STF tergiversa com fim de sigilo para despistar participação no golpe

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O Supremo Tribunal Federal, para abusar do eufemismo, “afrouxou o sutiã” ao decretar o fim do sigilo em processos que tramitam contra autoridades, mas manteve a “tanga apertada” para casos do qual ele – a própria Corte – é suspeitíssimo.

Com o fim da tramitação oculta será possível verificar a existência de uma investigação, bem como a identificação dos investigados, seja nominalmente, ou por meio de suas iniciais, no caso de procedimentos sob sigilo.

O diabo é que não são esses processos que estão em pauta, pelo contrário, são os que o Supremo se abstém de instaurar, como os que apurariam tentativa de obstrução da Lava Jato pelos senadores Romero Jucá (PMDB-PR), Renan Calheiros (PMDB-AL) e pelo ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

O STF é suspeito de participar ativamente do golpe de Estado contra a presidente eleita Dilma Rousseff, conforme conversas gravadas pelo delator Sérgio Machado (PSDB), ex-presidente da Transpetro.

A vedação de sigilo em processos de autoridade é bem-vinda, mas, por ser extemporânea, visa tergiversar sobre o papel de ministros do Supremo na deposição de Dilma.

Leia a íntegra da resolução 579/2016:

http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/Resolucaon.579de25demaiode2016.pdf

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