Paixão: De volta às aulas. Mais um ano difícil para a educação do Paraná

Professor Paixão, em artigo especial para o Blog do Esmael, prevê um ano muito difícil com de perda de direitos para o magistério paranaense; segundo o articulista, o governador Beto Richa (PSDB), já neste ano letivo de 2016, fechou turmas e, consequentemente, diminuiu o número de professores e funcionários nas escolas. “Em 2016 teremos mais salas de aula superlotadas e menos profissionais para realizar o trabalho pedagógico na escola”, alerta; Paixão também lamenta que as aulas comecem nesta segunda-feira, dia 29, sem ao menos um pedido formal de desculpas do governador tucano pelo massacre de educadores e servidores públicos no fatídico dia 29 de abril de 2015; ao criticar a formação continuada na Semana Pedagógica, Paixão denuncia que o governo tentou apagar a forma como violentou os direitos humanos e o direito da participação social da categoria em greve; “O programa de formação foi recebido como uma afronta à memória e a dignidade dos educadores”, relata; Professor Paixão diz ainda que causam revolta a denúncia de desvio dos recursos para a construção de escolas. “Além de crime, o desvio destes recursos é desumano. Boa parte de nossas escolas não possui infraestrutura adequada para atender bem nossos estudantes. Estes desvios precisam ser investigados, doe a quem doer”. Leia, comente, opine e compartilhe o texto.

Professor Paixão, em artigo especial para o Blog do Esmael, prevê um ano muito difícil com de perda de direitos para o magistério paranaense; segundo o articulista, o governador Beto Richa (PSDB), já neste ano letivo de 2016, fechou turmas e, consequentemente, diminuiu o número de professores e funcionários nas escolas. “Em 2016 teremos mais salas de aula superlotadas e menos profissionais para realizar o trabalho pedagógico na escola”, alerta; Paixão também lamenta que as aulas comecem nesta segunda-feira, dia 29, sem ao menos um pedido formal de desculpas do governador tucano pelo massacre de educadores e servidores públicos no fatídico dia 29 de abril de 2015; ao criticar a formação continuada na Semana Pedagógica, Paixão denuncia que o governo tentou apagar a forma como violentou os direitos humanos e o direito da participação social da categoria em greve; “O programa de formação foi recebido como uma afronta à memória e a dignidade dos educadores”, relata; Professor Paixão diz ainda que causam revolta a denúncia de desvio dos recursos para a construção de escolas. “Além de crime, o desvio destes recursos é desumano. Boa parte de nossas escolas não possui infraestrutura adequada para atender bem nossos estudantes. Estes desvios precisam ser investigados, doe a quem doer”. Leia, comente, opine e compartilhe o texto.

Professor Paixão*

Nesta segunda-feira, dia 29 de fevereiro iniciam-se as aulas nas mais de 2.100 escolas da rede pública estadual do Paraná. A expectativa para o início do ano letivo é grande, tanto para os (as) trabalhadores (as) em educação quanto para a sociedade em geral. Ainda mais, após a tragédia ocorrida no ano passado, onde de forma irresponsável o governo do Paraná, ultrapassando todas as barreiras do bom senso, colocou a educação e os educadores em uma situação vexatória. O Brasil e o mundo viu com tristeza e revolta a violência bélica, militar e psicológica, em praça pública, cometida contra os (as) educadores(as) e servidores(as) públicos(as). O dia 29 de abril não será esquecido.

Na expectativa de iniciar um ano letivo mais tranquilo e com menos tribulações voltamos para as escolas na última segunda-feira, dia 22, na chamada Semana Pedagógica, a fim de participar das atividades de formação continuada organizadas pela Secretaria Estadual de Educação, e principalmente planejar as ações para o ano letivo.

Desrespeito aos educadores – Infelizmente, a Semana Pedagógica mostrou um governo desorganizado, sem uma política educacional definida e desrespeitoso com os  educadores. O programa de formação foi recebido como uma afronta à memória e a dignidade dos (as) educadores (as) . A máxima “faça o que eu digo e não faça o que faço” nunca foi tão presente. Ao indicar como temas para os primeiros dias da formação, “a educação de direitos humanos” e “participação social”, o governo tentou apagar a forma como violentou os direitos humanos dos(as) educadores(as) e o direito da participação social da categoria em greve.  No mínimo, um pedido de desculpas deveria ser efetuado no início dos trabalhos da semana. Se não bastasse isto, em um dos vídeos apresentados pela Seed, há uma nítida promoção pessoal do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, um dos corresponsáveis pelo massacre cometido contra os (as) educadores (as) e servidores(as) públicos do Paraná.

Estamos iniciando o ano com fortes ameaças de perdas de direitos. Em nível nacional, paira sobre nós a possibilidade de mais uma reforma da previdência. Em nível estadual, o governo do Paraná sinaliza a disposição de alterar direitos do Plano de Carreira do Professor. Já neste ano, com sua política de redução de investimentos na área da educação, o governo do Paraná fechou turmas e, consequentemente, diminuiu o número de professores e funcionários. Em 2016 teremos mais salas de aula superlotadas e menos profissionais para realizar o trabalho pedagógico na escola. Teremos neste ano milhares de professores e professoras desempregados. Para além disto, nos traz revolta as denúncias de desvio dos recursos de construção de escolas. Além de crime, o desvio destes recursos é desumano. Boa parte de nossas escolas não possui infraestrutura adequada para atender bem nossos estudantes. Estes desvios precisam ser investigados, doe a quem doer.

Espero que o governo contribua para que tenhamos um bom ano letivo. Não exigimos muito. Basta que o governo cumpra a Lei: aplique na nossa tabela salarial, o valor do Piso Nacional do Professor, ( índice de 7,75% estendido também aos funcionários) pague os avanços em atraso de carreira para professores e funcionários, nomeie os aprovados em concurso público, realize novos concursos públicos, implemente o cargo de 40 horas, altere a legislação estadual em relação aos dos contratos PSSs, garanta uma política de proteção e atendimento à saúde dos(as) educadores(as), corrija o enquadramento de aposentados e, especialmente, que  não ouse retirar direitos conquistados de nossa categoria.

Finalizo, externando mais uma vez o nosso compromisso com os pais, mães e estudantes das escolas públicas do Paraná. Podem ter a certeza que professores e funcionários darão o melhor de si para garantir uma educação de qualidade. Contamos com vocês!

*Luiz Carlos Paixão da Rocha ( Professor Paixão) é mestre em Educação pela UFPR, professor nos colégios estaduais Prof. Lysímaco Ferreira da Costa e Padre Olímpio de Souza. Integrante do Conselho Estadual da APP-Sindicato.

7 Comentários

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  1. Nada como ler um texto sensato de quem faz reflexões reais sobre a educação.
    Os textos enviados para o trabalho pedagógico no inicio deste ano, em nada contribuiu para a capacitação pedagógica. De fato, o que se viu, foi uma velada propaganda à odiada ALEP e sua bancada do Camburão, onde Traiano (pasmem!) falava de Direitos Humanos !
    A contribuição dos textos foi para mostrar aos educadores que a escola que temos é o resultado do descaso desse governo com a educação agravada pelo desvio de verbas. A escola que queremos esse governo jamais o fará . E como conseguiremos a escola ideal? Só mudando o governo e sua equipe na SEED.

  2. ESTE desgoverno representa para a EDUCAÇÃO o espelho do atraso,beto LIXO vergonha.este não serve nem para ser LIXEIRO de sala de AULA.

  3. Infelizmente, independente do descalabro da administração Beto Lixo, a educação pública faliu. Sou professor e nada ensino, me tornei babá de aborrecentes mal educados, preguiçosos e desinteressados. A sala de aula tem de tudo, menos ensino e reflexão. Só fica na rede quem não tem para onde fugir.

    • Desculpe, colega, mas seu discurso está mais para os cyberbandidos do Beto Richa do que o de um professor. Se você for professor mesmo, então sai da rede pública, ache um outro tipo de trabalho porque vai ser triste para seus alunos terem que aguentá-lo com esse pensamento tosco até o fim de sua carreira. Eu consegui trabalhar muito bem com meus alunos, não na totalidade que precisaria, mas o ano não foi perdido não. Inclusive meus alunos entenderam muito bem que o bandido nessa história toda foi o governo, não a gente.

  4. A paralização ano passado, atiçada de forma irresponsável pois inspirada por sanha partidária, deixou um passivo irrecuperável no ensino em nosso Estado. Um sem número de aulas não foi reposto – em algumas escolas, algumas poucas. Sabe-se de escola que reprovou 40 por cento dos alunos de algumas turmas.

    • Donde se conclui, meu caro, que o inevitável é mesmo privatizar o ensino público (que obviamente deixará de sê-lo!!!)???
      Porque, sucateamento pouco é bobagem. Sucateamento aliás, acompanhado de um enorme desrespeito à quem com sacrifício desenvolve um trabalho digno em escolas depauperadas e com materiais didáticos sucateados…
      Onde moras Parreiras? Em Miami?
      Se for aqui mesmo na província de São Paulo, sabe que o que falas chega às raias da insanidade, considerando este governo atual…
      Pobre (ou rico!) Parreiras…

    • O que você chama de irresponsabilidade é na verdade o exercício de um direito trabalhista em um regime democrático. Mas parece que você não gosta dessa palavra: democracia. Vade retrum, reaça!