Privatização da Petrobras vai pagar parte da farra de R$ 150 bilhões do golpe de Temer

farra_golpe_privatizacao_petrobrasA Câmara iniciou na calada da noite de ontem (1º) uma farra que custará, à primeira vista, cerca de R$ 150 bilhões aos cofres públicos nos próximos quatro anos cuja fatura recairá nas privatizações de empresas como a Petrobras.

O ministro interino da Fazenda, Henrique Meirelles, já havia adiantado, horas antes, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai atuar a privatização da estatal de petróleo, dentre outras, além de retomar as concessões públicas.

Os parlamentares votaram o “pacto do golpe” com o Supremo Tribunal Federal, isto é, o reajuste de até 41% para o judiciário. Essa farra era negada pela presidente eleita Dilma Rousseff, por isso todos — do STF — “estão putos com ela”, para usar uma expressão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ao justificar os motivos do impeachment.

Os artífices da farra no judiciário são os capitães do golpe no judiciário, leia-se o procurador-geral da República Rodrigo Janot e o presidente do STF Ricardo Lewandowski.

O diabo é que esse aumentão para a toga terá efeito cascata nos demais cargos públicos, tais como ministros, senadores, deputados federais, estaduais, governadores, prefeitos, vereadores, etc., pois o teto nos contracheques foi elevado na calada da noite para R$ 39,3 mil.

O pacote de bondade do presidente provisório Michel Temer (PMDB), somente para os operadores do golpe, ou seja, agentes públicos, representarão perdas para o povão que amarga desemprego de 11,4 milhões com o recrudescimento do neoliberalismo em tempo de golpe de Estado.

A farra golpista ainda teve sequência na noite de ontem com a aprovação de PEC, também na Câmara, a desvinculação de receitas da União — a DRU — que autoriza o governo a utilizar como quiser 30% de todas as verbas que a Constituição obriga a aplicar em áreas específicas como Saúde e Educação, por exemplo.

Traduzindo tudo isso, conforme alertara a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), é o tal “cheque em branco” ou “conta do golpe” o interino Michel Temer.

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