Brasília viverá ‘superterça’ contra o golpe

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Apesar da decisão do presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP)  de anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff; os movimentos sociais avisam que está mantida a série de mobilizações marcada para esta terça-feira (10) em todo o País.

Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirma que a votação do impeachment no Senado deve ser cancelada e que o “golpe dá marcha ré, mas movimentos continuarão nas ruas”. 

A nota comenta a decisão do presidente da Câmara que acatou o pedido da Advocacia Geral da União e anulou as sessões dos dias 15 a 17 de abril, que trataram da discussão e a votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, foram anuladas.

Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, a decisão confirma a maneira rasteira como Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado pelo STF de suas funções por “não ter condições pessoais mínimas” para presidir a Casa, conduziu o processo.

“Na realidade, foi um ato administrativo do presidente da Câmara questionando a forma irregular e ilegal com que Cunha e sua quadrilha, como definiu Janot, conduziram equivocadamente o processo de impeachment golpista, com quebra de regras da Casa e passos acelerados.”

Vagner apontou, porém, que o Dia Nacional de Paralisação, marcado para esta terça-feira (10), continua fundamental para defender a democracia.

“Esse dia de manifestação torna-se essencial para a vida do Brasil e da classe trabalhadora. Foi a pressão das ruas, dos trabalhadores, da juventude, dos artistas e dos juristas, no Brasil e no mundo todo, que levou ao afastamento do Cunha e, consequentemente, a perda do controle do golpe. Mas, para acabarmos definitivamente com o golpe temos de manter a pressão das ruas, as mobilizações em todo o Brasil e fortalecer o Dia Nacional de Paralisação, com atos nas ruas, nos locais de trabalho e no Congresso Nacional”, apontou.

Com informações do Portal da CUT. 

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