Temer erra de novo ao escolher ‘fundamentalista’ para a Secretaria de Mulheres

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O presidente provisório Michel Temer (PMDB) errou outra vez ao escolher a ex-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) como secretária nacional de políticas para as mulheres. Ela seria uma indicação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Assim como seu padrinho político presidente da Câmara afastado, a futura secretária é contra o aborto em casos de estupro. Sua postura é considerada “machista” pelas ativistas de entidades que lutam pela igualdade de gênero.

Portanto, a posição de Fátima Pelaes se choca com os movimentos em defesa da dignidade das mulheres e se aproxima da “bancada fundamentalista” da Câmara, que tem como expoentes os deputados Marcos Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

A escolha da nova secretária pelo presidente interino tem ao menos três vícios de origens: 1- trata-se de uma indicação política de Cunha; e 2- a ex-deputada Fátima Pelaes representa o ‘fundamentalismo’ religioso da Câmara, que é contra políticas públicas em defesa da saúde das mulheres e contra a livre família; 3- a escolha da secretária ocorre num momento em que o país está comovido pelo estupro coletivo de uma jovem, no Rio, que motivou o Senado a tipificar esse tipo de crime.

Os demais erros de Temer ficaram evidenciados na nomeação de ministros investigados pela Lava Jato e outros crimes. Dois deles — Romero Jucá (PMDB-RR) e Fabiano Silveira — já foram defenestrado do Planejamento e da Transparência, respectivamente.

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