Golpe de Temer NÃO é reconhecido pela comunidade internacional

maduro_golpeO presidente interino Michel Temer enfrenta resistências no plano internacional, pois, até agora, NENHUM país o reconheceu formalmente como representante legítimo do maior Estado da América Latina e uma das dez economias mais desenvolvidas do mundo.

A crise de legitimidade se agravou nesta sexta (13) quando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu ao embaixador Alberto Castellar retornasse a Caracas. O chefe do governo venezuelano classificou o “afastamento” de da presidente Dilma Rousseff como um “golpe de Estado”.

“Pedi ao nosso embaixador no Brasil que viesse, e estivemos reunidos avaliando essa dolorosa página da história do Brasil, uma jogada injusta com a mulher que é a primeira presidenta que o Brasil teve”, disse Maduro em pronunciamento na estatal Venezolana Televisión. (Abaixo, assista ao vídeo).

Veja o pronunciamento de Nicolás Maduro:

Além da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua — que compõe a Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) — também têm se manifestado enfaticamente contra o golpe de Estado no Brasil.
O isolamento do golpe do presidente interino Michel Temer tende a se ampliar ainda mais nas próximas horas.

Os países do Mercosul, bem como a UNASUL (União de Nações Sul-Americanas), têm como cláusula comum não reconhecer governantes que ascenderam ao poder por meio de golpe de Estado — a chamada “cláusula democrática”.

Para complicar ainda mais a reprovação dos golpistas, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) lidera em Lisboa, Portugal, uma comitiva de congressistas brasileiros em uma assembleia geral da Eurolat — organismo que reúne os parlamentos latino-americanos e o Parlamento Europeu.

Requião, que é copresidente e representante da América Latina e o Caribe na Eurolat, deverá relatar o clima de golpe no Brasil, de fragilidade institucional e divisão dos brasileiros pela mídia e a direita golpistas. O parlamentar também deverá relacionar o caso com as recentes crises proporcionadas pelo neoliberalismo econômico na Grécia e na Espanha.

Curiosamente, a mídia internacional virou fonte de consulta mais fidedigna sobre a crise do que os meios de comunicação locais. Correspondentes de diversos países retratam em seus veículos de imprensa o golpe dado no Brasil, mas os barões da mídia associados à direita teimam em esconder dos próprios brasileiros o que realmente acontece com a democracia.

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