Deu chabu na aliança Ducci & Greca; socialistas do PSB se dividem entre Stephanes Jr e Fruet

stephanes_psb_greca_ducci_doaticoO deputado Stephanes Júnior (PSB) telefonou ontem (13) mesmo ao presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, para informá-lo da intenção de disputar com candidatura própria a Prefeitura de Curitiba.

O movimento do parlamentar socialista se deu após o anúncio unilateral do deputado Luciano Ducci, em nome do PSB, de apoio ao ex-prefeito Rafael Greca (PMN).

Na prática, a candidatura própria de Stephanes no PSB implode em menos de 24 horas a aliança entre os dois ex-prefeitos.

O diabo é que assim como Stephanes, o deputado Luiz Claudio Romanelli, Doático Santos, Arlete Rosa, dentre outros, haviam saído do PMDB de Roberto Requião justamente em virtude do lançamento da candidatura de Greca pela legenda em 2012. Na época, o grupo neosocialista apoiava Ducci.

Stephanes reedita no PSB uma luta interna que travara durante anos dentro do PMDB. Experiência na guerra intestinal não lhe falta, nem a Doático que promete bater bumbo na Boca Maldita, neste sábado, contra a “aliança espúria” de Ducci & Greca. Ele lançará às 11 horas o Movimento PopulaR Nossa Curitiba.

“Nós socialistas – incluindo Stephanes Júnior – não podemos deixar a direita se unir em Curitiba”, frisa Doático, referindo-se à União entre Greca e Ducci.

Na frente política curitibana tem-se a sensação de que o antigo grupo que governou a cidade por 30 anos se reagrupou em virtude do fracasso da gestão de Gustavo Fruet (PDT), que também representou mais do mesmo – repetindo os mesmos vícios das gestões anteriores (leia-se Lerner, Greca, Taniguchi, Richa e Ducci).

Entretanto, o arqueiro Doático Santos diz que o grupo dissidente no PSB é mais simpático à reeleição de Fruet. “Stephanes tem pouca ou quase nenhuma chance”, cravou.

Para os atores políticos da capital paranaense, a união de Greca & Ducci atende aos interesses eleitorais do Palácio Iguaçu, isto é, ao projeto do governador Beto Richa (PSDB) que sonha com o Senado em 2018. “Só falta o Jaime Lerner para o time ficar completo. E ele virá em breve”, disse Doático Santos, no alto de sua experiência como ex-secretário-geral do PMDB.

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