Temer poderia prorrogar pedágio mais caro do mundo no Paraná; Alep monta trincheira contra

 

marco

Charge de Marco Jacobsen.

Faltando cinco anos para o fim dos contratos do pedágio mais caro do mundo, o futuro da concessão das rodovias no Paraná continua incerto.

Se por um lado o governador Beto Richa (PSDB) tenta adiantar a prorrogação dos contratos, sabe-se lá com quais interesses; o setor produtivo e a população torcem para que esse assalto constante termine, e uma nova realidade se estabeleça com preços menos abusivos e melhor qualidade nos serviços.

Medida corajosa mesmo seria a encampação pelo poder público das rodovias paranaenses e o fim do pedágio — “principalmente aos políticos”.

No mês de março, o juiz Rogério Cangussu Dantas Cachichi, da 1ª Vara Federal de Jacarezinho, concedeu liminar proibindo a renovação dos contratos de pedágio sem licitação. Mas o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) derrubou a liminar por entender que não há iniciativa concreta de renovação.

O duro é que o recurso pela derrubada da liminar partiu da Advocacia-Geral da União (AGU), que recorreu por entender que ainda falta muito tempo para o fim dos contratos. Até agora, o Ministério dos Transportes do governo da presidenta Dilma vinha se posicionando de maneira contrária à renovação antecipada e sem licitação.

Com a possível troca na presidência da república por meio do golpe de Michel Temer (PMDB) e do PSDB de Richa, o jogo pode virar, e os paranaenses que esbravejam contra a atual administração podem sofrer mais esse revés.

A ideia do tucanato é prorrogar até o ano de 2.050 o pedágio mais caro do mundo no Paraná. Ou seja, o estado pretende garantir que continuem enchendo as burras das concessionárias, que são patrocinadoras de campanhas políticas de governistas.

A boa notícia é que uma nova trincheira contra o abuso do pedágio está se estruturando na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). É a Frente Parlamentar contra a Renovação dos Contratos do Pedágio Rodoviário do Paraná [cujo nome comprido é mais feio que bater na mãe] que será lançada no próximo dia 16 de maio, mas já se articula com uma pauta técnica e com o apoio de diversos setores da sociedade.

A primeira intenção da Frente é estabelecer a exigência da aprovação da Alep para qualquer alteração nos contratos. Pelo formato atual, é necessário somente o comum acordo dos governos estadual, federal e das concessionárias. Mas isso também não é nenhuma garantia, visto que o governador Beto Richa tem o apoio da maioria dos deputados na Alep, na famigerada “Bancada do Camburão”.

Mas a pauta técnica que deve ser encampada pela Frente é bem mais animadora. Ela inclui a obrigatoriedade das concessionárias finalizarem as obras previstas nos contratos atuais, e que a nova licitação deverá adotar o modelo de fluxo de veículos. Isso deve garantir uma redução drástica no valor das tarifas atuais, como vem ocorrendo nas licitações recentes promovidas pelo Governo Federal.

Para o lançamento da Frente Parlamentar contra a Renovação dos Contratos do Pedágio serão convidados representantes de entidades do G7 ligadas ao comércio, à indústria e à sociedade organizada de maneira geral.

Entre as instituições convidadas estão a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná, Sistema Ocepar, Força Sindical, etc.

Os deputados também devem convocar representantes do Departamento de Estradas de Rodagem e das concessionárias de pedágio para prestar informações sobre o cronograma de obras nas estradas pedagiadas no estado.

“Vamos apresentar a sociedade organizada o nosso cronograma de reuniões regionais que iremos promover no interior. Precisamos ampliar esse debate. Esse assunto é preocupante”, afirmou Tercílio Turini. Segundo o deputado, o pedágio rodoviário atrapalha o desenvolvimento do Estado pelo preço praticado. “Então esse debate precisa ser feito com a sociedade”, concluiu.

Integram a Frente Contra a Renovação dos Contratos de Pedágio os deputados Ademir Bier (coordenador), Adelino Ribeiro, Anibelli Neto, Chico Brasileiro, Cobra Repórter, Evandro Araújo, Marcio Pacheco, Marcio Pauliki, Nelson Luersen, Palozzi, Paranhos, Requião Filho, Tercílio Turini, Gilson de Souza, Guto Silva, Hussein Bakri, Nereu Moura, Péricles de Mello, Professor Lemos, Tadeu Veneri e Schiavinato.

14 Comentários

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  2. O curioso é q todos ops deputados de maringá sempre estão do lado do beto richa, estão em todas ao lado do governo ladrão ,a cara de bunda da maria victoria, o doutor batista com sua fisionomia de louco e o evandro juniro q troca votos por vagas em sua univeridade, a unifama de maringá.

  3. Pedágio mais caro do mundo com o AVAL da nossa JUSTIÇA vergonha.

  4. Sera a hora certa da massa vermelha mostrar quem não respeita contrato por estes ladroes pra correr e pedir arrego ao supremo.

  5. SE isso for acontecer vai ser a hora de por em definitivo os PEDÁGIO a baixo fazer tudo vira POEIRA,pois quem não respeitar os contratos não pode ter contrato.o povo vai dizer sim ou não quem duvida.?????.

  6. No contrato dos pedágio diz que não,mas quem hoje respeita as LEIS ou a te a CONSTITUIÇÃO,beto deve fazer rasto com temer para que isso acorra.

  7. Este e o sonho de beto LIXO isso para ele e o alto de suo governo prorrogar o pedágio mais caro do mundo para beto lixo e a sua APOSENTADORIA vitalicia,ate que a morte o separa.beto LIXO deve sonhar com isso todos os dias.

  8. Fico feliz em soliedariedade ao CARECA FILHINHO , o Boechato do Paraná que a única duas coisas que conseguiu na vida foi ser filho de EMPREITEIRO E DIRETOR DO DETRAN e puxar o Saco do Requião para ser Senador. Seria bom ele ficar mais rico do que já é, pois é um grande trabalhador e herdeiro.

  9. NÃO TEM NADA DE PRESIDENTE TEMER. PORQUE O GOVERNADOR BETO RICHA TEM TANTO INTERESSE EM PRORROGAR OS CONTRATOS COM AS PEDAGEIRAS?, ATÉ 0 ANO DE 2050? COMO DIZ O HOMEM DO IMPACTO, AÍ TEM “LINGUIÇA DEBAIXO DA FAROFA” SE A VOTAÇÃO FOR NA ALEP, CERTAMENTE A SUA ‘FAMIGERADA BANCADA DO CAMBURÃO, APROVARÁ, E O POVO? HÁ O POVO QUE SE DANE.

  10. Como ficou o relatório do TCE elaborado em 2013 sobre esse assunto?

    http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/tce-sugere-pedagio-mais-barato-para-compensar-lucro-maior-bmumay4isvbuoo61t3qbbvrda

    Porque o TCE não se manifestou mais sobre isso? Será que tem alguma coisa a ver com o auxílio moradia de R$ 4.300 que receberam aprovado por deputados que tiveram campanhas financiadas pelas concessionárias?

    Esmael, esse assunto merece aprofundamento. PORQUE O TCE NÃO SE MANIFESTOU MAIS SOBRE ESSE RELATÓRIO DE AUDITORIA????

    • A gaVeta do povo sempre foi a favor das cobradeiras de pedágio.
      A faep, de propriedade do tal de ágide, também é ferrenha defensora das cobradeiras de pedágios.
      O povo, oras o povo, o povo só serve para pagar as farras dos tuk ânus

  11. Se confirmar o golpe pelo senado (minúsculo mesmo), em 180 dias de afastamento, os caras vão detonar e roubar tudo o que seria possível … quem viver, verá. Alguns terão saudades de hitler, de FHC, de Sarney, tamanha sanha golpista. E dá-lhe cacete em quem se revoltar.

  12. Resumo da ópera amigo Esmael. À partir do golpista Temer assumir a presidência, esqueça tudo. Tudo mesmo. A lei já está sendo rasgada, não haverá mais justiça que não atenda apenas aos interesses daqueles que apoiaram o golpe. Sendo assim. Renovação dos contratos, ALEP entreguista, sem conclusão alguma de obra, com reajustes da mesma forma. Esqueça a lei para aqueles que não tem poder nem dinheiro. Você lembra como foi na época dos coturnos. Aos amigos do rei os benefícios da lei, aos inimigos o sacrifício da lei. Quem não tinha nome, poder e dinheiro não existia. Continuará da mesma forma. Meu Deus o que fazer com nossos filhos, nós que nada temos? Corram para as colinas.

  13. Os deputados vão ter que escolher: os usuários (pessoa física e jurídica) do sistema ou o dinheiro (caixona 2 ao quadrado) dos donos das pedageiras. O Beto Richa já escolheu, por isso há muito tempo vem lutando bravamente pela renovação dos contratos. Se sobrar algumas “cositas” para a turma do Temer, podem apostar, em breve teremos a prorrogação desses contratos. Hoje o pedágio é o único setor da economia que não é obrigado a emitir nota fiscal eletrônica. Logo, o único controle financeiro efetivo exercido pelo estado é baseado naqueles recibinhos fajutos que o motorista recebe quando paga a tarifa extorsiva. Isso explica também por que o usuário não pode pagar o pedágio com cartão de crédito ou débito. É fiscalização praticamente zero e muito “cash” para comprar a prorrogação. Se a gente der moleza…