“Ministério da Justiça deveria investigar a farra golpista do sistema S com dinheiro público”

Economista e jornalista J. Carlos de Assis, em artigo especial, defende que o Ministério da Justiça investigue farra publicitária do Sistema S, comandado por Pato Skaf, em favor do golpe contra a democracia e o governo Dilma Rousseff; articulista calcula que R$ 20 milhões de dinheiro público foram destinados às burras da velha mídia golpista, para patrocinar movimentos pelo impeachment e aqueles patos infláveis; “Espero que o honrado Ministro da Justiça abra um procedimento investigatório para saber de onde a Fiesp tira dinheiro para propagandear pelo impeachment e tentar desestruturar o Estado, inclusive insistindo em seu mantra contra impostos, que naturalmente não inclui as contribuições para Sesi e Senai”, solicita J. Carlos de Assis; abaixo, leia a íntegra do artigo.

Economista e jornalista J. Carlos de Assis, em artigo especial, defende que o Ministério da Justiça investigue farra publicitária do Sistema S, comandado por Pato Skaf, em favor do golpe contra a democracia e o governo Dilma Rousseff; articulista calcula que R$ 20 milhões de dinheiro público foram destinados às burras da velha mídia golpista, para patrocinar movimentos pelo impeachment e aqueles patos infláveis; “Espero que o honrado Ministro da Justiça abra um procedimento investigatório para saber de onde a Fiesp tira dinheiro para propagandear pelo impeachment e tentar desestruturar o Estado, inclusive insistindo em seu mantra contra impostos, que naturalmente não inclui as contribuições para Sesi e Senai”, solicita J. Carlos de Assis; abaixo, leia a íntegra do artigo.

J. Carlos de Assis*

Marx supunha que o capitalismo explodiria por conta de suas próprias contradições internas. Parte do capitalismo brasileiro não quer esperar por isso. Corre o risco de explodir por conta de sua imbecilidade. As matérias pagas pedindo o impeachment da Presidenta Dilma em edições de quatro jornais de ontem denotam a suprema estupidez do empresariado, sobretudo paulista, capitaneado por essa figura caricata de Paulo Skaf, por perderam completamente a perspectiva dos interesses reais em favor de ideologia política.

É bem verdade que, para seus propósitos imbecis, Skaf é um sujeito de sorte. Encontrou entre dirigentes das classes trabalhadoras um trânsfuga do movimento sindical, Paulinho da Força, que se coloca na vanguarda do atraso em matéria de política econômica e tornou-se seu sócio. Skaf teve sorte também por trocar a fatigante vida industrial pela comodidade do corporativismo sindical, apossando-se de uma das maiores caixas da República, o dinheiro público arrecadado em nome do Sesi e do Senai.

A exposição pública de dinheiro esbanjado na propaganda do impeachment, com a cobertura de assinaturas provavelmente financiadas pela própria Fiesp, é um acinte à decência e um desafio à ética. Algum procurador da República, desses que preservam a honra de não agir segundo preferências partidárias, deveria investigar a fonte dos recursos usados nessa propaganda, ou seja, se há ali dinheiro do Sesi e do Senai – dinheiro público que deve estar sob fiscalização do TCU e demais órgãos de controle da administração federal, mas que não está.

Não só pelo descaramento do uso político-partidário de verbas oriundas de recursos parafiscais essa atuação de Skaf deveria ser investigada. Ele e o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugênio, introduziram no sistema S a inacreditável cobrança por cursos de profissionalização. Um sistema inventado por Getúlio e empresários idealistas, no tempo em que os havia, foi degenerado numa arapuca para ganhar dinheiro de pobres e de desempregados, numa verdadeira aberração das finalidades do Senai.

Por que a imprensa brasileira nunca denunciou isso? A resposta está nas páginas do pedido de impeachment. Na verdade, a Fiesp não quer apenas fazer propaganda do golpe. Quer também encher de dinheiro as burras dos jornais cujo partidarismo extremo, desafiando a inteligência dos leitores, os estão levando à falência. A propaganda do impeachment deve ter reforçado o caixa cambaleante dos jornais em mais de R$ 20 milhões pelos meus cálculos, uma forma de compensá-los pela sórdida cobertura da situação brasileira no noticiário diário caracterizado pela manipulação da opinião pública.

Espero que o honrado Ministro da Justiça abra um procedimento investigatório para saber de onde a Fiesp tira dinheiro para propagandear pelo impeachment e tentar desestruturar o Estado, inclusive insistindo em seu mantra contra impostos, que naturalmente não inclui as contribuições para Sesi e Senai. Sua invocação de cidadania é absolutamente falsa. Repare bem na cara de Skaf, e dê uma olhada paralela na cara de Paulinho da Força: parecem gente honesta? De fato, quanto a Paulinho, o que ele quer é se colocar sob as asas de Eduardo Cunha para que os dois, por algum expediente metafísico, escapem de seus processos de roubo e improbidade administrativa a que respondem no Supremo. Quanto a Skaf, com um pouquinho mais de esforço ele destrói a indústria paulista por pura ideologia.

*J. Carlos de Assis é jornalista e economista, doutor pela Coppe/UFRJ, da Aliança pelo Brasil.

5 Comentários

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  4. Pois é, Esmael, é isso que eu falo. Essas FIESP e FIRJAN recolhem fortunas do Sistema S e em vez de desenvolverem projetos de modernização da indústria, terminam comprando BONECO INFLÁVEL COM DINHEIRO PÚBLICO. Já passou da hora de se realizar uma AUDITORIA INDEPENDENTE NESTE FAMIGERADO SISTEMA S.

  5. Pois é. Assim foi na Alemanha, assim foi na Itália, assim foi na Espanha, assim foi em Portugal. Assim caminhamos para sermos.
    Mas, se depender de mim, não será assim. Apesar de meus 61 anos ainda sei e posso lutar muito. Quem viver, verá.

    Você sabe o que é fascismo?
    >> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/03/22/voce-sabe-o-que-e-fascismo/

    Você começou a entender o que é o fascismo.
    >> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/03/29/voce-comecou-a-entender-o-que-e-o-fascismo/

    Abraço grande.
    Amor, compaixão, solidariedade (e não é contraditório!)
    Felicidade. Sempre. (e é sempre possível)