Eduardo Cunha, o Richa da Câmara?

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O que une o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), além do golpe contra a democracia em curso no País?

Ambos estão envolvidos em sérias denúncias de corrupção, mas até o momento seguem intocáveis, como que por encanto. A Justiça parece que não os cabe, não os atinge; e eles continuam firmes em seus mandatos para a tristeza do Paraná e do Brasil.

Contra Richa pesa diretamente a denúncia de que cerca R$ 4,3 milhões desviados da Receita Estadual tenham alimentado sua campanha para a reeleição como governador em 2014. Além disso, em vários setores do seu governo há diversas denúncias de corrupção.

Contra Cunha já são tantas as denúncias que fica difícil resumir. Só para citar um exemplo, Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, confirmou ter feito pagamentos de propina em espécie ao presidente da Câmara. “Eu, pessoalmente, entreguei R$ 4 milhões”, disse ele, ao Conselho de Ética da Câmara.

Tanto Cunha quanto Richa já são réus, um no Supremo Tribunal Federal, o outro no Superior Tribunal de Justiça. O procurador-geral da República Rodrigo Janot já pediu ao Supremo Tribunal Federal o afastamento de Cunha, mas…

Enquanto a Justiça vai empurrando com a barriga os processos, o estrago causado pela passagem dos “intocáveis” pelo poder vai se tornando mais nefasto. Alguns danos podem ser irreparáveis.

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