O objetivo da mídia bandida agora é abater voo presidencial de Marina Silva

marina_silva_jato_eduardo_camposA seletividade da mídia bandida brasileira chega a dar asco até no mais pacato cidadão. Vide o caso que hoje vem à tona, o do jato do ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB), morto num acidente aéreo em plena campanha de 2014. O objetivo agora é abater Marina Silva (REDE), a segunda colocada nas pesquisas.

Note o caro leitor que essa mesma mídia que escondeu esse tema do “jatinho sem dono”, por mais de dois anos, retoma o assunto nas vésperas da discussão sobre a antecipação da eleição presidencial. Marina não é o nome de confiança dos mercados e dos barões da velha mídia.

A estratégia é tirar Marina e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da disputa pelo Palácio do Planalto, pois só assim — sem adversários — seria possível um tucano ganhar as eleições.

Paralelamente à grande visibilidade da Operação Turbulência, deflagrada pela Polícia Federal, nesta terça-feira (21), chama a atenção a deliberada censura à Operação Lava Jato do juiz federal Sérgio Moro.

Esse choque de interesses entre mídia e judiciário já foi levantado aqui no Blog do Esmael, na semana passada, haja vista ser possível o início do rompimento de um casamento de mais de uma década.

A mídia está censurando a Lava Jato — tal qual propunham os senadores flagrados na gravação de Sérgio Machado — por que chegou aos seus tucanos e também poderá chegar nela própria. (Resta saber se a própria Lava Jato também não quer ser censurada, isto é, para não pegar os seus!).

A operação da PF nesta manhã envolve a participação de 200 policiais federais que visam cumprir 60 mandados judiciais, 33 deles de busca e apreensão, 22 de condução coercitiva e cinco de prisão preventiva.

A estranheza não é com a investigação ou prisão de empresários suspeitos de lavar R$ 600 milhões. Pelo contrário. Que haja quantas operações forem possíveis e necessárias. Mas o que salta aos olhos é a censura ao juiz Sérgio Moro, ex-queridinho da Globo.

O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, também estranhou esse desaparecimento de Moro. Segundo ele, o juiz foi “sumido”, “saído”. Só volta à mídia se for contra Lula, Dilma e o PT.

“Moro, sem o circo da mídia, não é nada. A mesma coisa aconteceu com Joaquim Barbosa, hoje reduzido a um tuiteiro que tenta ganhar a vida com palestras”, anotou o jornalista.

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