Com medo dos educadores, “bancada do camburão” se rebela contra Richa

richa_camburaoOs deputados que compõem a “bancada do camburão” na Assembleia se rebelaram contra o governador Beto Richa (PSDB), que descumpriu acordo com educadores e servidores públicos em junho do ano passado.

Os parlamentares, bem como o judiciário, foram fiadores da proposta do tucano que encerrou a greve do funcionalismo no Paraná.

A bancada do camburão teme que o novo calote respingue nela, ou seja, em 34 deputados da base de apoio do governo, e livre a cara de Richa.

“Tem medo, mas não tem vergonha!”, diria dona Sibora no alto de seus 80 anos de experiência.

A “bancada do camburão” foi constituída em fevereiro de 2015, quando o governador obrigou que sua base de apoio entrasse num caveirão da PM para driblar manifestantes contrários ao confisco da poupança previdenciária. Ato contínuo, em 29 de abril, ocorreu o covarde massacre de 213 pessoas no Centro Cívico com a anuência da Assembleia.

O descumprimento do acordo foi anunciado na sexta-feira (1º) pelo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), que também causou revolta no líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PSB).

No meio desse tiroteio entre educadores e bancada do camburão, Romanelli e Rossoni travam uma queda-de-braço e ameaçam-se, mutuamente, irem para o finalmente.

Pelo sim pelo não, a APP-Sindicato decretou estado de greve no fim de junho. O movimento paredista deverá ocorrer em agosto, caso o calote seja favas contadas.

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