‘Lula venceria se a eleição fosse hoje’, diz novo marqueteiro do PT

Com informações do Brasil 247

Em julho de 2015, o Blog do Esmael fez um cruzamento de dados do Ibope que decretou a entrada da oposição no “volume morto” ao mostrar que Lula poderia vencer eleição no 1º turno. A referência a "volume morto" tinha a ver com a crise hídrica no estado de São Paulo.

Em julho de 2015, o Blog do Esmael fez um cruzamento de dados do Ibope que decretou a entrada da oposição no “volume morto” ao mostrar que Lula poderia vencer eleição no 1º turno. A referência a “volume morto” tinha a ver com a crise hídrica no estado de São Paulo.

O novo marqueteiro do PT, Edson Barbosa, o Edinho, em entrevista ao Estadão, edição deste domingo (14), afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio da Silva é o favorito para vencer as eleições 2018. Por isso, segundo ele, o petista é caçado como nunca já fora antes. Talvez só haja paralelo na história com os ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

“O Lula é o Cassius Clay da caatinga”, disse Edinho ao repórter Luiz Maklouf Carvalho. Para o novo marqueteiro, “Lula venceria para presidente da República se a eleição fosse hoje.”

A comparação com Cassius Clay diz respeito a uma épica luta no Zaire, em que pugilista apanhou até o oitavo round de George Foreman, antes de reagir de forma fulminante.

“Achei o presidente sereno e tranquilo, muito Cassius Clay contra George Foreman, na luta do Zaire. Respirando, esperando o momento, entendendo que o processo precisa rodar, muito consciente de que não existe materialidade de práticas ilícitas nas investigações contra ele. Até comentei: ‘Ô, presidente, achei que ia encontrá-lo mais preocupado’. Ele disse: ‘Estou chateado, né, velho, família, filhos, amigos…’. O Lula é o Cassius Clay da caatinga. Está muito chateado, é claro, porque é incômodo você tomar tanta porrada”.

Em julho de 2015, o Blog do Esmael fez um cruzamento de dados do Ibope que decretou a entrada da oposição no “volume morto” ao mostrar que Lula poderia vencer eleição no 1º turno. A referência a “volume morto” tinha a ver com a crise hídrica no estado de São Paulo.

Edinho foi marqueteiro de Eduardo Campos na eleição passada, antes de ser convidado pelo PT para assumir o lugar de João Santana.

Segundo ele, o momento é de tentar devolver governabilidade à presidente Dilma Rousseff. “O tiroteio foi muito excessivo, está tudo muito excessivo, e a racionalidade das coisas exige que todo mundo baixe a bola. Se essa turma do PT tiver realmente maturidade, capacidade política de articulação, pode se dar aí para a presidente Dilma três anos de estabilidade, e então lidar com eleições qualificadas em 2018”.

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