‘FHC propõe institucionalizar a corrupção e criar a república das empreiteiras no país’

Ivo Pugnaloni, em artigo especial para o Blog do Esmael, neste domingo (6), disseca o último artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, na opinião do articulista, propõe a institucionalização da corrupção e a criação da república das empreiteiras envolvidas na Lava Jato; “FHC para evitar a corrupção, propõe que a mesma se institucionalize. E que as grandes empreiteiras, que no passado financiaram todos os candidatos, fossem agora obrigadas a cumprir um tipo estranho de fidelidade partidária: a fidelidade do financiamento ideológico exclusivo”, ironiza Pugnaloni, que ainda brinda os leitores com a informação de que FHC fora financiado pela CIA; leia, opine e compartilhe.

Ivo Pugnaloni, em artigo especial para o Blog do Esmael, neste domingo (6), disseca o último artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, na opinião do articulista, propõe a institucionalização da corrupção e a criação da república das empreiteiras envolvidas na Lava Jato; “FHC para evitar a corrupção, propõe que a mesma se institucionalize. E que as grandes empreiteiras, que no passado financiaram todos os candidatos, fossem agora obrigadas a cumprir um tipo estranho de fidelidade partidária: a fidelidade do financiamento ideológico exclusivo”, ironiza Pugnaloni, que ainda brinda os leitores com a informação de que FHC fora financiado pela CIA; leia, opine e compartilhe.

Como se vendessem uma fazenda, de “porteira fechada”

Quem pagou a Conta? O novo artigo de FHC deveria nos levar a conhecer mais sobre o professor de sociologia da USP que se tornou milionário.

por Ivo Pugnaloni*

O aparente recuo do artigo de Fernando Henrique Cardoso, líder do golpe midiático-policial em curso não engana ninguém.

O primeiro professor de sociologia da USP a adquirir um apartamento de 11 milhões de euros na Avenida Foch numero 11 em Paris, está apenas jogando uma corda do barco. Não para salvar, mas para enforcar Lula, Dilma e toda a esquerda politica.

Em seu artigo desta semana FHC nos diz mais ou menos: “Viram gentalha, o que deu vocês sonharem que poderiam governar o Brasil pelo voto e não entregarem aquilo que exigimos, em especial a Petrobrás e o pré-sal, para os grupos econômicos e governos que representamos aqui no Brasil?”

“Viu escória lulopetista como a nossa velha aliada de todos os golpes, a Rede Globo, consegue transformar milhares de pessoas normais, mães, pais de família e estudantes, em seres incapazes de raciocinar, que vão para a rua seguindo impulsos de ódio que enviamos através das redes sociais, gritando contra a corrupção?”

“Viram petralhas como nós podemos virar de cabeça para baixo o tal regime democrático e transformá-lo num inferno, usando para isso, um único juiz, casado com uma advogada que trabalha para a Shell, uma das futuras donas do pré-sal e para o PSDB, transformando-o em herói nacional através da Rede Globo, sem que ninguém no Brasil ainda perceba?”

No final do artigo, vitorioso, FHC abre o jogo e impõe suas condições para salvar Lula e Dilma das garras de seus “pitbulls”.

“Por boas que tenham sido as intenções da proibição de contribuição de empresas aos partidos, teria sido melhor limitar a contribuição de cada conglomerado econômico a, digamos, X milhões de reais, obrigando as empresas a doarem apenas ao partido que escolherem, e por intermédio do Tribunal Superior Eleitoral, que controlaria os gastos das campanhas.”

Ou seja, FHC para evitar a corrupção, propõe que a mesma se institucionalize. E que as  grandes empreiteiras como a Oderbrecht , a OAS , a UTC, a Andrade Gutierrez, a Camargo Correia, que no passado financiaram todos os candidatos, de Lula, a Dilma, a Aécio, Alkimin e Serra, fossem agora obrigadas a cumprir um tipo estranho de fidelidade partidária: a fidelidade do financiamento ideológico exclusivo.

Assim o dinheiro só poderia ser dirigido e totalmente absorvido pelos partidos da Casa Grande, o PSDB, DEM, PPS. Em resumo pelos partidos comandados por FHC.

Chega dessa promiscuidade da Oderbrecht, por exemplo, ter contribuído com a campanha do Aécio e da Dilma. Teria que ser só na do Aécio, partido indicado por ele, FHC para ser escolhido pela empresa para fazer sua aliança no Congresso e no Planalto.

A proposta de FHC para tornar o regime democrático mais forte é muito simples. Transformar de uma vez os partidos da Casa Grande em únicos operadores políticos terceirizados das grandes empresas nacionais.

De tal forma que elas fossem obrigadas a colocar no poder sempre políticos dos partidos do grupo de FHC, para que tal como na época da privatização, que iria salvar o Brasil, estes inscrevam na lei à entrega definitiva das riquezas do Brasil aos grupos econômicos que sustentam FHC e sua banda de música entreguista, desde o século passado.

Quanto ao Judiciário, FHC ainda está um pouco tímido e não propôs o financiamento exclusivo pelas grandes empresas. É meio difícil, o tema é complexo. Mas ele chega lá.

 “Quem Pagou a Conta?

Mas quem sustenta FHC desde o século passado? Como um ex-professor da USP, que foi senador e presidente do Brasil, teria conseguido comprar um apartamento no endereço mais caro de Paris por 11 milhões de euros?

“Quem pagou a conta” é o título do livro que o leitor mais atento poderá encontrar consultando a Wikipedia, logo após ler esse artigo.

Nele, a pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders coloca o ex-presidente FHC, que agora quer criar o financiamento ideológico exclusivo, em uma longa lista de políticos, escritores e intelectuais que foram sustentados financeira e politicamente pela CIA, um órgão de inteligência do governo dos Estados Unidos da América.

Eis o texto integral do Wikipedia: “É nele ( no livro “Quem pagou a conta?”) que vamos encontrar a forma como  como a CIA financiou publicações internacionais, artistas, intelectuais de centro e esquerda, desde do término da Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria, num esforço para mantê-los distantes da ideologia comunista e aproximá-los do “american way of life“. O livro também revela um gigantesco financiamento do governo americano à organizações e associações de direita em nível global. [1] [2] .

Com esta política, a CIA foi capaz de angariar o apoio de alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental, a ponto de muitos passarem a fazer parte de sua folha de pagamentos. Muitas publicações famosas receberam apoio direto ou indireto. Entre os intelectuais patrocinados ou promovidos pela CIA estavam Irving Kristol, Isaiah Berlin, Stephen Spender, Sidney Hook, Daniel Bell, Robert Lowell, Hannah Arendt, Fernando Henrique Cardoso[3] e muitos outros.

Na Europa, havia um interesse especial na Esquerda Democrática e em ex-esquerdistas, como Arthur Koestler, Raymond Aron e George Orwell. A prosa de Frances Stonor Saunders leva o leitor de volta a uma época em que a política era tudo, e em que espiões endinheirados sabiam o valor e o preço do controle da cultura[4] [5] .

Sobre o Brasil, livro pergunta e ao mesmo tempo responde, quem “pagava a conta” era a CIA, a mesma fonte que financiou a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, dos milhões de dólares entregues a Fundação Ford, US$ 145 mil iniciais foram dados para Fernando Henrique Cardoso[6] , ex-presidente do país no período de 1994 a 2002[7] 

Por tudo isso, FHC não pode ser levado a sério. Não merece resposta.

Otávio Mangabeira só não osculou outra coisa de Eisenhower porque as posições em que estavam estava não permitiram. Mesmo assim, foi coisa de baba-ovo.

Otávio Mangabeira só não osculou outra coisa de Eisenhower porque as posições em que estavam estava não permitiram. Mesmo assim, foi coisa de baba-ovo.

Não estamos falando com o “dono dos porcos”, como se dizia aqui no sul, mas apenas com o tropeiro, que tocavam as porcadas de Santa Catarina e do Paraná, para vender no mercado em Sorocaba. Passando por Curitiba, que coincidência!

Para ilustrar esse artigo, nada melhor do que a foto do presidente da UDN, o PSDB de antigamente, Otávio Mangabeira, que sendo presidente do Congresso Nacional, beijou a mão do General Dweight Eisenwouer, quando este sendo candidato a presidente dos Estados Unidos em 1946, visitou aquela que pensavam iria ser sua próxima colônia.

Veja o vídeo aqui, caro leitor, para contextualizar o assunto e ver que mesmo antes da TV Globo, a Casa Grande já possui essa estranha vocação de vender o país e subordinar seus cidadãos. Como se vendessem uma fazenda, de “porteira fechada”.

*Ivo Pugnaloni é engenheiro eletricista, empresário e militante do Partido dos Trabalhadores no Paraná.

11 Comentários

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  2. Pelo menos uma vez o FHC disse algo de correto. O Brasil na realidade é mandado pelos grandes grupos econômicos de vários segmentos da nossa economia ou seja, nós só formalizamos nos dias das eleições o capataz destes grandes grupos econômicos que tomam posse no Planalto com o cargo de Presidente, Senadores, Deputado Estadual e a nível nacional e municipal, nos cargos de Governador e Deputados Estadual, Prefeito e Vereadores.
    Nisso eu tenho que concorda com ele e o Lula aprendeu quando proferiu uma frase enigmática “Eu achava que quando eleito Presidente eu iria mandar, mas só sou um funcionário público bem remunerado” que ouviu e entendeu o recado, sacou que os verdadeiros mandatários no Brasil, são os grande grupos econômicos e mais ninguém.

  3. E quanto a CARTA DE PORTO ALEGRE??????

  4. Fernando Henrique Cardoso
    06/03/2016 14:39 CET

    OBS: Este é o texto comentado na matéria leiam e tirem suas próprias conclusões. Não se deixem levar pelos que querem colocar lenha na fogueira.

    É preciso abrir o jogo: não se trata só de Dilma ou do PT, mas da exaustão do atual arranjo político brasileiro.. E mais: o que idealizamos na Constituição de 1988, cujo valor é indiscutível, era construir uma democracia plena e um país decente, com acesso generalizado à educação pública, saúde gratuita e previdência social. Mais ainda, acesso à terra para os que nela precisassem trabalhar, bem como assistência social aos que dela necessitassem. A execução deste programa encontra dificuldades crescentes porque a estrutura estatal é burocratizada e corporativista. E também porque a sociedade não quer e não pode pagar cada vez mais tributos quando os gastos não param de se expandir.

    Era inevitável que nos encontrássemos nessa situação? Não. Contudo, para evitar a crise do sistema de partidos e da relação Executivo/Legislativo, teriam sido necessários, no mínimo, os contrapesos da “lei de barreira” e da proibição de alianças partidárias nas eleições proporcionais, restrição aos gastos de campanha e regras mais severas para seu financiamento.

    Mas não é só. A má condução da política econômica tornou impossível ao governo petista seguir oferecendo os benefícios sociais propostos, senão pagando o preço da falência do Tesouro. Não me refiro às bolsas, que vêm do governo Itamar, foram ampliadas em meu governo e consolidadas nos governos petistas: elas são grãos de areia quando comparadas com as “bolsas empresários” oferecidas pelos bancos públicos com recursos do Tesouro. Sem mencionar o grau inédito de corrupção, azeite que amaciou as relações entre governos, partidos e empresas e que deu no que deu: desmoralização e desesperança. Oxalá continue a dar cadeia também.

    Diante disso, como manter a ilusão de que as instituições estão funcionando? Algumas corporações do estado, sim, se robusteceram: partes do Ministério Público e da Polícia Federal, segmentos do Judiciário, as Forças Armadas e partes significativas da burocracia pública, como no Itamaraty, na Receita e em algum ministério, ou no Banco Central. Entretanto, no conjunto, o Estado entrou em paralisia, não só o Executivo, como também a burocracia e o Congresso. Este pelas causas acima aludidas, cuja consequência mais visível é a fragmentação dos partidos e a quase impossibilidade de se constituir maiorias para enfrentaras dificuldades que estão levando ao desmonte do sistema político.

    Nada disso ocorreu de repente. Repito o que disse em outras oportunidades: na viagem que a presidente Dilma fez em 2013 para prestar homenagens fúnebres a Mandela, acompanhada por todos os ex-presidentes, eu mesmo lhes disse: o sistema político acabou; nossos partidos não podem ou não querem mudar; busquemos os mínimos denominadores comuns para sair do impasse, pois somos todos responsáveis por ele. Apenas o presidente Sarney se mostrou sensível às minhas palavras.

    Agora é tarde. Estamos em situação que se aproxima à da Quarta República Francesa, cujo fim coincidiu com os desajustes das guerras coloniais, tentativas de golpe e, finalmente, a solução gaullista. Aqui as Forças Armadas, como é certo, são garantes da ordem e não atores políticos. É hora, portanto, de líderes, de pessoas desassombradas, dizerem a verdade: não sairemos da encalacrada sem um esforço coletivo e uma mudança nas regras do jogo. A questão não é só, econômica. Sobre as medidas econômicas, à parte os aloprados de sempre, vai-se formando uma convergência, basta ler nos jornais o que dizem os economistas.

    Mesmo temas sensíveis, nos quais ousei tocar quando exercia a presidência e que caro me custaram em matéria de popularidade, voltam à baila:no âmbito trabalhista, como disse o novo presidente do Superior Tribunal do Trabalho, Gandra Martins, citando como exemplo o Programa de Proteção ao Emprego, comecemos por aceitar que o acordado entre os sindicatos prevaleça sobre o legislado, desde que respeitadas as garantias fundamentais asseguradas aos trabalhadores pela CLT. Enfrentemos o déficit previdenciário, definindo uma idade mínima para a aposentadoria que se efetive progressivamente, digamos, em dez anos. Aspiremos, com audácia, que um novo governo, formado dentro das regras constitucionais, leve o Congresso a aprovar algumas medidas básicas que limitem o endividamento federal, compatibilizem o gasto público com o crescimento do PIB e das receita se melhorem o sistema tributário, em especial em relação ao ICMS.

    Dentre as medidas fundamentais a serem aprovadas, a principal é, obviamente, a reformulação da legislação partidário-eleitoral. O nó é político: eleições com a legislação atual resultarão na repetição do mesmo despautério no Legislativo. Há que mudar logo a lei dos partidos, restringindo a expansão de seu número, e alterando as regras de financiamento eleitoral para evitar a corrupção. Por boas que tenham sido as intenções da proibição de contribuição de empresas aos partidos, teria sido melhor limitar a contribuição de cada conglomerado econômico a, digamos, X milhões de reais, obrigando as empresas a doarem apenas ao partido que escolherem, e por intermédio do Tribunal Superior Eleitoral, que controlaria os gastos das campanhas. A proibição pura e simples pode levar, como ocorreu em outros países, a que o dinheiro ilícito, de caixa dois ou do crime organizado, destrua de vez o sistema representativo.

    Ideias não faltam. Mas é preciso mudar a cultura, o que é lento, e reformar já as instituições. É tempo para que se verifique a viabilidade, como proposto pela Ordem dos Advogados do Brasil e por vários parlamentares, de instituir um regime semi-parlamentarista, com uma Presidência forte e equilibradora, mas não gerencial. Só nas crises se fazem grandes mudanças. Estamos em uma. Mãos à obra.

  5. Ivo Pugnaloni sugiro ler Paginas Amarelas da semana passada de 2/3/2016 onde o Jurista Modesto Carvalho declara que o Presidente Itamar Franco criou uma Comissão para investigar a corrupção das empreiteiras no Governo Federal, já estava pronto decreto proibindo estas empreiteiras trabalhar com Governo Federal e suas empresas mais estávamos em campanha politica que elegeu FHC e as discussões sobre o decreto sumiu

  6. Mas, o FHC, já institucionalizou a corrupção lá atrás, em seus dois mandatos. Nunca se roubou tanto, nunca se transferiu tantos bens públicos a “privadas! como em seu governo e nunca se distribuiu tantas concessões públicas, inclusive de rádios e TV como lá em troca de favores políticos, fora a mal falada reeleição. Graças ao bom Deus, estamos vendo hoje as mazelas de ontem e, mesmo que parcialmente, e direcionadamente a somente um partido, mesmo sem as devidas provas legais e incriminações um tanto que estapafúrdias, parte dessa corrupção está vindo a tona. Esse mimimi é mais uma parte do que podemos entender como golpe.

    • Sim, este cretino vendeu o Brasil.A PETROBRÁS teve 49,5% de suas a;cões vendidas nos EUA, que valiam , valor de bolsa,US$ 58 bi POR MEROS 8,5.Crime de lesa pátria. Mais prejuizo do que os PTralhas causaram à nossa maior empresa. Agora o senado vota açodadamente a entrega do pre-sal à Shell e `Chevron.

  7. Sobre a foto e a legenda.

    Eu achava que a expressão beijamão era só figura de linguagem. Não é que beijam mesmo? FHC na foto com Clinton só não tem coragem….

  8. Pra quem não leu acima, eis o resumo do previsível FHC. Prega golpe institucional, propõe parlamentarismo , com uma “gerência forte” do executivo, só não diz qual força, e essa tal adoção do PSDB descuecado que não consegue nem eleger um candidato na Previa sem comprar voto e sair no tapa. E a classe média das abominações, agora disputa o barraco, já que os pobres estão saindo dele.

  9. em resumo, ele quer que copiemos a corrupçao institucionalizada dos EUA.

  10. Caro Esmael não vi aqui nenhuma matéria sua, repercutindo a “Carta de Porto Alegre” achei estranho, pois, inclusive nosso ex-governador Requião participou do evento. E parece que a postura oficial do partido foi: “Temos que desembarcar do governo e construir a unidade em torno do vice-presidente Michel Temer e da direção nacional do partido para socorrer o Brasil e ajudá-lo a sair do precipício onde se encontra”, diz trecho do documento. Gostaria que repercutisse o comentário e o evento!