Coluna do Marcelo Belinati: O Brasil precisa voltar a crescer

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Em sua coluna desta sexta-feira (4), o deputado federal Marcelo Belinati (PP) aborda a crise econômica que castiga o povo brasileiro, e o imobilismo do governo federal que não ajuda a superar este momento difícil. Segundo o deputado, a população está atônita com a situação, preocupada com os índices de desemprego e sentindo diariamente no bolso os efeitos da inflação. Ele lembra que a crise política, com as constantes denúncias de corrupção, acaba por piorar o cenário, criando um ambiente de insegurança geral. Marcelo critica ainda a tentativa do governo de aumentar impostos e recriar a CPMF, o que para ele não ajuda em nada neste momento. Leia, ouça, comente e compartilhe.

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Marcelo Belinati*

Estão cada dia mais evidentes os sinais que desta vez a crise econômica que assola o país veio para ficar. Paralelamente a isso temos a crise política, que também não dá sinais de arrefecimento. O pior é que os últimos acontecimentos envolvendo a deleção premiada do Senador Delcidio do Amaral colocaram ainda mais combustível nesta fogueira.

Nos últimos dias, as manchetes dos principais jornais brasileiros estamparam uma sucessão interminável dos efeitos desastrosos da economia na vida das pessoas: “brasileiros deixaram de pagar contas de luz, água e telefone”; “planos de saúde perdem 13,7 mil beneficiários por mês”, “100 mil lojas foram fechadas em 2015”, “mais de um milhão de alunos deixaram escolas particulares em meio à crise”, entre tantas outras chamadas alarmantes.

Ao mesmo tempo, a população atônita com tanta notícia ruim e preocupada com os índices crescentes de desemprego, sente diariamente no bolso os aumentos em produtos e serviços de primeira necessidade, principalmente nos alimentos que compõem a cesta básica.

Em outros momentos de crise o frango foi a salvação de boa parte da população, que o comprava a R$ 1,00 o quilo, substituindo a carne vermelha. Hoje a realidade não é mais essa, não há um produto mais em conta que possa substituir a alimentação diária do brasileiro.

O que vemos é a eliminação de itens considerados de menor prioridade, mantendo o básico dos básicos nos armários de um número cada vez maior de brasileiros.

Diante deste quadro, tenho cobrado e questionado até quando assistiremos o Governo permanecer anestesiado sem adotar medidas de urgência urgentíssima para estancar a desaceleração da economia e fazer o Brasil retomar os trilhos do desenvolvimento.

Infelizmente o Governo escolheu o pior caminho. Ao invés de reaquecer a economia, tem apresentado como solução o aumento de taxas e impostos, corte de subsídios, supressão de direitos históricos da classe trabalhadora, além da retomada da CMPF (imposto do cheque), dentre outras tantas medidas.

Não é esse o caminho!

Não adianta querer pagar a conta da ineficiência sacrificando o emprego da população e colocando a perder as conquistas sociais das últimas décadas.

Setores progressistas importantes da sociedade e até mesmo partidos com filosofia de esquerda ligados ao próprio Governo começam a perder a paciência com essa inércia em promover políticas públicas que estimulem a economia.

Aumentar a carga tributária, os juros – que só ajudam os bancos e os banqueiros –, em nada vai fazer o brasileiro comum sair do quadro de endividamento em que se encontra hoje. Ao contrário, só vai piorar ainda mais esta situação.

É em momentos de crise e dificuldade que os grandes líderes se sobressaem. Ao invés de lamúrias e medidas simplistas que só prejudicam a população, é preciso coragem e ousadia, enxergar na crise uma oportunidade ímpar de realizar as transformações que nosso país tanto carece.

O Brasil precisa de uma máquina pública mais eficiente e ágil, uma política tributária racional e justa, garantia da manutenção das conquistas sociais e estímulos concretos para a retomada do crescimento para que a população brasileira volte a acreditar que é possível, sim, construirmos um país mais justo, generoso e com oportunidade para todos.

*Marcelo Belinati, médico e advogado londrinense, é deputado federal pelo PP do Paraná. Escreve nas sextas-feiras sobre “Política Sem Corrupção”.

1 Comentário

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  1. E amanhã, deputado?!? Vai ficar do lado dos golpistas ou vai defender a democracia? Estamos de olho.