Coluna da Gleisi Hoffmann: Quem vai acalmar o país agora?

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Em sua coluna desta segunda-feira (7), a senadora Gleisi Hofmann (PT) questiona as ações recentes da Operação Lava Jato que estariam incendiando o País. Para Gleisi, a operação tem objetivos políticos ao produzir investigações e vazamentos seletivos. Segundo ela, a investida busca “acabar com um partido político, destruir a imagem de um ex-presidente, desmoralizar o governo, mais que isso, mudar o governo.” Para a senadora, mexer com o ex-presidente Lula tentando destruir sua credibilidade é uma ação perigosa pois não faltará quem o defenda e isso deve incendiar o país. Leia, ouça, comente e compartilhe.

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Gleisi Hoffmann*

O sequestro de Lula foi uma operação política, midiática e inconstitucional. Incendiou os ânimos da militância de parte a parte e colocou a sociedade em estado de ebulição política. A situação ficou tão grave que o próprio juiz Sérgio Moro, que fala que só se manifesta nos autos, soltou uma nota para justificar o feito.

Disse que não havia antecipação de culpa, que a medida visava apenas esclarecimentos da verdade e que foram tomados cuidados para preservar a imagem do ex -presidente Lula(?). Repudiou ainda “atos de violência”.

Para tomar um depoimento à bem da verdade precisa o Ministério Público mobilizar 200 policiais federais, helicópteros, carros, naquela quantidade? Uma intimação juridicamente sustentada não teria chegado ao mesmo resultado, sem grandes gastos, comoção e insuflação política?!

A dita condução coercitiva está sendo objeto de discordância e críticas por vários juristas: “Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão que resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello. Ele não é petista!

Celso Antônio Bandeira de Mello, conceituado jurista, que também não é petista, foi na mesma direção: “Não passa de um absurdo. Porque quem não se recusa a depor, quem não resiste a colaborar com a autoridade, não pode receber nenhuma condução coercitiva”.

Outro não petista, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, também explicou a revista eletrônica Consultor Jurídico: “Sem a negativa, a condução à força é desnecessária… Todos devem ser investigados quando houver motivo, mas dentro da lei”.

Nunca me coloquei contra a Lava Jato como instrumento de combate à corrupção, importante para ajudar a mudar os costumes no Brasil. Mas sempre critiquei aspectos que considero falhas de condução, como os vazamentos seletivos feitos por autoridades investigativas, de maneira claramente direcionadas para abastecer a  mídia de fofocas, poupando oposicionistas e condenando governistas.

Agora, percebi que não apenas os vazamentos são seletivos,  as investigações e os objetivos da Lava Jato é que são seletivos. Não se está buscando de fato combater e muito menos acabar com a corrupção no Brasil. Está se buscando acabar com um partido político, destruir a imagem de um ex-presidente, desmoralizar o governo, mais que isso, mudar o governo. Isto ficou mais que caracterizado com o sequestro do presidente Lula, com ampla cobertura midiática engajada na mesma versão.

A jornalista Hildegard Angel fez uma avaliação forte, e ela sabe do que está falando: “A sociedade precisa refletir sobre a gravidade do atual momento brasileiro, quando o que se parece pretender não é o cumprimento da lei, é a perseguição a um político que um grupo não aprova: Lula. Quando exorbita-se com 1, exorbita-se com 1 milhão. Já vimos esse filme. Os golpistas são os mesmos, as táticas iguais às de 54 e 64, os caminhos percorridos idênticos, os argumentos se repetem… Vergonha dos companheiros da imprensa – não mais os chamarei de companheiros – que ajudaram a fazer ferver esse caldeirão para desestabilizar o Brasil e promover o caos, disseminando meias verdades, verdades transversas, dados manipulados, insinuações cínicas.”

O caldeirão está fervendo. Mexer com o maior líder popular que este país já teve, querer que ele simbolize o processo histórico de corrupção promovido pelas elites nos 500 anos que governaram o Brasil, não será aceito passivamente, seja pela militância de esquerda, pelos movimentos sociais, seja por grande parte da população mais pobre do país, que nos últimos 13 anos foi tratada com dignidade e consideração.

A situação, se não tomar o caminho da legalidade, só tende a piorar. Quem vai se responsabilizar por ela?

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

9 Comentários

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  2. Para presidente Tiririca pior do que está não fica.
    Tiririca 2018 e fim de papo.

  3. Ainda tem gente que fala do Aécio? Se liguem, este indivíduo não ta fazendo nada. Agora, o povo quer é Bolsonaro. Ninguém mais aguenta este governo Corrupto e Incompetente.

  4. Quem vai se responsabilizar? O inimigo público número um da jovem democracia brasileira: Aécio Neves, o garotinho mimado, que não acieta perder a partida de futebol e quer furar a bola! Jamais será presidente, pois a resitência à sua personalidade insana cresce dentro de seu próprio partido. O maior cacique-mor do partirdo já descolou dele. Alckmim, por sua vez, não abriria mão de sua candidatura, já vitoriosa em seu estado, em prol de um desequilibrado, goverandor derrotado em seu próprio estado, fato inédito na política recente.

    • Willians vc está certo. Por isso BOLSONARO PRESIDENTE 2018

    • Caro Williams, seu argumento é que o PSDB é culpado? Não tem outro argumento? Não seria o PT um partido arrogante, que vendeu sua alma do diabo (PMDB) e agora está pagando o preço? Não seria a Dilma uma fraca, sem moral, marionete do Lulla? O Lulla não recebeu dinheiro de propina? Ah vá, mesmo petista você não pode ser tão burro….

  5. Estão novamente fazendo a mesma eca de 1964, onde os “movimentos sociais” foram as ruas para apoiar de um lado o golpe político em cima de um Presidente legitimamente eleito e do outra lado o pessoal que era contra os apoiadores do golpismo. O que estamos vendo é isso novamente que poderá acabar como acabou em 1964 e a gente recriar a ditadura militar novamente e aí a gente vai é virar uma Venezuela de fato como dizem os malidiscentes que dão ouvidos a políticos que somente estão imbuídos de realizar os seus desejos pessoais. Que o digo o Aécio que até hoje não aceita o NÃO da urnas.
    Como todos quero um Brasil melhor para os meus filhos e seus filhos, só não quero é viver mais 30 anos em um país onde o computador pessoal levou dez anos para aparecer aqui e a gente só via está realidade mundial em cinemas nos filmes americanos. Vamos pensar um pouco povão. Que de fato está se beneficiando com isso, nós o povão que leva este Brasil na costa ou os políticos com seus interesses exclusos?
    Pensem antes de irem as ruas, pois o Brasil não merece um conflito civil neste momento.

  6. Ei, dona Gleicy, quem inventou esse negócio de nós contra eles, pobres contra ricos que não suportam vê-los no mesmo avião, a cantilena cansativa de Casa Grande e Senzala.
    O discurso cansou.

  7. O país não precisa de ninguém que o acalme, senadora da florzinha de madeira…
    Precisa sim ficar acordado e esperto, contra todos os quadrilheiros da política nacional, independente de partido.
    E independente também de quem sejam os quadrilhieros, que vão todos para trás das grades!!!
    Entendeu, ou quer que eu desenhe?????