21 de março de 2016
por Esmael Morais
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UFPR sedia ato contra golpe de Globo-Moro; Blog do Esmael/TV 15 transmite ao vivo para o Brasil e o mundo

Renomados juristas de todo o país desembarcarão nesta terça-feira (22), em Curitiba, “a capital da lava jato e da grampolândia”, para um  Ato Nacional em Defesa da Democracia e denúncia do golpe engendrado pela parceria entre Rede Globo e juiz federal Sérgio Moro — materializado no vazamento de escutas telefônicas ilegais.

O evento será transmitido ao vivo pelo Blog do Esmael para o Brasil e o mundo, em parceria com a TV 15, a partir das 19 horas, desde o salão nobre da Faculdade de Direito da UFPR.

É bom frisar que Moro é professor  Processo Penal na UFPR, por isso o comício de amanhã ganha relevância nacional.

Não é só a academia e os meios jurídicos que começam acordar para o golpismo em marcha. Na última sexta-feira (18), cerca de 30 mil pessoas foram às ruas da capital paranaense em defesa da democracia. Em todo o país forma milhões contra o autoritarismo.

Também está no “bico do corvo” a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que assumiu a bandeira do golpe contra o estado democrático de direito.

Possivelmente, operadores do Direito iniciem discussão sobre “Uma Nova Ordem”, ou seja, acerca da criação de uma nova autarquia que represente todos os advogados brasileiros.

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21 de março de 2016
por admin
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“Lula não está morto”, afirma Delfim Netto; assista ao vídeo

O ex-ministro da Fazenda, professor Delfim Netto, concedeu entrevista ao programa Canal Livre da TV Bandeirantes, exibida na noite deste domingo (20). Como não poderia deixar de ser, Delfim foi questionado e opinou sobre o atual quadro político e econômico do País.

Sobre Lula, o ex-ministro da ditadura opinou que a divulgação dos grampos com conversas do ex-presidente serviram para tentar minar o seu capital político e capacidade de articulação. Para ele, sem a divulgação dos áudios, Lula reverteria o processo de impeachment de Dilma com facilidade.

Mesmo assim, o economista ponderou que, caso o processo de impedimento da presidenta avance, não será “tranquilo” como foi o de Collor. Ele lembrou que Lula e Dilma contam com o apoio da igreja, dos movimentos sociais, dos sindicatos, estudantes… enfim, amplos setores da sociedade. Delfim alertou para o risco de se produzir “um cadáver”.

Delfim também refutou a possibilidade de renúncia da presidenta Dilma, ressaltando seu o caráter e a sua história. “A Dilma não é um biscoito”, completou.

Delfim Netto foi ministro da Fazenda nos governos da ditadura militar, entre os anos de 1967 e 1974, e do Planejamento, entre os anos de 1979 e 1985.

Assista a seguir os principais trechos da entrevista: 


Luiz Cláudio Romanelli*

Os fatos das últimas semanas no país atropelam qualquer senso de racionalidade, e, a política — a arte de servir e prestar o bem às pessoas — pode ficar irremediavelmente comprometida ao ser constantemente criminalizada de forma vil e açodada. É uma quadra triste em que vivemos, e não há luz próxima que possa sinalizar uma solução construída no debate, sem o conflito extremado entre os atores políticos. O “nós contra eles” parece ter vencido esta etapa da vida pública brasileira.

Os que acompanham a minha trajetória e história de vida, sabem que sou otimista, que procuro sempre enxergar os fatos de maneira positiva e que acredito no diálogo como forma de resolução de conflitos, bem como na razão, acima das paixões. Mas confesso que diante de tudo que acontece no país, diante do radicalismo, dos discursos exacerbados das manifestações nas ruas, da atuação do Judiciário, do clima de vale-tudo no Congresso Nacional, o sentimento é de preocupação e perplexidade.

É claro e evidente que todos os mal feitos e os mal feitores, independente de partidos, devem ser punidos de forma exemplar pela Justiça e pelo voto, mas também que a cobrança pela punição não pode empurrar o país ao retrocesso que já foi vencido na luta democrática e nas urnas. Faço minhas as palavras do meu dileto amigo Michele Caputo Neto que diz “roubo, autoritarismo, violência e incompetência têm o mesmo tamanho, seja de direita ou de esquerda. Ética, decência e competência não são patrimônios ideológicos, são de cunho moral de formação”. A opera Leia mais