Cunha, Renan e Jucá formam “trio de ferro” que manda e desmanda no golpe de Temer

cunha_renan_temer_jucaO presidente interino Michel Temer (PMDB) continua como fantoche de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da presidência da Câmara há quase um mês, do senador “neutro” Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), defenestrado do ministério do Planejamento em apenas 12 dias do governo provisório.

Segundo a jornalista Natuza Nery, editora do Painel da Folha de S. Paulo, Jucá, que foi flagrado em gravações tramando contra a Lava Jato, mantém rotina de ministro. Ele despacha normalmente com Temer assuntos relativos ao governo e tem assento na primeira fileira nos eventos do Palácio do Planalto.

Cunha, mesmo no bico do corvo, segue emplacando afiliados na gestão golpista. A última foi a ministra contra o aborto, ex-deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), ligada à ala fundamentalista religiosa da Câmara.

Antes, porém, o presidente afastado havia “convencido” Temer nomear seu próprio advogado, Gustavo do Vale Rocha, para exercer o cargo de Subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.

Outro conspirador golpista, Renan Calheiros, que se diz neutro nas votações do Senado, indicou o ministro da Transparência, Fabiano Silveira, que também caiu esta semana devido vazamento de gravações nas quais ele articula contra as investigações da Lava Jato.

Sobre a suposta neutralidade de Renan, abre-se um parêntese para a pertinente observação do senador Roberto Requião (PMDB-PR): “Neutro é o canalha covarde que já se decidiu pelo mais forte”.

Alguém em sã consciência tem dúvida de que o quatrilho — Temer, Renan, Cunha e Jucá — se constituirá caso o Senado aprove o afastamento definitivo da presidente eleita Dilma Rousseff?

Apesar da ilegitimidade do governo corrupto e provisório, eles vão se sustentando no poder com a proposta de dilapidação do patrimônio público (privatizações), retirada de direitos dos trabalhadores, redução de gastos na saúde e na educação, garantindo o lucro dos rentistas em detrimento da produção e do emprego.

Resumo da ópera: esse golpe é um retrocesso em todos os campos.

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