos grandes sonegadores

Publicado em 23/07/2016

A Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2015, investiga um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos no Brasil. Em maio, o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, foi um dos peixes grandes indiciados.

Além do Bradesco, estão sob investigação da Zelotes: Ford e Mitsubishi (automobilístico), BR Foods (alimentício) (BR Foods), Camargo Corrêa (construção civil), comunicação (RBS, afiliada da Rede Globo no Sul) e os bancos/financeiras Opportunity, Safra, Santander, BankBoston, dentre outros.

A suspeita é que organizações atuaram entre 2005 e 2013 junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão do Ministério da Fazenda, negociando votos de seus conselheiros para manipular processos e julgamentos, revertendo ou anulando multas.

O prejuízo ao erário pode superar R$ 20 bilhões, segundo estimativas mais conservadoras.

Para proteger grandes corporações e as sonegações bilionárias, a PF mudou o rumo das investigações para supostas vendas de Medidas Provisórias e investigar Luis Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Lula. Essa mudança ganhou simpatia da velha mídia golpista.