Quando o BRDE lucra, toda a sociedade ganha

Por Wilson Quinteiro:

Wilson_QuinteiroEm meio a muitos fatos negativos da economia nacional, é bom vermos notícias mostrando que, apesar da crise, é possível incentivar o empreendedorismo e o desenvolvimento e ao mesmo tempo obter resultados financeiros positivos.
Este é o caso do balanço anual do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), instituição financeira de fomento que atua nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, divulgado recentemente.
Em 2015, o banco realizou 6.965 operações de crédito, totalizando R$ 2,84 bilhões liberados a empreendimentos de diversos setores da economia. E registrou o maior lucro dos seus 55 anos de história: R$ 263 milhões. Tais resultados, obtidos a partir do esforço de cada um dos colaboradores do BRDE, merece ser comemorado por todos nós porque indica que mesmo neste difícil momento vivido pelo nosso país, nossos bravos empreendedores continuam buscando meios de investir em seus negócios, ampliando instalações, renovando equipamentos, aumentando a produção. Se a nossos empresários tivessem desistido de investir, dificilmente o BRDE teria alcançado resultados tão positivos.
Quanto ao lucro recorde, diferentemente do que ocorre com bancos privados, onde o lucro se reverte em benefício direto apenas para os donos ou sócios, no BRDE os lucros significam mais dinheiro para incrementar os programas de crédito que fomentam empreendimentos do agronegócio, comércio, serviços, indústria, inovação, geram emprego e renda em todas as regiões dos estados que integram o banco e mais impostos para os municípios. No BRDE, o lucro da instituição se reverte diretamente em benefício para toda a sociedade.
Somente no Paraná, as contratações de crédito chegaram a R$ 1,53 bilhão em 2015. Hoje, dos R$ 12 bilhões que o BRDE possui investido nos estados da Região Sul, R$ 5,2 bilhões estão no Paraná. No nosso estado, o grande destaque é o setor do agronegócio, em especial a avicultura. Para toda a cadeia produtiva do segmento, que inclui desde a construção de aviários até instalações para abate e processamento de carne, foram R$ 393,2 milhões em 269 contratos, ou 25% de todas as contratações feitas no Paraná. Não é à toa que o Paraná pode orgulhar-se de ser o maior produtor e exportador de carne de frango do país.
E em 2016, o banco quer ainda mais. Não vamos nos deixar abater pelo clima de instabilidade nacional e nem retrair a oferta de crédito aos empreendedores que querem investir. Para 2016, o orçamento do BRDE prevê ao menos R$ 3,89 bilhões em novas operações de crédito, sendo R$ 1,28 bilhão apenas no Paraná. No setor de inovação, além das linhas de crédito já existentes, o BRDE agora está participando de fundos como o Criatec 3, que investe em projetos inovadores de todo o país. Só neste ano, o BRDE aportou R$ 12 milhões no Criatec 3 e vai investir outros R$ 5 milhões em um fundo destinado a fomentar projetos inovadores da Região Sul.
A missão do BRDE, como banco público de fomento, é levar crédito a quem quer investir e trabalhar pelo crescimento da economia, incentivando o desenvolvimento em todas as suas esferas. Os números mostram que estamos no caminho certo. E estamos preparados para fazer ainda mais.
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(*) Wilson Quinteiro, advogado, é diretor de Operações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Fonte: Ângelo Rigon

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