Lewandowski minimiza “pacto” entre ministros do STF e investigados para acabar com a Lava Jato

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, em nota, afirmou nesta quinta (26) que conversas gravadas entre ministros da Corte e políticos golpistas não interferem na imparcialidade da mesma.

“Faz parte da natureza do Poder Judiciário ser aberto e democrático. Magistrados, entre eles os ministros da Suprema Corte, são obrigados, por dever funcional, a ouvir os diversos atores da sociedade que diariamente acorrem aos fóruns e tribunais”, minimizou.

“Tal prática não traz nenhum prejuízo à imparcialidade e equidistância dos fatos que os juízes mantêm quando proferem seus votos e decisões, comprometidos que estão com o estrito cumprimento da Constituição e das leis do País”, completou Lewandowski.

Lewandowski segue a mesma linha adotada pelo ministro Gilmar Mendes segundo qual não viu obstruções do ex-ministro da Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), nas investigações da Lava Jato.

Segundo Renan Calheiros (PMDB-AL), nas famigeradas gravações, os ministros do Supremo estão “putos” com a presidente eleita, Dilma Rousseff, porque ela rejeita falar de aumento para o judiciário.

Dilma teria reclamado que queria discutir com o presidente do STF uma saída para o Brasil, mas, de acordo com o relato de Renan, “o Lewandowski só veio falar de aumento, isso é uma coisa inacreditável”.

Os nomes de Lewandowski e do ministro Teori Zavaski, relator da Operação Lava Jato, também aparecem em gravações divulgadas nos últimos dias. Os áudios foram captados pelo delator Sérgio Machado (PSDB), ex-presidente da Transpetro.

Estranho, muito estranho, pois todos os senadores flagrados em conversas não republicadas citaram um conluio de ministros do Supremo envolvidos na conspiração antidemocrática. Desde os tempos de Delcídio do Amaral, já defenestrado pela “brincadeira de criança”, passando por Jucá, Renan, chegando em José Sarney (PMDB-AP).

Como se diz por aí, ô Lewandowiski, me engana que eu gosto!

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