A fraude Beto Richa

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Mesmo com todos os aumentos de impostos nos ‘pacotaços’ de maldade, o governo do estado está quebrado. Déficit de 1,7 bilhão, impossível de ser revertido em curto prazo. Agora, Beto Richa (PSDB) avança sobre o orçamento dos outros poderes, com atrasos nos repasses ao Judiciário. É a fraude do “melhor está por vir” que o deputado estadual Requião Filho (PMDB) explica e desmonta em sua coluna. Leia e ouça a seguir.

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A fraude: “O melhor está por vir” – mentira
“O paraná está quebrado” – verdade

Requião Filho*

Como alertei na coluna da semana passada, o Governo do Estado agora avança sobre orçamentos dos demais Poderes. O ‘fator Beto Richa’, amplamente noticiado, hoje tem número: déficit de 1,7 bilhões nas contas do Executivo! Agora o governo corre atrás de um jeitinho, doa a quem doer, para limpar sua lambança.

A grande frase de efeito da Campanha de Beto Richa para a reeleição em 2014 foi “o Paraná que acredita”. A frase era dita e repetida junto a propagandas de pôr do sol, estradas verdes, céu azul. Mostrava as obras da natureza, pois obras seu gestão… há há … estas não existiam! Mostrar as obras da Construtora Valor (hoje investigadas pelo Gaeco) é que não poderiam.

Reeleito, no dia seguinte, o Governador já lançou outra frase: “o melhor está por vir”. Passadas algumas semanas, havia quem levasse um susto cada vez que a frase era repetida, pois sempre vinha seguida de: um “pacotaço”, “maldades” com os cidadãos e com os servidores, atrasos em pagamentos de diárias, férias, décimo terceiro. Na verdade, o melhor ficava apenas na frase, nunca nos atos tomados pelo Governo.

Os defensores do governo primeiro alegavam que as “contas estavam saneadas”, “azeitadas” e vieram os “primeiros pacotaços”.

Então, mudaram o discurso e começaram a esbravejar que as medidas de austeridade eram “remédios amargos, mas necessários”, que ajudariam a colocar a casa em ordem.

Tentaram colocar a culpa em um governo passado, mas o governo era deles. Depois jogaram toda a culpa no Governo Federal, mas os empréstimos, antes travados por incompetência da própria gestão estadual, acabaram saindo.

Ninguém mais acredita nas balelas e nas frases de efeito desta gestão. A pior crise é a paranaense e a culpa é do Governo Estadual. “O Paraná vai mal! Parece que não tem Governador!” Já dizia Álvaro Dias.

Os articuladores das manobras econômicas chegaram a anunciar que as medidas de austeridade tinham dado resultado e que a crise no Estado havia sido superada.

A papagaiada não durou um mês. Os tais remédios amargos, os “pacotaços”, o saque na previdência dos servidores (sob bomba e gás de pimenta), os aumentos consecutivos dos tributos… nada deu certo!

O Paraná quebrou! Déficit de 1,7 bilhão, impossível de ser revertido em curto prazo.

Ainda, veio à tona o sucateamento da Polícia Militar com coletes vencidos, recauchutados e viaturas paradas por falta de manutenção.

E começaram os atrasos nos repasses ao Judiciário…

Agora, os jornais noticiam a proposta de redução do orçamento dos demais Poderes para tentar salvar o Poder Executivo (que mesmo afundando, continua criando cargos!).

Para tentar socorrer a xepa, o Governador convoca novos Secretários, homens tidos como “homens de valor”, “valorosos”, “valorizadissímos”, mas que já estiveram por aqui no primeiro mandato de Beto Richa, dos quais não se pode esperar mais nada.

Mas não se preocupem, “o melhor esta por vir”! O Gaeco, o STJ, e claro, o fim da gestão Richa. Nada será melhor para o Paraná do que a saída de Beto do Governo.

A única certeza que nós paranaenses temos é que o governo de frases vazias e mentirosas quebrou o Paraná.

A esperança que nos resta é que 2018 não demore!

*Requião Filho é advogado, deputado estadual pelo PMDB e líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, especialista em políticas públicas.

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