Roberto Freire e Paulinho da Força, comandantes do golpe, estão na lista da propina da Odebrecht. E agora?

do Brasil 247

Documento apreendido pela Polícia Federal revela que alguns dos principais articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff, como os deputados Roberto Freire (PPS-PE) e Paulinho da Força (SDD-SP), também aparecem na lista de pagamentos da Odebrecht; os partidos de ambos, PPS e Solidariedade, receberam bônus da empreiteira; Freire, cujo nome aparece ao lado do valor de R$ 500 mil, afirma que as doações recebidas pelo PPS foram legais; pagamentos da Odebrecht, no entanto, foram feitos por meio de uma distribuidora de bebidas; o partido diz que imaginava que os recursos vinham da construtora.

Documento apreendido pela Polícia Federal revela que alguns dos principais articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff, como os deputados Roberto Freire (PPS-PE) e Paulinho da Força (SDD-SP), também aparecem na lista de pagamentos da Odebrecht; os partidos de ambos, PPS e Solidariedade, receberam bônus da empreiteira; Freire, cujo nome aparece ao lado do valor de R$ 500 mil, afirma que as doações recebidas pelo PPS foram legais; pagamentos da Odebrecht, no entanto, foram feitos por meio de uma distribuidora de bebidas; o partido diz que imaginava que os recursos vinham da construtora.

O listão da Odebrecht também atinge políticos que estão na linha de frente do golpe contra a presidente Dilma Rousseff, como os deputados Roberto Freire (PPS-SP) e Paulinho da Força (SDD-SP). Ambos aparecem na lista de beneficiários de pagamentos de bônus da empreiteira, segundo reportagem de Mateus Coutinho (leia aqui).

Os documentos foram encontrados na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa Silva Junior, no Rio de Janeiro, e revelam “pagamentos via bônus” a partidos e a políticos de sete siglas: PSDB, PMDB, PT, DEM, PPS, PDT e PTB, nas eleições municipais de 2012.

No caso de Roberto Freire, que não foi candidato naquele ano, aparece o valor de R$ 500 mil. O mesmo valor é anotado ao lado do nome de Paulinho da Força e também de outra política do PPS, a ex-vereadora Soninha Francine.

Em 2012, no entanto, não há doações da Odebrecht registradas no Tribunal Superior Eleitoral para o PPS. Freire alega que o dinheiro veio de uma distribuidora de bebidas e que o partido imaginava se tratar da empreiteira.

“Oficialmente, a sigla não recebeu nenhuma doação de empresas do grupo Odebrecht naquele ano. Questionado pela reportagem, Roberto Freire disse que o partido recebeu R$ 500 mil da Odebrecht em 31 de agosto, contudo ele encaminhou um comprovante de doação de uma empresa distribuidora de bebidas e alegou que, no período, foi informado que o dinheiro era da Odebrecht”, diz a reportagem de Mateus Coutinho.

Eis a posição de Roberto Freire:

“Sequer fui candidato a cargo eletivo no pleito eleitoral de 2012. A referência a meu nome na mensagem eletrônica encaminhada pelo senhor tem justificativa apenas e tão somente pelo meu exercício à frente da Presidência do PPS. Sendo a doação em questão endereçada ao partido, por óbvio, apenas se trata da indicação de meu nome como Presidente do PPS Nacional. Outra interpretação seria impossível, vez que sequer disputei as eleições neste ano de 2012. Desconheço o significado da expressão “vizinho” ao lado de meu nome no referido e-mail.

O valor de R$ 500.000,00 foi doado ao PPS pela construtora Odebrecht em 31.08.2012, e depositado na conta corrente do Diretório Estadual do PPS em Alagoas, e devidamente declarado à Justiça Eleitoral quando da prestação de contas eleitorais, conforme documento público extraído do website do Tribunal Superior Eleitoral, ora anexado.

Não conheço o Sr. Luiz Eduardo da Rocha Soares, e nunca tratei de solicitação de doações eleitorais com esse senhor. Além disso, é descabido supor que o PPS soubesse da origem – lícita ou ilícita – dos valores doados pela empresa.

Por oportuno, coloco-me à disposição para demais esclarecimentos.

Atenciosamente,

Deputado Federal Roberto Freire

Presidente Nacional do PPS”

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