Por Esmael Morais

Golpistas planejam volta de Cunha

Publicado em 10/05/2016

Coloquei a palavra “afastado” sob aspas porque a situação, guardadas as proporções, lembra muito a do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que também utiliza esses adjetivos de “distância” quando é pego em sacanagens.

Por exemplo, o primo do tucano, o lobista Luiz Abi Antoun, foi preso por corrupção na Receita Estadual e por fraude em licitações no governo do estado. Logo, para a mídia amestrada, o parente tornou-se “primo distante” de Richa.

Beto Richa também age assim diante da nomeação de um “tio distante” para a Secretaria de Comunicação como se fosse possível driblar moralmente o nepotismo.

Retomo o caso Cunha. Ele vem aí, logo após a votação do impeachment com a anuência da velha mídia golpista. Seu “afastamento” tem o objetivo de “higienizar” o golpe. É, portanto, uma espécie de quarentena imposta pelo Supremo para legitimar tudo que aí está em curso.

Resumo da ópera: o marqueteiro é o mesmo.