Caixa 2 de partidos financiou as manifestações contra Dilma

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Em 18 de março passado, o Blog do Esmael lançou suspeita acerca da farra publicitária do movimento que pedia o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff (clique aqui para relembrar). Na época, este site registrou que “nem o show do Rolling Stones possuía aparato de som e propaganda que dispõem os golpistas na capital paranaense ou ‘Capital da Lava Jato’ como eles se orgulham nas redes sociais”.

Pois bem, pouco mais de dois meses depois, hoje (27), eis que o jornal Folha de S. Paulo revela gravações mostrando a origem do dinheiro: PMDB, DEM, PSDB e SD.

Segundo a Folha, o MBL (Movimento Brasil Livre) se definia como apartidário e sem ligações financeiras com siglas políticas. Em suas páginas em redes sociais, fazia campanhas permanentes para receber ajuda financeira das pessoas, sem ligação com partidos. Há quem tenha acreditado nessa história…

Também houve quem acreditou na história da responsabilidade criminal de Dilma, no impeachment, para alçar o vice Michel Temer (PMDB) à condição de presidente da República. Teve até quem acreditou que não se tratava de um golpe de Estado a destituição da presidente eleita.

As gravações feitas pelo delator Sérgio Machado (PSDB), ex-presidente da Transpetro, desnuda a participação do PMDB e de ministros do Supremo no golpe. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), o breve, foi o mais didático na explicação do golpe: a queda de Dilma selaria o ‘pacto’ para deter as investigações da Lava Jato.

Interessante nisso tudo é o cinismo dos partidos golpistas que financiaram as passeatas contra Dilma. Eles mandaram imprimir cartazes puxando o saco do juiz Sérgio Moro, mas, por trás, enfiavam-lhe as facas pontiagudas da traição em conluio com ministros do STF!

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