11 de Abril de 2016
por esmael
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Com sabor de derrota, relatório do golpe passa por 38 a 27 votos

A oposição golpista conseguiu aprovar nesta noite, dentro da previsão, com sabor de derrota, o relatório do golpe por 38 votos favoráveis a 27 contrários. O placar foi apertadíssimo: 58%.

A surpresa ficou por conta da REDE, da ex-senadora Marina Silva, que votou contra o impeachment da presidente Dilma pelas mãos do deputado Aliel Machado (PR) — único representante do partido na comissão.

Agora, o relatório vai ao plenário da Câmara que tem a prerrogativa de autorizar ou rejeitar que o Senado abra o processo de impeachment do presidente da República.

Entretanto, são necessários 342 votos dos parlamentares — ou dois terços de 513 — um quórum praticamente impossível de a oposição conquistar.

11 de Abril de 2016
por esmael
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Rede vota “NÃO” na comissão do impeachment; acompanhe ao vivo

aliel_marina_golpeO deputado Aliel Machado (PR), único da Rede na comissão do impeachment, anunciou voto “NÃO” à admissibilidade do golpe contra a presidente Dilma.

O parlamentar fez um emocionado discurso ao justificar os motivos para votar “não” ao afastamento da presidente da República.

ASSISTA AO ANÚNCIO:

Segundo ele, que foi eleito pelo PCdoB, mudou de sigla porque o antigo partido era “governista demais” e que é “oposição” ao governo atual e tudo de ruim que ele representa.

“Eu não posso concordar com um processo político que levará o vice Michel Temer à Presidência. O plano de governo dele não me representa”, disse.

11 de Abril de 2016
por esmael
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Temer “vaza” áudio mostrando que ele “já sentou” na cadeira de Dilma; ouça

Alvo de pedido de impeachment na vice, Michel Temer (PMDB), deixou vazar hoje (11) áudio de quinze minutos em que se dirige à nação como se já estivesse sentado na cadeira de presidente da República.

O peemedebista repete o gesto de Fernando Henrique Cardoso, em 1985, que perdeu disputa pela Prefeitura de São Paulo para Jânio Quadros.

No áudio, Temer afirma que “muitos me procuraram para que eu desse pelo menos uma palavra preliminar à nação brasileira, o que faço com muita modéstia, cautela, moderação mas também em face da minha condição de vice-presidente e também como substituto constitucional da senhora presidente da República”.

O vice-presidente é alvo de pedido de impeachment que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Antes de sentar na cadeira da presidente Dilma Rousseff, ainda há um caminho constitucional pela frente. Hoje, por exemplo, a comissão do impeachment votará a admissibilidade do processo que logo depois vai para o plenário da Câmara.

Não é a primeira vez que uma carta de Temer “vaza” à imprensa.

Em dezembro passado, o vice-presidente enviou carta à presidente Dilma apontando “fatos reveladores” da desconfiança que o governo possui em relação a ele e ao PMDB. Na missiva, Temer reclamou que seria um “vice decorativo”.

11 de Abril de 2016
por esmael
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Na insanidade, ALEP-PR tem “torcida” pelo assassinato de sem terra

Nesses tempos de fascismo propiciados pela Vaza Jato e mídia golpista, há torcida por mortes de sem terra na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP-PR).

Os deputados estaduais batem boca no plenário sob gritos  das galerias de “vergonha” e vaias — evidentemente criticando os falecidos.

Dois trabalhadores sem terra foram mortos na quinta-feira (7), segundo o MST, em emboscada montada por policiais e jagunços da Araupel.

Em situações de normalidade democrática, o presidente da Assembleia daria voz de prisão à claque que acompanha as discussões por incitação à violência. Infelizmente, a Casa virou um covil de fascistas.

Aqui tem um link para assistir ao vivo.

11 de Abril de 2016
por esmael
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Advogado pede ao Supremo que impeachment de Michel Temer seja aberto em 24 horas

da Agência do Brasil

O advogado Mariel Marley Marra pediu hoje (11) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cumpra em 24 horas a decisão que determinou abertura de processo de impeachment do vice-presidente Michel Temer. Marra foi responsável pelo pedido no qual o ministro determinou a abertura do processo contra o vice-presidente.

Em caso de descumprimento, o advogado pede que seja aplicada multa de aproximadamente R$ 3,3 milhões, valor equivalente a 100 vezes o salário de um deputado federal, que está em torno de R$ 33 mil.

De acordo com o advogado, Cunha tenta atrasar o cumprimento da decisão de Marco Aurélio.

“O presidente da Câmara enviou, em  6 de abril deste ano, ofício aos líderes partidários pedindo a indicação de integrantes para a comissão especial, sendo que Cunha já havia declarado na imprensa no dia anterior que pediria as indicações. Destacando que não instalaria o colegiado se os líderes não apresentassem os nomes partidários, o presidente da Câmara não estabeleceu prazo para os líderes enviarem as suas indicações”, argumenta Marra.

Na semana passada, Marco Aurélio determinou que Cunha dê seguimento a um processo de impeachment contra Michel Temer na Câmara e forme uma comissão especial para tratar do caso.

A posição do ministro foi tomada em uma ação do advogado Mariel Marley Marra contra o presidente da Câmara, que negou o seguimento do processo. No pedido, protocolado no dia 29 no Supremo, o advogado sustentou que Temer deveria ser incluído no processo de impeachment da presidenta Dilma Roussef, ou que um novo pedido fosse aberto, por entender que há indícios de que o vice-presidente cometeu crimes de responsabilidade.

11 de Abril de 2016
por esmael
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Cardozo ironiza: “É de receber dinheiro de Furnas que Dilma é acusada?”

Brasil 247

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, comparou as acusações contra a presidente Dilma Rousseff com as feitas contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao apresentar a defesa do governo na comissão especial que analisa o pedido de impeachment na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira 11.

Um dos principais defensores do golpe, Aécio e acusado de coordenar um esquema de corrupção em Furnas e citado várias vezes por delatores diferentes na Operação Lava Jato. Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro e dono de contas bancárias não declaradas na Suíça, por onde recebeu ao menos US$ 5 milhões em propina.

“É de receber dinheiro de Furnas que Dilma é acusada? É de ter contas no exterior?”, questionou Cardozo. “Sobre o que ela tem que responder? Vossa excelência não disse”, acrescentou, em referência ao relator da comissão, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que defendeu o afastamento da presidente em seu relatório.

Cardozo lembrou ainda que Cunha teve direito a vários recursos em seu julgamento, diferente da presidente, e lembrou que as chamadas ‘pedaladas fiscais’ já eram prática conhecida e aprovada por tribunais de contas e pelo Congresso em governos anteriores. “Por que a nossa é de má-fé e a outra é correta?”, perguntou o ministro.

Segundo o chefe da AGU, o processo de impeachment é nulo por vícios de origem. “A história não perdoa a violência da democracia. E um próximo governo fruto dessa situação não terá legitimidade. Se consumado, deve ser chamado golpe. Golpe de abril de 2016”, finalizou Cardozo.

11 de Abril de 2016
por esmael
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Lula denuncia à imprensa mundial: ‘Querem derrubar Dilma para impedir a minha volta’; assista ao vídeo

via The Intercept de Glenn Greenwald.

A trajetória de vida do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio “Lula” da Silva, é extraordinária. Nascido em extrema pobreza, Lula deixou a presidência em 2010, após exercer dois mandatos, com uma aprovação popular de 86%, sem precedentes, provavelmente destinado a desfrutar de um respeito quase universal no cenário do mundo e a ser lembrado como um dos maiores estadistas da História moderna. De forma similar ao caminho pós-governo seguido por Tony Blair e Bill e Hillary Clinton, Lula, desde o término de seu mandato, tem agregado um grande poder pessoal por meio de seus discursos e prestado serviços de consultoria a potências globais. O partido de esquerda moderada co-fundado por ele, Partido dos Trabalhadores (PT), já controla a presidência por quatorze anos consecutivos.

Apesar disso, todo o legado de Lula agora está seriamente ameaçado. Um grave escândalo de corrupção envolvendo a empresa estatal petroleira do país, Petrobras, está inundando a elite econômica e política do Brasil, com o PT no centro de tudo isso. Protegida de Lula e sua sucessora escolhida a dedo, a ex-guerrilheira marxista e atual presidente Dilma Rousseff enfrenta uma ameaça real de impeachment (agora apoiado pela maioria dos brasileiros) e sua impopularidade, devido a

11 de Abril de 2016
por esmael
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Sérgio Moro quer acabar com a ‘Vaza Jato’ em dezembro. Parar por quê? Por que parar?

Tal qual fez outrora o ministro Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo, o juiz Sérgio Moro pretende pendurar as chuteiras em dezembro deste ano sem que tenha engaiolado um único tucano.

A estratégia do magistrado da Vaza Jato foi registrada pelo jornal Valor Econômico, edição desta segunda-feira (11).

Moro deixou escapar esse script em confidência a interlocutores na Universidade de Chicago, onde foi convidado a palestrar na Associação de Estudantes Brasileiros no Exterior (BRASA).

O juiz da 3ª Vara Federal de Curitiba vê esmilinguir sua popularidade vitaminada pela parceria com a golpista Rede Globo.

Segundo a revista Veja, também da cepa golpista, a aprovação de Moro despenca rumo ao chão. Daqui a pouco ele começa a ser vaiado nos restaurantes, que antes o aplaudiam de pé.

Não são apenas os juízes brasileiros que estão aprendendo sair de campo na alta. Os jogadores de futebol, a exemplo de Pelé, também deixam os gramados no ápice para preservar sua imagem.

O povo brasileiro, sobretudo os coxinhas, não deveria deixar o juiz Sérgio Moro abandonar o barco em movimento. Tem muito corrupto solto por aí, inclusive fora do PT.

Portanto, a Vaza Jato não pode terminar em dezembro sem concluir sua missão: prender um único tucano de boa plumagem.

11 de Abril de 2016
por esmael
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‘Comissão da vingança’ tenta aprovar hoje relatório pró-golpe

Daqui a pouco, a partir das 10 horas, com transmissão ao vivo aqui no Blog do Esmael, o Brasil e o mundo assistirão a reinstalação da ‘comissão da vingança’ na Câmara, que tentará aprovar hoje o relatório pró-golpe contra a democracia.

É chover no molhado dizer que a presidente Dilma Rousseff, uma mulher honesta, está sendo julgada por um bando de achacadores. A imprensa norte-americana tipificou a maioria dos parlamentares da comissão da vingança como sendo integrantes do “Sindicato dos Ladrões”.

A comissão da vingança, também conhecida como comissão do impeachment, foi denunciada pela primeira vez pelo ministro José Eduardo Cardozo, advogado de defesa de Dilma.

Segundo o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), o colegiado fora instalado como vingança do presidente da Câmara contra Dilma porque ela — revelou Cardozo — não garantiu a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) os votos dos deputados petistas na comissão de ética que o investiga por corrupção.

Pelo sim pelo não, os contendores na ‘guerra parlamentar’ que será retomada logo mais terá aliados externos. Do lado de Cunha, por exemplo, além do PSDB, a velha mídia golpista. Do lado da democracia, os movimentos sociais, os trabalhadores, o povo, e intelectuais.

O roteiro desta segunda-feira (11) promete ser bastante cansativo, pois 27 líderes partidários estão inscritos para fazer o uso da palavra, bem como o relator da comissão da vingança, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), e o próprio ministro Cardozo.

A comissão da vingança tem 65 membros. Entretanto, quem esperar condenação ou absolvição unânime da presidente sairá frustrado. O resultado será apertado de um lado ou de outro.

Caso a comissão da vingança decida pelo acolhimento do relatório feito sob encomenda de Cunha, o mesmo seguirá para votação em plenário. É aí é que são elas, pois o quórum qualificado na Câmara para impedir a presidente da República – dois terços ou 342 votos de parlamentares – põe o golpe tão distante da realidade quanto o é a Terra do Céu, ou seja, matematicamente impossível, segundo a própria velha mídia golpista.

11 de Abril de 2016
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Funeral de um lavrador sem terra

Gleisi Hoffmann*

Neste final de semana foi a música de Chico que ficou comigo enquanto estive na manifestação dos sem-terra em Quedas do Iguaçu, no interior do Paraná.

“Não é cova grande, é cova medida, é a terra que querias ver dividida… É a conta menor que tiraste em vida… É a parte que te cabe deste latifúndio…”

Duas vidas, duas histórias, dois homens enterrados com seus sonhos e centenas de famílias assustadas, convivendo com a dor, também com o preconceito e intolerância.

Muitos comentários na imprensa do Paraná, nas redes sociais, no meu facebook sobre os sem-terra, qualificando-os de vagabundos, violentos, bandidos.

Olhava para aquelas pessoas sofridas, pobres, homens e mulheres de vida muito simples e difícil, que sonham e querem viver com dignidade com suas famílias, e pensava: onde está a violência, a não ser da pobreza?! Onde estão os vagabundos, com mãos lisas, peles macias, sem marcas de sol?! Bandidos com foices e enxadas, que cortam lenha e lavram a terra? Só quem nunca pisou em um acampamento pode achar que essas famílias são agressoras da ordem. Mais de um ano vivendo em barracos de costaneiras, enfrentando o frio, chuva, o calor dia e noite; fazendo lavoura sem condições adequadas para tirar seu sustento.

A terra ocupada era usada pela empresa de reflorestamento Araupel. Quando a área estava na iminência de ser ocupada a empresa me procurou. Acompanhei-os ao MDA e INCRA. Penso que se a te

11 de Abril de 2016
por admin
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: Tudo está ruim, mas pode piorar

Download áudio

“Graças à vida que me deu tanto
me deu o som e o abecedário

com ele, as palavras que penso e declaro”
Violeta Parra em Gracias a la vida

Luiz Cláudio Romanelli*

A semana que se inicia é decisiva para os brasileiros. A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff deve iniciar a votação do relatório final nesta segunda-feira. Pelo rito definido, o prazo regimental para o início da votação em plenário é de 96 horas, o que deixaria o início da votação no plenário para o dia 15.

Para que todos entendam como o processo funciona: no plenário, o processo de impeachment é aberto se dois terços (342) dos 513 deputados votarem a favor. Aberto o processo de impeachment, o processo segue para análise do Senado.

No Senado, a sessão que decide sobre a admissibilidade do impeachment é presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Se for aprovado por maioria simples (metade mais um, presentes 41 dos 81 senadores), Dilma é obrigada a se afastar por até 180 dias até a decisão final. O impeachment só é aprovado se dois terços (54) dos 81 senadores votarem a favor.

Se absolvida no Senado, a presidente reassume o mandato imediatamente. Se condenada, é automaticamente destituída e o vice-presidente é empossado definitivamente no cargo.

Mas o que será do Brasil nas mãos