Requião assume CPI do sistema S

ataides_pato_requiaoO senador Roberto Requião (PMDB-PR) assumiu para si a tarefa de instalar a comissão parlamentar de inquérito para investigar os patos do ‘sistema S’.

O parlamentar paranaense vai trabalhar juntamente com o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), que, desde 2013, vem tentando “desbaratar a quadrilha no sistema S”.

Considerado “tucano do bico vermelho”, o senador Ataídes deverá presidir a CPI.

Requião colhe informações sobre a desenvoltura de “assessores estratégicos” do sistema S nos corredores do Congresso Nacional nas vésperas da votação do golpe.

O jornalista, professor e economista J. Carlos Assis, em recente artigo, o qual se reproduz abaixo, denunciou que o ‘sistema S’ estaria queimando dinheiro público para comprar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Dinheiro do impeachment pode acabar queimando as mãos de Skaf

J. Carlos de Assis*

Digamos que seja verdade que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, tenha constituído um caixa de R$ 500 milhões para comprar o impeachment da presidenta Dilma. Digamos que esse dinheiro, procedente basicamente do Sistema S (Sesi), tenha resultado de aporte de R$ 300 milhões da própria Fiesp, R$ 100 milhões da Firjan de Eduardo Eugênio e R$ 50 milhões cada das federações de indústria do Paraná e do Rio Grande do Sul, todas alinhadas no golpe. Surge imediatamente uma questão transcendental: como pagar a propina de cada deputado ou senador, e o que cada deputado ou senador corrompido vai fazer com o dinheiro?

Estamos aí diante de dois problemas, e nenhum deles fácil de ser resolvido por Skaf, se as presunções acima forem confirmadas. Não é fácil manejar R$ 500 milhões, impunemente, nesses tempos de rastreamento de caixa dois pela Polícia Federal e o Ministério Público. Claro que ele pode, com tanto dinheiro envolvido, tentar corromper também a Polícia e o Ministério Público. Ambos, porém, estão também sob vigilância recíproca. Fazer o dinheiro circular pelo sistema bancário seria um suicídio: em tempos de Lava Jato tornou-se trivial o rastreamento de contas bancárias. Basta uma pequena suspeita. E nós estamos fornecendo-a.

O problema maior não é esse. O suposto parlamentar corrompido por Skaf só ficaria tranquilo se recebesse a propina em dinheiro. Isso, porém, pode aumentar a vulnerabilidade do esquema. Haveria de ter um intermediário para lavar o dinheiro, figura que se tornou totalmente inconfiável na era do juiz Sérgio Moro, que descobriu uma forma sutil de tortura para extrair delações premiadas. Claro, poderia acontecer que o processo do recebimento dessas propinas caísse em mãos menos truculenta que as de Moro, mas mesmo para um parlamentar ambicioso o risco pode parecer muito grande.

Diante disso, o caixa presumido de Skaf pode ser repelido pelos presumíveis beneficiários das propinas seguindo a lei do menor risco. Se acontecer isso, surge uma terceira questão: o que Skaf, sempre se presumindo que tenha montado o caixa, vai fazer com o dinheiro rejeitado pelos parlamentares, não por honestidade intrínseca mas pelo medo de serem apanhados? Sim, porque R$ 500 milhões, se este for mesmo o caixa, é dinheiro demais também para ser devolvido sem justa causa. E não pode ser levado em espécie em maletas pretas, mas no mínimo em grandes caixões pelos corredores do Congresso.

Confesso a vocês que, se as coisas estiverem acontecendo dessa forma, não gostaria de estar na pele de Skaf. Talvez ele tenha que recorrer a um dos seus três filhos, Paulo Skaf Filho, Andre Skaf ou Gabriel Skaf, acostumados a fazerem transações com o dinheiro da Fiesp. Em qualquer hipótese não é uma situação confortável. O suposto caixa dois de R$ 500 milhões para comprar o impeachment talvez seja um tiro que saia pela culatra. Incapazes, por razões de precaução, de por a mão no dinheiro, parlamentares que criaram grandes expectativas em relação a ele talvez virem o jogo. De raiva, ou simplesmente para dar uma demonstração inequívoca de honestidade, votarão contra o impeachment!

*J. Carlos de Assis é jornalista, economista e professor, doutor pela Coppe/UFRJ.

11 Comentários

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  1. Leia no diario do poder sobre a farra na Fecomercio do DF, com viagens de luxo com diárias de 26 mil, nepotismo cruzado de parentes e amigos tudo pago com dinheiro público.
    http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=63951128620

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  3. Não se esqueça que no final de 2015, Aécio, Paulinho da Força, Rubens Bueno, Caiado, Serra, Aloysio, se reuniram para discutir um financiamento para derrubar Dilma, falaram abertamente sobre isso.

  4. Há pelo menos uns dez(10)Dias li uma nota do Procurador Geral da República
    Rodrigo Janot que iria repassar uma grande fortuna ao SENAC. Eu questionei
    o destino da doação pois dar ao SENAC e dar a Paulo Skaf, eu sugeri que fosse
    Doado à FUNDAÇÃO OSVALDO CRUZ afirme serem utilizados nas pesquisas
    no momento precisando inclusive produzir Vacinas e os comprimidos para combate
    ao Câncer e outras doenças ; cheguei a posta mensagem procurando saber qual
    a razão da preferência por aquela é não por esta, e também a origem dos Recursos.

  5. Sistema S:
    Sesi
    Senai
    Sesc
    Senac
    Skaf

  6. TACA-LHE PAU !!! REQUIÃO !!!!!

  7. neste país onde não tem MARACUTÁIA,quando e que 2016 vai a vante.

  8. DÁ LE, REQUIÃO DO VELHO MDB DE GUERRA E NÃO DO ATUAL PMDB VENDIDO AOS GOLPISTAS E QUADRILHEIROS DA NAÇÃO.

  9. Sem a menor sombra de dúvidas o sistema “S” a muito merece uma CPI. Lá acontece uma farra com dinheiro público.

  10. é isto ai Senador vamos descobrir de onde sai a grana que financia os golpistas