Senador Requião “vaza” carta contra golpe do vice Temer

Senador Roberto Requião (PMDB-PR), em tempos de vazamentos e Vaza Jato, também “vazou” uma carta contra o golpismo do vice-presidente da República, Michel Temer, seu correligionário no partido; “A Ponte para o Futuro pregada pelo PMDB de Temer é um pacto regressivo que visa a destruir os direitos sociais básicos conquistados pelo povo brasileiro em 88”, ataca o senador paranaense, que ainda adverte: “... governos anunciados para depois do impeachment prenunciam consequências econômicas e sociais desastrosas para a sociedade brasileira”; Requião afirma no documento que a atual crise decorre da política econômica adotada a partir de 2015 na forma de um ajuste fiscal absolutamente injustificável no contexto de uma depressão econômica; na carta “vazada”, Requião prevê que a derrota do golpe dará à Presidenta Dilma uma oportunidade de rever sua política conforme a demanda universal daqueles que lhe dão apoio; abaixo, leia a íntegra do documento.

Senador Roberto Requião (PMDB-PR), em tempos de vazamentos e Vaza Jato, também “vazou” uma carta contra o golpismo do vice-presidente da República, Michel Temer, seu correligionário no partido; “A Ponte para o Futuro pregada pelo PMDB de Temer é um pacto regressivo que visa a destruir os direitos sociais básicos conquistados pelo povo brasileiro em 88”, ataca o senador paranaense, que ainda adverte: “… governos anunciados para depois do impeachment prenunciam consequências econômicas e sociais desastrosas para a sociedade brasileira”; Requião afirma no documento que a atual crise decorre da política econômica adotada a partir de 2015 na forma de um ajuste fiscal absolutamente injustificável no contexto de uma depressão econômica; na carta “vazada”, Requião prevê que a derrota do golpe dará à Presidenta Dilma uma oportunidade de rever sua política conforme a demanda universal daqueles que lhe dão apoio; abaixo, leia a íntegra do documento.

Carta aos Governadores e Deputados Federais,

À margem de ideologias e de querelas político-partidárias, o governo ou governos anunciados para depois do impeachment prenunciam consequências econômicas e sociais desastrosas para a sociedade brasileira. Já vivemos a maior crise econômica de nossa história, com uma contração da economia de cerca de 8% em dois anos, e a perspectiva concreta de taxas de desemprego sem precedentes levando a um progressivo estágio de degeneração social com conflitos no campo e nas cidades, e de convulsões sociais generalizadas.

A maioria dos Estados está literalmente falida. Salários de servidores estão sendo cortados ou adiados, obras públicas estão sendo paralisadas, funções fundamentais dos governos estaduais tem sido canceladas. É preciso reconhecer com franqueza que a crise se deve sobretudo à política econômica adotada a partir de 2015 na forma de um ajuste fiscal absolutamente injustificável no contexto de uma depressão econômica. Embora involuntariamente, a operação Lava Jato também contribuiu para o agravamento da crise.

Mas o impeachment, isoladamente, não resolverá esses problemas. Da mesma forma a derrota do impeachment, sem outras consequências, não os resolverá. O fato é que temos uma estreita margem de manobra entre uma alternativa e outra. A derrota do impeachment dará à Presidenta Dilma uma oportunidade de rever sua política conforme a demanda universal daqueles que lhe dão apoio. A aprovação do impeachment, por sua vez, pela palavra de seus proponentes principais, significará um aprofundamento do ajuste depressivo.

A Ponte para o Futuro pregada pelo PMDB de Temer é um pacto regressivo que visa a destruir os direitos sociais básicos conquistados pelo povo brasileiro em 88. Mais grave ainda é a política fiscal anunciada pelo senador José Serra, sob forma de projeto de lei congelando o teto da dívida pública e portanto impedindo a realização de investimentos deficitários em tempos de recessão e depressão. A consequência direta disso seria a quebra definitiva dos Estados, estrangulados que estão pela draconiana Lei de Responsabilidade Fiscal, que ele considera cláusula pétrea.

A síntese da crise se manifesta na questão fiscal, ainda manejada segundo os cânones neoliberais, de interesse exclusivo dos especuladores financeiros. A desorganização orçamentária do Governo federal e dos Estados reflete a quebra da soberania nacional em questões financeiras. A política econômica brasileira, com exceção dos anos 2009 e 2010, renunciou voluntariamente ao crescimento. A despeito de recessão e da depressão, nos recusamos a recorrer ao investimento deficitário e ao aumento temporário da dívida, embora sabendo que, numa depressão, a única saída é recorrer ao déficit público temporário, até que a economia volte a crescer de novo.

Se essa posição ideológica prevalecer – e é certo que prevalecerá em caso de impeachment – o Brasil afundará numa crise sem precedentes, que arrastará Estados numa avalanche de desorganização fiscal e inadimplência, afetando profundamente o setor privado. Nada será garantido. Ciclos sucessivos de depressão estrangularão as contas públicas em ajustes recorrentes, estrangulando gastos públicos e salários, inclusive de aposentados e pensionistas. Em suma, todos, menos os ricos e a mídia, pagaríamos pelo impeachment.

José Carlos de Assis                         Roberto Requião
Economista e professor                  Senador da República

11 Comentários

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  1. Esse Requião é um político malandro de carteirinha. Agarrado ao PMDB, desde os tempos do velho MDB, sempre foi uma pedra na chuteira do partido e para quem ouse democraticamente dele discordar. Sua postura de independência nada mais é do que uma constante traição aos companheiros. Devia sair antes de ser expulso, aliás, destino do esperto senador paranaense que quer apenas voltar ao governo de seu estado com apoio do PT e outros acostumados a atos como os dele.

  2. solta alista da odebrechet doutor moro ,que ro ver os veacos se estribarem

  3. No Paraná não existe corrupção ou interesses políticos. Somos uma ilha da fantasia na confederação.

  4. AGORA QUE IA CHEGAR A HORA DA INVESTIGAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELO PAÍS ESTAR PARADO EM SEU DESENVOLVIMENTO, O AÉCIO NEVES, O JUIZ MORO QUER ENCERRAR A LAVA JATO. SERÁ QUE O MORO VAI MANDAR PRENDER ALGUÉM DO PSDB?, OU A REDE GLOBO NÃO QUER QUE MEXAM COM OS SEUS ALIADOS.

    • Após 12 anos de Aécio (incluindo 5 de Anastasia) em Minas, nenhuma falcatrua foi ainda descoberta, nem as contas secretas em paraísos fiscais do incorruptível e paladino da moralidade pública (Aécio Neves). Estranho que as obras (poucas) destes governos foram feitas pelas mesmas empreiteiras, inclusive a Mendes Jr. Será que elas foram diferentes com Minas? Moro não vai prender ninguém do PSDB; ele é juiz de um lado só!

  5. É Requião estou contigo nesta posição, isto tudo devido as investigações que estão sendo feitas,porquê estes politicos tem medo de investigação pois quem não deve não teme,simplismente a presidente está cumprindo o que disse em debate, o último antes das eleições (vou mandar investigar todos os indícios de corrupções doa a quem doer)a minha dedução somente é por este fato, pois vai sobrar poucos para comandarem o nosso Brasil,só os que não se corromperam sobrarão ai se iniciará uma nova República voltada para todos os brasileiros.

  6. Requião sempre correto duro colocá o estado em ordem .Quero Requião no governo.

  7. No Twitter os coxinhas estão babando de raiva com a carta do Requião.

  8. Lava a jato contribuindo para a crise “involuntariamente?” tenho duvidas…….

  9. A MIDIA GOLPISTA E SEUS CULIADOS, DADO O AFASTAMENTO DA PRESIDENTA, ONDE O PAIS VAI MERGULHAR NUMA SERIA CRISE, NAO SOFRERAM NADA, JA SAO RICOS, QUEM VAI SOFRER E O POVAO. SO DEUS MESMO. 64nuncamais