26 de março de 2016
por esmael
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Advogados exigem “plebiscito” na OAB sobre golpe contra Dilma Rousseff

Advogados de todo país preparam uma petição contra o comando da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que aderiu ao golpe contra o Estado Democrático de Direito e o mandato da presidente Dilma Rousseff.

Nas redes sociais, o documento exige consulta individual para que cada advogado se manifeste sobre a representação do Conselho Federal acerca do pedido de impedimento.

Nesta segunda-feira, dia 28, a Ordem vai protocolar um novo pedido de impeachment de Dilma em virtude da fragilidade dos 11 anteriores em tramitação na Câmara.

Segundo o documento dos dissidentes, o pedido de impeachment é arbitrário porque não representa o coletivo e falta a ratio [última razão].

Caso a OAB não leve em consideração a opinião dos profissionais do Direito, o movimento pede que a direção do Conselho Federal explicite não ser a vontade unânime o pedido de impeachment da presidente da República.

Outro grupo descontente com o apoio ao golpe falava na semana passada em “rachar” a OAB. A ideia era criar “Uma Nova Ordem” que representasse todos os advogados, independente de posição política-partidária.

Há diversos tipos de resistências ao golpismo da OAB. No Paraná — e também outros estados –, ocorreu na semana passada um ato de juristas que “fulminou” o juiz Sérgio Moro na contundente “Carta de Curitiba”.

Não é a primeira vez que a OAB apoiou um golpe de Estado. Em 1964, o Conselho referendou a interrupção do mandato do presidente Jango Goulart. Após aquele episódio, o país mergulhou 21 anos numa sanguinária ditadura militar.

A seguir, leia a íntegra do modelo da petição exigindo “plebiscito” na OAB:

“Nome, e qualificação, vem, respeitosamente à presença de V. Exa, em razão das noticias veiculadas na imprensa nacional que a Ordem dos Advogados do Brasil protocolizará pedido de impeachment da Excelentíssima Senhora Presidente do Brasil, esclarecer e requerer o que segue:

O Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994) dispõe em seu artigo 54, inciso II

26 de março de 2016
por esmael
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Lava Jato sai dos trilhos e todos querem escapar na poeira do golpe

do Brasil 247

A Operação Lava Jato desenrolou-se, nos últimos dois anos, seguindo uma narrativa com início, meio e fim. Uma história que devia terminar com Lula preso e responsabilizado pela montagem de um mega-esquema de corrupção para financiar a manutenção do PT no poder. Caracterizado como podre e corrupto, o partido, no final da história, também poderia ter seu registro cassado e desaparecer de cena. De Dilma, cuidaria o Congresso com o impeachment.  Alguns fatos recentes, entretanto,  estão ameaçando o o curso da narrativa. Por isso a lista da Odebrecht agora foi posta pelo Juiz Moro sob sigilo, depois de ele ter autorizado a divulgação do grampo Dilma-Lula. Por isso o Ministério Público praticamente dispensou a “colaboração definitiva” da empreiteira.

Em agosto do ano passado, quando José Dirceu foi preso às vésperas do protesto do dia 16 daquele mês contra Dilma e o governo, a narrativa fez uma forte inflexão. Registramos neste blog, no dia 25 de agosto:  “Lava Jato muda narrativa para chegar a Lula”.  Falando sobre a 17ª. Fase, em que Dirceu foi preso, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, porta voz mais frequente do comando de Curitiba, afirmou repetidas vezes em relação a Dirceu: “Chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele”. E estabeleceu a comparação com o mensalão de 2005: “O DNA é o mesmo: compra de apoio político”.  Com muita insistência afirmou que o esquema “teve início no governo Lula” e perguntado se o ex-presidente também seria investigado respondeu:”nenhuma pessoa no regime republicano está isenta de ser investigada”. A frase inteira em que ele responsabiliza Dirceu foi claramente insinuante: “Não descarto que existam outros cabeças mas chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele”.

Vieram as outras fases. A Odebrecht foi a única empreiteira que, mesmo tendo seu principal executivo e herdeiro preso, recusou-se a fazer acordo de delação. Nas fases seguintes, não foram encontradas provas de que Lula era “o outro cabeça” ou a principal cabeça do esquema Petrobrás. Ele então começou a ser investigado pelas obras no sítio de Atibaia e por reformas no apartamento que não chegou a comprar. Dava no mesmo, ou quase.

O cerco a Lula foi se fechando ao mesmo tempo que o Congresso avançava contra Dilma com o impeachment. Quando ela chama Lula para ajuda-la a resistir e a soerguer o governo, e o nomeia ministro,  Moro dá o tiro de escopeta da divulgação ilegal dos grampos. Foi aí que a narrativa começou a sair dos trilhos. Moro expôs-se mais que o devido, para além do previsto no script.

A base social de Lula e do PT também foi às ruas. A consciência jurídica manifestou-se contra o impeachment por razões políticas, que assim sendo, ganha outro nome, como disse Renan Calheiros. O nome de golpe.

E para completar, com a operação Xepa invandindo suas sedes em várias cidades, a Odebrecht informa em nota que está disposta a fazer uma “colaboração definitiva” sobr

26 de março de 2016
por esmael
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Beto Richa compra blindagem em horário nobre da Globo

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), determinou a veiculação na Globo, em horário nobre, de propaganda sobre a “pujança econômica” do Tucanistão do Sul.

Embora a velha mídia esconda, o tucano está sendo investigado – com autorização do Superior Tribunal de Justiça – pela Procuradoria Geral da República no caso de propina na Receita Estadual que teria irrigado a campanha de reeleição de 2014. O prejuízo ao erário seria de R$ 1 bilhão, segundo o Ministério Público do Paraná.

Quando o STJ autorizou a investigação da PGR, até a Globo noticiou o fato. Mas, com o início da farra publicitária do governo do estado na emissora nenhuma menção ao fato.

Nos últimos dias, Richa tentou dispensar de depoimentos os auditores fiscais da Receita Márcio de Albuquerque Lima e Luiz Antonio de Souza (delator), bem como o lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador, que são peças-chave no inquérito da Operação Publicano.

A subprocuradora-geral da República, Ela Wiecko, no inquérito, investiga o tucano Beto Richa por “crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica para fins eleitorais e corrupção passiva”.

26 de março de 2016
por esmael
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Judas Sérgio Moro é vandalizado na República do Grampo, em Curitiba

Um boneco simbolizando o juiz federal Sérgio Moro foi malhado na madrugada deste sábado (26), na República do Grampo, em Curitiba, seguindo a tradição cristã de malhar o Judas traidor.
Durante a semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu ao magistrado da Lava Jato a crise econômica que assola o país.

“Agora eu queria que vocês procurassem a força-tarefa, procurassem o juiz Moro para saber o seguinte: se eles estão discutindo quanto essa operação já deu de prejuízo à economia brasileira”, disse em uma plenária de sindicalistas.

O crescimento do desemprego e o desaquecimento da economia foi um dos motivos da malhação de Moro.
O boneco foi pendurado hoje em frente ao prédio da 13ª Vara da Justiça Federal, no bairro Ahú, na capital paranaense. Ao amanhecer, o fantoche já estava vandalizado.

Além das questões econômicas, setores da opinião pública também identificam o juiz Sérgio Moro com a tentativa de golpe no país.

A condução coercitiva de Lula, a participação de evento político para lançamento de candidatura do PSDB (João Dória), divulgação de grampos ilegais, tudo isso e um pouco mais, culminou com a Carta de Curitiba que pediu “Fora Moro” – na última terça-feira (22), na UFPR –, sinalizando o esgarçamento do modelo golpista (jurídico-midiático-policial).

Por conta do enfraquecimento de um membro desse tripé, no caso Moro, é preciso que os golpistas acelerem o golpe contra o mandato constitucional da presidente Dilma Rousseff — uma repetição do que foi o golpe contra o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo — que consiste no “convencimento” de que ela tem de “renunciar” ao cargo.

26 de março de 2016
por esmael
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Roberto Freire e Paulinho da Força, comandantes do golpe, estão na lista da propina da Odebrecht. E agora?

do Brasil 247

O listão da Odebrecht também atinge políticos que estão na linha de frente do golpe contra a presidente Dilma Rousseff, como os deputados Roberto Freire (PPS-SP) e Paulinho da Força (SDD-SP). Ambos aparecem na lista de beneficiários de pagamentos de bônus da empreiteira, segundo reportagem de Mateus Coutinho (leia aqui).

Os documentos foram encontrados na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa Silva Junior, no Rio de Janeiro, e revelam “pagamentos via bônus” a partidos e a políticos de sete siglas: PSDB, PMDB, PT, DEM, PPS, PDT e PTB, nas eleições municipais de 2012.

No caso de Roberto Freire, que não foi candidato naquele ano, aparece o valor de R$ 500 mil. O mesmo valor é anotado ao lado do nome de Paulinho da Força e também de outra política do PPS, a ex-vereadora Soninha Francine.

Em 2012, no entanto, não há doações da Odebrecht registradas no Tribunal Superior Eleitoral para o PPS. Freire alega que o dinheiro veio de uma distribuidora de bebidas e que o partido imaginava se tratar da empreiteira.

“Oficialmente, a sigla não recebeu nenhuma doação de empresas do grupo Odebrecht naquele ano. Questionado pela reportagem, Roberto Freire disse que o partido recebeu R$ 500 mil da Odebrecht em 31 de agosto, contudo ele encaminhou um comprovante de doação de uma empresa distribuidora de bebidas e alegou que, no período, foi informado que o dinheiro era da Odebrecht”, diz a reportagem de Mateus Coutinho.

Eis a posição de Roberto Freire:

“Sequer fui candidato a cargo eletivo no pleito eleitoral de 2012. A referência a meu nome na mensagem eletrônica encaminhada pelo senhor tem justificativa apenas e tão somente pelo meu exercício à frente da Presidência do PPS. Sendo a doação em questão endereçada ao partido, por óbvio, apenas se trata da indicação de meu nome como Presidente do PPS Nacional. Outra interpretação seria imp

26 de março de 2016
por admin
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Coluna do Jorge Bernardi: País dividido e riscos de guerra civil

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Jorge Bernardi*

A divulgação de conversas grampeadas do ex-presidente Lula, pelo juiz Sérgio Moro, que atua no processo do Lava Jato, foi como jogar gasolina numa fogueira. Houve uma comoção social, de norte a sul do país, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a posse do ex-presidente como Chefe da Casa Civil, do Governo Dilma Rousseff.

Independente da discussão jurídica se o magistrado poderia ou não divulgar conversas de caráter pessoal e, principalmente aquela envolvendo a Presidenta Dilma, que possui prerrogativa de foro, o fato está consumado e pode ter ainda consequências mais graves do que as manifestações de rua.

O Brasil está dividido entre azuis e vermelhos, entre aqueles que são a favor e os que são contra o impeachment. O ódio que estava sendo destilado em opiniões no mundo virtual, nas redes sociais, agora está presente nas discussões das pessoas. Há amigos rompendo amizades, casais discutindo e brigando dentro de casa, por opiniões divergentes em relação aos acontecimentos políticos. O Brasil está marchando para um caminho perigoso que pode causar muitas mortes.

O exemplo vem do oriente médio, com a guerra civil da Síria, que completou recentemente 5 anos e que fez mais de 400 mil mortos, e se transformou no maior deslocamento humano desde a 2ª. Guerra mundial, com mais de 6 milhões de pessoas refugiadas. Aquela guerra começou com as manifestações de rua durante a Primavera Árabe.

A última guerra civil brasileira, a Guer

26 de março de 2016
por admin
Comentários desativados em O que diz a velha mídia neste sábado

O que diz a velha mídia neste sábado

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Gazeta do Povo: O poder virtual do PAC

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