3 de abril de 2016
por Esmael Morais
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Requião: ‘Portas dos Fundos’ vai levar processo da Lava Jato por plágio; assista ao vídeo

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), pelo Twitter, concordou neste domingo (3) que a arte imita a vida.

“MPF/PR vai processar o Porta Dos Fundos por plágio”, retuitou o parlamentar, reverberando a ideia de que a operação Lava Jato tornou-se um instrumento de disputa política do PSDB contra Dilma.

No vídeo do grupo humorístico ‘Porta Dos Fundos’, os atores Fábio Porchat e Gregório Duvivier explicam ao público – de forma irônica e didática — a partidarização das investigações.

No depoimento real do lobista Fernando Moura, em 3 de fevereiro, explicou um terço para Aécio Neves (PSDB-MG), mas o agente do Ministério Público Federal (MPF) disse estar interessado em José Dirceu.

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3 de abril de 2016
por Esmael Morais
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Vídeo explica didaticamente o que é a Operação Lava Jato; assista

O portal humorístico “Porta dos Fundos”, no YouTube, brindou os brasileiros com explicação didática do que realmente é a Operação Lava Jato — do Dr. Sérgio Moro.

“Em terra de delator, quem tem boca fala o que sabe. Mas quem escuta faz o que quer”, resume o quadro de comédia que tira o sono de golpistas.

O sucesso do vídeo pode ser medido pelas 2 milhões de visualizações em menos de 24 horas.

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3 de abril de 2016
por Esmael Morais
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A tentativa de criminalizar Boulos, o MTST e a Frente Povo Sem Medo

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Da mesma forma que é democrática a livre manifestação popular em defesa do impeachment de Dilma Rousseff, também é democrática a livre manifestação popular que considera um golpe de Estado a forma como é conduzido o processo de cassação.

Grupos e partidos contrários ao governo, que discordaram do resultado das eleições de 2014, foram às ruas contesta-las e demonstrar sua insatisfação, o que foi fundamental para colocar Dilma e o PT a um passo do cadafalso (bem, na verdade, eles mesmo caminharam para a forca por conta dos seus próprios erros). Posso discordar dos métodos e narrativas desses grupos e partidos mas, até aí, faz parte do jogo.

Portanto, soa hipócrita, para dizer o mínimo, quando representantes do PSDB e do DEM entram com representações junto ao Ministério Público Federal pedindo a investigação do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) Guilherme Boulos sobre declarações que tem dado em eventos.

Dizem que ele incita ao crime e forma milícia privada por afirmar o óbvio – que parte da sociedade vai resistir nas ruas se o impeachment ocorrer sem estar baseado em um claro crime de responsabilidade cometido pela presidente.

Lembrando que incompetência no cargo, falta de capacidade política e dificuldades de se expressar em público não significam crime de responsabilidade.

Por outro lado, resistência significa utilizar os meios possíveis e ao alcance de cada um para demonstrar sua insatisfação. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) resiste ao governo federal gastando milhões de reais para ocupar, na forma de anúncios, espaços nobres nos principais jornais e portais a fim de clamar pelo impeachment – além de produzir e distribuir um exército de patos de borracha amarelos pelo país.

A própria oposição resiste travando a aprovação de projetos de lei que visam a retomar o crescimento econômico (projetos com as quais ela concorda, aliás), ocupando o espaço com discursos pró-impeachment, para desgastar o governo federal e forçar sua saída. E prometem fazer o mesmo caso o impeachment não passe.

Daí quando trabalhadores e movimentos sociais prometem resistência, cruzando os braços em greves e ocupando ruas, avenidas e outros espaços, a ação vira caso de polícia? Aonde o pessoal acha que está? Ou onde gostaria que estivéssemos? No Brasil do final do século 19 ou em plena ditadura civil-militar?

A criminalização da resistência de apenas um dos lados dessa disputa mostra o quanto os atores de nosso sistema político são incapazes de entender o que é, de fato, uma democracia. Chamar de chantagem toda forma de protesto com a qual não concordamos é, no mínimo, infantil.

A oposição não vai admitir, mas a quantidade de pessoas que têm ido às ruas para criticar a forma como está sendo conduzido o processo de impeachment – atenção, não confundir com ir às ruas para apoiar esse governo – foi maior que a esperada. À frente de muitas delas, está o MTST e a Frente Povo sem Medo, que se mantém bastante críticos ao Palácio do Planalto.

A partir daí, a narrativa para a criminalização de movimentos sociais tem sido anabolizada na mídia, nas redes sociais, nos espaços políticos. Narrativa que quer inverter os sentidos das palavras e transformar resistência popular em ameaça à democracia e à governabilidade.

Guilherme Boulos é liderança do principal movimento socia Leia mais