O Brasil vive sob um governo “interino” ou uma “ditadura” de Michel Temer?

temer_dilmaEstá saindo muito barato para o vice Michel Temer (PMDB) o adjetivo “interino” usado para denominar o governo que derrubou a presidente eleita Dilma Rousseff (PT).

Na ausência de legitimidade e de normalidade democrática, o mais correto seria qualificar de “governo ditatorial” e não “governo provisório” de Michel Temer.

Convencionada por analistas a estibordo e a bombordo, essa nomenclatura “interino” envelheceu, pois, se houve golpe nessa história de impeachment, necessariamente ocorreu uma interrupção democrática no país.

Governos golpistas não são democráticos por excelência, por mais que sejam “interinos”.

A tomada de poder, por si só, já evidencia uma violência contra quem de fato tem legitimidade dentro de um Estado Democrático de Direito.

O Brasil não viveu uma revolução, cuja característica seria a ruptura com a estrutura atual, que legitimasse o golpe de Estado.

Haveria possibilidade de um golpe interino? Existiria, ainda, uma ditadura interina? Evidentemente que não.

O Brasil vive uma transição ditatorial para o pensamento único, do tipo neoliberal, calcada em decisões judiciais e espetacularizações midiáticas.

Portanto, é mais correto denominar Michel Temer de “ditador” do que “interino”.

6 Comentários

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  1. A confiança no Brasil parece ter melhorado com a saída provisória da Dilma.

  2. Caro Esmael,

    Você está muito certo.
    Há um provérbio chinês que diz mais ou menos isto, em qualquer discussão filosófica deve se começar nomeando corretamente as coisas. Palavra é mantra.

    Governo ditatorial de Temer.

  3. TIMES (Fonte UOL)

    Um dos espetáculos há mais tempo em exibição no Brasil conta com um número desconcertante de personagens cuja teatralidade aparece em milhões de televisores quase toda noite.

    O elenco em constante mudança de 594 integrantes e inclui suspeitos de homicídio e tráfico de drogas, ex-jogadores de futebol, um campeão de judô, um astro sertanejo e uma coleção de homens barbados que adotaram papéis como líderes do movimento das mulheres.

    O elenco até mesmo inclui um palhaço cujo nome significa “Zangado”.

    Mas eles não são atores. Eles são os homens e mulheres que servem no Congresso nacional.

    A democracia pode causar perplexidade e confusão, mas no mundo há pouco que se iguala ao Congresso brasileiro.

  4. Chama a atenção que o novo presidente do Banco Central seja executivo do banco ITAÚ coincidências a parte foi o banco que comprou o BANESTADO, em decorrência de um escândalo de desvio de dinheiro público equivalente a 3 petróleos, na época o caso ficou aos cuidados do Juiz Sergio Moro e o delator foi o Alberto Youssef mais de 20 anos se passaram e a história volta a se repetir após um escândalo de desvio de dinheiro público ajuizado por Sergio Moro e delatado par Alberto Youssef desta vez é o Banco Central que cai de bandeja nas mãos do ITAU coincidentemente patrocinador do Jornal Nacional.