‘Apoiar o golpe contra Dilma é indigno para a história do PMDB’

Em emocionado artigo divulgado ontem (24), data em que o PMDB completou 50 anos de existência, o líder sindical Antônio Neto saiu em defesa da legalidade democrática no país; “A democracia e a sua defesa são dispositivos pétreos do nosso PMDB. Sair ou não do governo, não é a questão principal neste momento histórico”, escreveu o dirigente do PMDB Sindical Nacional; Antonio Neto antecipou que votará na reunião do Diretório Nacional do partido na próxima terça-feira, dia 29 de março: contra o golpe em Dilma Rousseff; “A saída do governo pode ser admitida pela história, mas jamais será digno da nossa história apoiar ou participar do impedimento de um presidente se não houver crime de responsabilidade para isso”, sentenciou o líder sindical; a seguir, leia a íntegra do artigo.

Em emocionado artigo divulgado ontem (24), data em que o PMDB completou 50 anos de existência, o líder sindical Antônio Neto saiu em defesa da legalidade democrática no país; “A democracia e a sua defesa são dispositivos pétreos do nosso PMDB. Sair ou não do governo, não é a questão principal neste momento histórico”, escreveu o dirigente do PMDB Sindical Nacional; Antonio Neto antecipou que se posicionará na reunião do Diretório Nacional do partido na próxima terça-feira, dia 29 de março: contra o golpe em Dilma Rousseff; “A saída do governo pode ser admitida pela história, mas jamais será digno da nossa história apoiar ou participar do impedimento de um presidente se não houver crime de responsabilidade para isso”, sentenciou o líder sindical; a seguir, leia a íntegra do artigo.

Companheir@s,

Antecipo a vocês a posição que defenderei no dia 29/03 na reunião do diretório Nacional:

Dia 24 de março o PMDB completou 50 anos de existência. Nosso partido foi criado para lutar e defender a democracia.

A democracia e a sua defesa são dispositivos pétreos do nosso PMDB.

Sair ou não do governo, não é a questão principal neste momento histórico. Sofremos sim muitos desrespeitos e muitos atos de leviandade que fortalecem a posição pelo desembarque.

A saída do governo pode ser admitida pela história, mas jamais será digno da nossa história apoiar ou participar do impedimento de um presidente se não houver crime de responsabilidade para isso.

Derrubar um governo sem motivos ou infrações jurídicas comprovadas não se chama democracia. Isso tem outro nome.

A questão central neste momento é referendarmos e defendermos a vontade do povo. Esta vontade foi expressa na última eleição presidencial.

O povo escolheu um projeto. Ser fiel e defender este projeto é a missão do PMDB.

Fomos às ruas de todo o País para dizer que não mexeriam nos direitos trabalhistas, sociais e previdenciários nem que a vaca tussa.

Fomos às ruas de todo o País para dizer que não mudaríamos as regras de exploração do Pré-sal, pois isso representa nossa soberania e foi nosso Partido que construiu esta legislação.

Fomos às ruas de todo o País para dizer que implementaríamos uma política de desenvolvimento, de defesa do emprego e da renda do povo.

O povo escolheu e votou nesta proposta.

A oposição perdeu com suas posições antagônicas ao desejo do povo. E a democracia é medida pelo voto e não por estimativas de pessoas na rua que apontam para o lado A ou lado B. Não é foto, mas voto que determina a maioria.

Portanto, meus companheiros, apoiar um governo que traia o projeto escolhido pelo povo nas urnas ou assumir um governo para implementar o projeto rejeitado pelo povo nas urnas é romper com as tradições democráticas do nosso País e, principalmente, com as fundamentações do PMDB.

E neste sentido quero render uma homenagem ao nosso Presidente Michel Temer, que tem mantido, como sempre, uma postura serena, conciliadora, estadista e comprometida com o País, buscando sempre o caminho da união e da conciliação política e social.

Por isso, os sindicalistas do PMDB apresentaram uma Moção na Convenção do Partido, resumindo em alguns pontos os anseios e a manifestação do povo nas urnas, onde defendemos que o Partido lute pelas seguintes bandeiras:

1- SIM a uma política de formalização do mercado de trabalho, modernização do sistema previdenciário para combater a sonegação e NÃO à reforma da Previdência;

2- SIM à manutenção da legislação aprovada pelo PMDB, que estabelece a Petrobrás como operadora única do Pré-sal e destina os recursos do petróleo à Educação e NÃO ao projeto de entrega do petróleo brasileiro, prometido pelo senador José Serra às empresas norte-americanas;

3- SIM à ampliação do Conselho Monetário Nacional para contemplar o setor produtivo e NÃO ao domínio dos bancos sobre a política econômica do Estado;

4- SIM à valorização do Parlamento Brasileiro e às leis básicas que regram as relações entre o capital e trabalho e NÃO ao acordado sobre o legislado;

5- SIM ao fortalecimento do Estado Brasileiro, à renegociação da dívida dos Estados e municípios e NÃO à privatização das empresas públicas;

6- SIM à auditoria da dívida pública brasileira, NÃO ao veto presidencial nº 03/2016; e

7- SIM à defesa do princípio da Unicidade Sindical, da contribuição sindical compulsória e NÃO ao desmonte da estrutura sindical brasileira.

ANTONIO NETO

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