Ricardo Patah: “UGT é uma central plural, defendemos a CLT e somos contra o PL 4330”

Patah_RossiO presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, encaminhou nota de esclarecimento ao Blog do Esmael, contestando a informação publicada na manhã desta quarta (6) sobre o posicionamento da central acerca das terceirizações e o fim da CLT.

Em síntese, o dirigente assegura que a “UGT é uma central plural, que defende a CLT e é contra o PL 4330 (terceirizações)”. O documento também é assinado pelo sindicalista Paulo Rossi, presidente da UGT do Paraná.

Amanhã, quinta (7), a UGT realizará em Curitiba a 2ª edição do Seminário Jurídico Nacional. Dentre os palestrantes estão os ministros Ives Gandra Martins Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), e do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Ambos os debatedores do encontro têm posições controversas sobre temas do mundo do trabalho.

O presidente do TST, por exemplo, defende prevalência da negociação acima do legislado; o ministro do Trabalho tem defendido o projeto de Lei, que tramita no Senado Federal, que regulamenta a terceirização de serviços para todas as atividades, inclusive a chamada “atividade fim”.

Abaixo, leia a íntegra da nota de esclarecimento da UGT:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Prezado Esmael Morais,

Em relação à matéria publicada em seu blog, na data de hoje (6/7), cujo título é: Central Sindical ligada a Michel Temer realiza seminário em Curitiba pelo fim da CLT e em apoio a terceirizações.

Informamos que tais informações não procedem. A UGT é uma central plural, respeitando as opções partidárias de cada dirigente das suas entidades filiadas. Portanto, não somos ligados à qualquer governo, e o fato de discutirmos políticas públicas que afetam a vida dos trabalhadores, não significa que estejamos atrelados ao presidente interino Michel Temer (PMDB), ou quem venha a sucedê-lo.

Também não procede tal informação de que a UGT defende o fim da CLT e apoia a terceirização. Aliás, para nós, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), é a arma em defesa dos trabalhadores em todos os tempos, e por isso, jamais cometeríamos tal insanidade.

Quanto à terceirização, é muito clara a nossa posição: Somos contra o PL 4330, que tramita no Senado Federal, principalmente em relação à atividade fim, que visa precarizar as relações de trabalho. Por outro lado, defendemos um marco regulatório para o setor (Terceirização), com ampla proteção aos mais de 10 milhões de trabalhadores terceirizados, inclusive que a representação destes trabalhadores sejam da categoria preponderante (exceto no setor de asseio, conservação e vigilância).

Portanto, neste dia 7/7, durante a 2. edição do Seminário Jurídico Nacional, nossa pauta de discussões, sempre terá como prioridade a ampla defesa da classe trabalhadora, tão amplamente divulgados em nosso manifesto de fundação.

Por fim, devido ao amplo alcance de seu blog, e a repercussão negativa que houve indevidamente, principalmente em relação aos nossos filiados, gostaríamos que fosse divulgada nossa resposta.

Curitiba-PR, 06/07/2016.

Ricardo Patah – Presidente Nacional da UGT

Paulo Rossi – Presidente da UGT-Paraná

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