Curitibanos politizam Carnaval contra Richa e Fruet, mas mídia esconde

carnaval2016
O Carnaval é a festa nacional de maior expressão e liberdade popular. A folia que precede a quaresma se consolidou como o momento para extravasar sentimentos, entre eles a indignação.

Apesar de uma parcela mais conservadora dos curitibanos defender que Curitiba não é lugar de Carnaval, a festa de Momo vem crescendo e atrai cada vez mais gente nas suas mais diversas manifestações. Temos os Blocos de Pré-carnaval, o desfile dos Blocos e Escolas de Samba, o Psycho Carnival, a Zombie Walk… Enfim, Carnaval para todos os gostos.

E no meio de tanta folia, o que apareceu com força nos últimos dias foi a politização bem humorada da festa. Como não poderia deixar de ser, sobrou para o governador Beto Richa (PSDB) e para o prefeito Gustavo Fruet (PDT). O estranho é que a grande mídia escondeu essa faceta do Carnaval, mostrando somente as mulheres seminuas e os enredos menos politizados (abaixo, assista ao vídeo).

Contra Richa, o fato mais lembrado foi o massacre do Centro Cívico, em que mais de 250 professores e servidores ficaram feridos. O Bloco Derepent, que desfilou no domingo (7), composto por educadores e militantes sociais, foi uma das principais expressões da indignação contra o governador. Até carrinheiros e catadores de materiais recicláveis enfeitaram seus carrinhos com fotos do massacre de 29 de abril.

Já Fruet foi lembrado(!) pelo aumento da passagem de ônibus, implementado de forma sorrateira, às vésperas do feriado. O novo aumento só veio confirmar que, apesar do discurso, a atual gestão municipal está submissa aos interesses da máfia do transporte, e não demostra nenhuma vontade de mudar essa situação.

Veja o vídeo do protesto conta Fruet a seguir:

Mas para a grande mídia paranaense, o Carnaval Curitibano foi só amenidades, com muita mulher nua e sem politização.

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